NOTÍCIAS DE HOJE – 7/10/2021

Veja algumas notícias preparadas pela equipe do SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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MILHO: Plantio 2021/22 atinge 21,1% na Argentina - Bolsa de Buenos Aires

O plantio de milho da safra 2021/22 atinge 21,1% da área na Argentina. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a superfície é projetada em 7,1 milhões de hectares, 7,6% acima do ano anterior. Os trabalhos avançaram 4,3 pontos percentuais na semana e estão 0,3 ponto adiantados na comparação com igual período do ano passado.


CAFÉ ARÁBICA: Nova York avança e encosta em 200 cts/lb com bons fundamentos

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações de hoje com cotações em alta. Os contratos com entrega em Dezembro/21 fecharam o dia a 197,90 centavos de dólar por libra-peso, com valorização de 4,45 centavos, ou de 2,3%. A posição Março/22 fechou a 200,80 centavos (+2,24%). O mercado estendeu os ganhos de ontem, sustentado por preocupações com o potencial produtivo da próxima safra brasileira. Embora tenha começado a chover com força nas principais áreas cafeeiras do Brasil, o temor é que as precipitações sejam insuficientes e tenham chegado tarde demais para garantir uma boa florada após uma prolongada e histórica estiagem. Ao mesmo tempo, a queda nos estoques certificados da ICE e a manutenção do crescimento da demanda global de café apesar da pandemia ajudam a desenhar um quadro promissos para os futuros do café arábica. Os estoques somavam 1,973 milhão de sacas ao final do pregão de 06 de outubro. Desde o início de junho, os estoques diminuíram em 216 mil sacas, ou 10%. A produção global de café no ano-safra 2020/21 (outubro-setembro) totalizou 169,644 milhões de sacas de 60 quilos, alta de 0,4% na comparação com 2019/20 (168,980 milhões de sacas), disse a Organização Internacional do Café. Já o consumo global de café em 2020/21 atingiu 167,258 milhões de sacas, com alta anual de 1,9% (164,135 milhões de sacas em 2019/20).


MILHO: USDA deve reduzir safra dos EUA em 2021/22

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) vai divulgar na terça-feira (12), a partir das 13h, o relatório de oferta e demanda de outubro, trazendo estimativas de oferta e demanda de milho norte-americano e mundial para a temporada 2021/22 e 2020/21. Analistas consultados pelas agências internacionais apostam que o Departamento irá reduzir a estimativa de produção dos Estados Unidos para 14,948 bilhões de bushels em 2021/22, ante os 14,996 bilhões de bushels projetados no mês passado. O volume ainda será maior frente aos 14,182 bilhões de bushels colhidos em 2020/21. A produtividade média do milho estadunidense em 2021/22 deverá ser reduzida para 175,9 bushels por acre, contra os 176,3 bushels indicados em setembro, mas acima dos 172 bushels por acre obtidos na safra 2020/21. A área a ser colhida deverá ficar em 85 milhões de acres, aquém dos 85,1 milhões de acres indicados em setembro, mas acima dos 82,5 milhões de acres registrados na safra passada. Os estoques finais de passagem da safra 2021/22 norte-americana devem ser indicados em 1,421 bilhão de bushels, acima dos 1,408 bilhão de bushels indicados em setembro. Para a safra global 2021/22, os estoques finais de passagem devem ser indicados em 298,4 milhões de toneladas, superando as 297,6 milhões de toneladas previstas em setembro. A previsão é de que os estoques finais de passagem da safra mundial 2020/21 sejam apontados em 287,4 milhões de toneladas, à frente das 286,5 milhões de toneladas indicadas no mês passado.


AÇÚCAR: NY fecha em leve alta, mas perde força após testar linha dos 20 centavos

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações em leve alta. Os contratos com entrega em março/2022 encerraram o dia a 19,84 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,07 centavo (+0,35%) em relação ao fechamento anterior. A posição maio/2022 fechou cotada a 19,40 centavos (+0,31%). Em sessão dominada por fatores técnicos e gráficos, com fracos volumes transacionados, o mercado encontrou dificuldades para buscar um melhor direcionamento, oscilando ora em território negativo, ora positivo. As cotações perderam força após o primeiro contrato testar a linha dos 20 centavos nas intradiárias. Conforme analistas, o mercado segue sustentado pela quebra na safra brasileira 2021 e pelo rally nas cotações internacionais do petróleo, mas passou a titubear com as indicações de que as chuvas enfim chegaram aos canaviais do país e ainda pela perspectiva de crescimento da produção em outras importantes origens no próximo ano.


SOJA: USDA deve elevar previsão para safra 2021/22 dos EUA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deve elevar a sua estimativa para a safra de soja dos Estados Unidos em 2021/22. O relatório de outubro do Departamento será divulgado dia 12, às 13hs. Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em produção de 4,409 bilhões de bushels em 2021/22. Em setembro, a previsão ficou em 4,374 bilhões de bushels. No ano passado, a produção foi de 4,135 bilhões. Para os estoques, o mercado aposta em estimativa de 289 milhões. Em setembro, o USDA indicou estoques em 185 milhões de bushels. Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2021/22 de 101 milhões de toneladas, contra 98,9 milhões estimados em setembro. Para 2020/21, a previsão deverá subir de 95,1 milhões para 96,4 milhões de toneladas.


AÇÚCAR REFINADO: Londres fecha com cotações em leve alta

A ICE Futures Europe (Bolsa de Londres) para o açúcar refinado fechou as operações com cotações em leve alta. Os contratos com entrega em dezembro/2021 fecharam a US$ 510,50 por tonelada, alta de US$ 2,00 por tonelada (+0,39%) na comparação ao fechamento anterior. Março/2022 fechou a US$ 507,30 por tonelada, ganho de US$ 0,10 a tonelada (+0,01%).


CAFÉ: Descolada de Nova York, Londres fecha sessão praticamente estável

A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (ICE Futures Europa) para o café robusta encerrou as operações desta quinta-feira com cotações pouco alteradas. Os contratos para entrega em novembro/2021 fecharam o dia a US$ 2.119 a tonelada, com alta de US$ 3, ou de 0,14%. Janeiro/2022 fechou estável, a US$ 2.116 a tonelada. Em sessão de estreitas margens, os futuros do café robusta não conseguiram definir um direcionamento mais claro, em meio a fatores técnicos e gráficos. Do lado fundamental, a proximidade do início da nova safra no Vietnã tem pesado negativamente, com as cotações se descolando do referencial nova-iorquino do café arábica. 


CAFÉ: Chuvas continuam com boa intensidade nas áreas do Brasil – Somar

As chuvas devem continuar com boa intensidade nas regiões produtoras de café conforme os mapas meteorológicos atualizados da Somar Meteorologia estão apontando. O acumulado de precipitação até o final da semana pode chegar a 80 milímetros no sul de Minas Gerais. Para as áreas cafeeiras que ficam acima de 1.000 metros de altitude, há possiblidade de chuva de granizo. No Paraná até o sul do Espírito Santo o acumulado pode alcançar 50 milímetros. Já no cerrado de Minas Gerais, o volume de chuvas deve oscilar entre 20 a 50 milímetros. Para a semana entre 14 a 20 de outubro, os bolsões de umidade devem se estender até o norte do Espirito Santo o sul da Bahia, chegando ao acumulado médio de 80 milímetros sobre a Mogiana e ainda no sul de Minas Gerais.


GRÃOS: Safra do RS 2021/22 deve crescer 3,8% - Conab

Segundo informações da Superintendência da Companhia Nacional de Abastecimento no Rio Grande do Sul a produção de grãos no estado na safra 2021/22, tomando como base a 1a estimativa de produção de grãos, deverá alcançar 39,86 milhões de toneladas, avançando 3,8% frente à temporada 2020/21, de 38,4 milhões de toneladas. A safra de milho do estado deve avançar 30,5%, passando de 4,39 milhões de toneladas em 2020/21 para 5,728 milhões de toneladas na temporada 2021/22. A produção de soja gaúcha deve ter uma alta de 1,2%, atingindo 21,028 milhões de toneladas, ante as 20,787 milhões de toneladas colhidas na temporada 2020/21. A safra de arroz deve decrescer 1,6%, atingindo 8,141 milhões de toneladas, contra as 8,277 milhões de toneladas registradas na safra 2020/21. No feijão, a primeira safra deve subir 21,9%, passando de 57,2 mil toneladas para 69,7 mil toneladas em 2021/22. A segunda safra deve apontar alta de 12,1%, chegando a 31 mil toneladas, ante as 27,7 mil toneladas registradas na temporada passada. A produção de trigo 2021 deve subir 67,3% ante a temporada passada, de 2,26 milhões de toneladas para 3,781 milhões de toneladas.


AGRICULTURA: Preços globais dos alimentos atingem máximas de dez anos – FAO

Os preços globais dos alimentos subiram pelo segundo mês consecutivo em setembro para atingir o pico de dez anos, impulsionados pelos ganhos de cereais e óleos vegetais, informou a agência de alimentos da ONU nesta quinta-feira. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), com sede em Roma, também projetou uma produção mundial recorde de cereais em 2021, mas disse que isso seria superado pelo consumo previsto. O índice de preços de alimentos da FAO, que acompanha os preços internacionais das commodities alimentícias mais negociadas globalmente, atingiu a média de 130,0 pontos no mês passado, a maior desde setembro de 2011, segundo dados da agência.


O número se compara a 128,5 revisados em agosto. O valor de agosto era anteriormente de 127,4. Na comparação anual, os preços cresceram 32,8% em setembro. Os preços das commodities agrícolas aumentaram acentuadamente no último ano, alimentados por problemas na colheita e pela demanda chinesa. O índice de preços de cereais da FAO aumentou 2,0% em setembro em relação ao mês anterior. Isso foi liderado por um aumento de quase 4% nos preços do trigo, com a agência da ONU citando o estreitamento das disponibilidades de exportação em meio à forte demanda. "Entre os principais cereais, o trigo será o foco nas próximas semanas, já que a demanda precisa ser testada contra o rápido aumento dos preços", disse o economista sênior da FAO, Abdolreza Abbassian, em um comunicado.


Os preços globais do açúcar aumentaram 0,5% em setembro, devido à preocupação com o clima adverso da safra no principal exportador, o Brasil, parcialmente compensado pela desaceleração da demanda de importação e uma perspectiva favorável de produção na India e na Tailândia, de acordo com a FAO. Para a produção de cereais, a FAO projetou uma safra mundial recorde de 2,8 bilhões de toneladas em 2021, um pouco acima dos 2,788 bilhões estimados um mês atrás. Já o consumo de cereais foi estimado em 2,811 bilhões de toneladas, conforme uma previsão revisada, refletindo maior uso do trigo como ração. As informações partem da Reuters.

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