NOTÍCIAS DE HOJE – 7/1/2022

Veja algumas notícias preparadas pela equipe do SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

img-news
CAFÉ: Novos plantios não é melhor solução para possível desabastecimento-CNC
O Balanço Semanal do Conselho Nacional do Café (CNC) traz comentários sobre a safra colhida em 2021 e a que será colhida em 2022, com indicações de que o cultivo de novas áreas não é a melhor solução para um possível desabastecimento. Acompanhe abaixo a íntegra: "É curioso tantos comentários em relação à safra de café colhida em 2021 e a que será colhida em 2022. Os comentários fundamentam-se em duas vertentes: ressaltam uma safra pequena em 2021 e outra indefinida para 2022. Assim, alguns analistas sugerem como solução o aumento de novas áreas para cultivo de café. O que causa estranheza é que com 1,81 milhão ha em produção e 391,56 mil ha em formação, teremos cerca de 2,2 milhões ha de área total com cafezais que, sendo assim, em condições normais de clima, pela média de produtividade, a safra 2021/2022 chegaria a uma produção de 71,5 milhões sacas colhidas. Não é por demais afirmar que temos área cultivada suficiente para abastecimento do mercado interno e para a exportação. Contudo, o que nos assusta é que o mercado não reage à realidade para estimular os produtores a continuarem na sua atividade. Historicamente, o preço alto faz com que a produção mundial de café cresça, mas infelizmente, depois de subidas temos grandes quedas de preços internacionais, pelo excesso de oferta. Hoje, com os custos elevados dos insumos para manutenção das lavouras, salários e encargos, vivemos o dia a dia de um mercado altamente especulativo com uma oscilação de preços baixos que não cobrirão os custos de produção. Se temos na história do café 44,7 milhões de sacas exportadas, o melhor volume já registrado, e o consumo de 21 milhões de sacas, significa que a nossa avaliação está correta e, em condições normais de clima, podemos elevar ainda mais a nossa produtividade com a área já cultivada. Por isso, temos que ter cautela em relação aos estímulos de preços praticados hoje, os quais, em condições normais, dariam resultados positivos para os produtores. No entanto, aqui fica a interrogação: como será nosso futuro se as adversidades climáticas continuarem, ou ainda, se mantiverem dentro da normalidade? Assim, no caso de condições adversas, seria vantajosa a expansão da área. Em nossa visão, devemos esperar que o mercado compreenda que basta remunerar de forma justa para que os produtores produzam o suficiente para o abastecimento."

SOJA: Com clima ruim, preços devem seguir subindo em Chicago, diz analista
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja volta a mostrar força nesta sexta-feira, com o grão rompendo a barreira de US$ 14 por bushel e o farelo se aproximando de US$ 425 por tonelada. A oleaginosa reflete o clima adverso para as lavouras da América do Sul, com destaque para as previsões que apontam tempo seco na Argentina nas próximas semanas. "Se o clima continuar ruim, a tendência é os contratos do grão e farelo continuarem avançando para patamares mais elevados", aposta o analista de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Gutierrez Roque. "Os próximos objetivos são US$ 14,50/bushel na soja em grão e US$ 440/tonelada no farelo nas posições março/22", destaca. Segundo o analista, apenas uma grande mudança climática pode mudar esta tendência. "Diante desse cenário, atenção para o travamento de compras para soja, farelo e óleo", frisa Gutierrez Roque.

AÇÚCAR REFINADO: Londres fecha sessão com leves perdas
A ICE Futures Europe (Bolsa de Londres) para o açúcar refinado fechou as operações com cotações moderadamente mais baixas. Os contratos com entrega em março/20221 fecharam a US$ 485,80 por tonelada, baixa de US$ 0,30 a tonelada (-0,1%) na comparação ao fechamento anterior. Maio/2022 fechou a US$ 479,80 por tonelada, queda de US$ 0,70 a tonelada (-0,1%).

CAFÉ: Londres fecha com alta, sustentada por NY, mas reduz ganhos
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (ICE Futures Europa) para o café robusta encerrou as operações desta sexta-feira com preços mais altos. Após quatro sessões seguidas de baixas, Londres apresentou uma recuperação. Mas, reduziu bastante os ganhos na segunda metade do pregão, mostrando fraqueza nesse movimento de reação. A valorização do arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) deu sustentação ao robusta londrino. Na máxima do dia, o contrato março chegou a atingir US$ 2.345 a tonelada. No entanto, perdeu a maior parte desse movimento altista para fechar em US$ 2.316 a tonelada. No balanço da semana, o contrato março acumulou queda de 2,3%. Os contratos para entrega em março/2022 fecharam o dia a US$ 2.316 a tonelada, com alta de US$ 9, ou de 0,4%. A posição maio/2022 fechou a US$ 2.266 a tonelada, com elevação de US$ 11, ou de 0,5%.

TRIGO: Preços estabilizam na Rússia com poucos negócios após virada do ano
Os preços do trigo russo estão estáveis até agora este ano, em meio ao comércio reduzido no feriado, disse a consultoria IKAR na quinta-feira, acrescentando que o mercado estava acompanhando os acontecimentos no vizinho Cazaquistão, um grande exportador de farinha. O Cazaquistão, que também é um grande comprador de trigo russo na Sibéria, está passando por sua pior agitação desde a independência em 1991, inicialmente estimulado por protestos contra o aumento do preço do gás. Na quinta-feira, a Rússia enviou pára-quedistas para lá como parte de uma força internacional de manutenção da paz. 
O trigo russo com teor de proteína de 12,5% carregado dos portos do Mar Negro para fornecimento em janeiro ficou em US$ 330 a tonelada livre a bordo (FOB) na quinta-feira, inalterado em relação ao final de 2021, disse a IKAR. A internet está fora do ar na maior parte do Cazaquistão e os bancos suspenderam temporariamente o trabalho, mas essa situação não deve durar muito, disse Dmitry Rylko, chefe da IKAR. "Não vejo nada terrivelmente dramático nisso para a indústria de grãos ainda", disse Rylko. "O Cazaquistão precisa continuar importando o trigo russo e exportando sua própria farinha." 
Traders da Ucrânia, outro grande produtor de trigo do Mar Negro, disseram que os preços do trigo ainda podem subir se a situação no Cazaquistão não se acalmar no futuro próximo. "No Cazaquistão, muitas empresas gostam de trabalhar com base no pré-pago. Quem, em tal situação, faria isso sem comunicação e com bancos fechados?", disse um trader da Ucrânia. A Rússia é o maior exportador mundial de trigo. Suas exportações caíram 38% em julho-dezembro, devido a uma safra menor e a um imposto de exportação que aumentará para US$ 98,2 por tonelada em 12 de janeiro. O Cazaquistão compartilha uma zona alfandegária franca com a Rússia e os suprimentos não estão sujeitos a esse imposto. O feriado de Ano Novo da Rússia começou em 31 de dezembro e terminará em 10 de janeiro. As informações são da Agência CMA.

ARROZ: Irga e Apex-Brasil discutem prospecção de novos mercados
O presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz, Rodrigo Machado, esteve reunido na noite de quarta-feira (5) com o gerente de Agronegócios da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Márcio Rodrigues. Também participaram da reunião o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) e conselheiro do Irga, Alexandre Velho, e o assessor da autarquia José Carlos Pires. O objetivo do encontro, ocorrido na sede administrativa do instituto, foi definir os primeiros passos para a consolidação de um convênio a ser firmado entre Irga e Apex para a abertura de novos mercados para o arroz gaúcho. "A Apex tem uma equipe especializada na prospecção de mercados em potencial. Queremos atuar em conjunto para potencializar a promoção e comercialização do nosso arroz para o exterior", acrescenta Rodrigo Machado. Conforme a lei n 10.668/2003, a Apex-Brasil é "pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos, de interesse coletivo e de utilidade pública, com o objetivo de promover a execução de políticas de promoção de exportações, em cooperação com o Poder Público, especialmente as que favoreçam as empresas de pequeno porte e a geração de empregos". Para atingir seus objetivos, a Apex-Brasil realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil.

MILHO: Line-up prevê embarques em janeiro de 2,635 milhões de toneladas
O line-up, a programação de embarques nos portos brasileiros, indica que poderão ser exportadas 2,635 milhões de toneladas de milho em janeiro, conforme levantamento de SAFRAS & Mercado. Desse total, 71,8 mil toneladas já foram embarcadas. No acumulado de fevereiro/21 a janeiro/22, a programação de embarques aponta volumes de 21,363 milhões de toneladas de milho.

logo