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    Planejamento e boas práticas agronômicas para colheita de soja

    Você já se perguntou quais fatores agronômicos durante todo o ciclo da cultura podem interferir na colheita dessa soja? Já analisou como boas práticas agronômicas podem contribuir para uma colheita eficiente?
    Marluce Corrêa Ribeiro, Jornalista e Redatora, Agromulher
    Colheita de Soja.
    Colheita de Soja.

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    Soja

    Tecnologia

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    Quando falamos em planejamento de uma safra, muitos são os fatores envolvidos: aspectos produtivos, agronômicos, financeiros, fiscais, de pessoas, logísticos, entre tantos outros. São muitos pontos que precisam ser planejados antes do produtor finalmente “colocar a semente no chão”. E muitos destes estão diretamente ligados à forma como este grão será colhido lá no final do ciclo e, consequentemente, ligados à rentabilidade do negócio naquele ano-safra.
     
    Você já se perguntou quais fatores agronômicos durante todo o ciclo da cultura podem interferir na colheita dessa soja? Já analisou como boas práticas agronômicas podem contribuir para uma colheita eficiente?
     
    A seguir mostraremos 5 práticas agronômicas que servem como passo a passo para uma colheita de qualidade da cultura da soja. Continue sua leitura!
     
    1 - Planeje os manejos do final do ciclo
    Mais uma vez, lembramos que planejamento é a palavra de ordem a cada nova safra. Planejar é um passo essencial dentro de qualquer negócio. E não seria diferente na safra da soja. O planejamento – ou a falta dele – é refletido em todas as etapas do cultivo e interfere inclusive no momento da colheita da soja.
     
    Pense comigo: a data da semeadura, o tipo de solo, a cultivar escolhida, a população de plantas, o espaçamento, o clima da região, o manejo de pragas, doenças e plantas daninhas... tudo isso interfere diretamente na colheita de soja lá no final do ciclo. E todos estes fatores são definidos ou entendidos (no caso do clima, por exemplo), a partir de um bom planejamento.
     
    O manejo ineficiente das plantas daninhas, por exemplo, pode ocasionar grandes problemas de “embuchamento” na fase da colheita retardando o processo e até mesmo ocasionando problemas na colheitadeira.
     
    Nesta fase, também é necessário planejamento. Agricultores precisam levar em consideração todos os aspectos agronômicos, como previsão do clima, condições do solo, regulagem de maquinário, capacitação do operador,   presença de pragas e plantas daninhas infestantes. Outro ponto importante é o manejo das doenças de fim de ciclo e também as pragas desta fase final que podem ocasionar perdas significativas por danificarem grãos e vagens, por exemplo. Tudo isso precisa estar “no radar” do agricultor e para isso é preciso de planejamento.
     
    2 – Faça uma boa dessecação pré-colheita
    A dessecação pré-colheita é uma operação de aplicação de um herbicida de contato, geralmente, a fim de uniformizar a maturação da área e até mesmo antecipar a colheita em alguns dias. Esta antecipação possibilita, por exemplo, que o produtor aproveite mais a janela de plantio de milho para a segunda safra.
     
    Esta aplicação somente pode ser feita quando os grãos já tiverem atingido a maturidade fisiológica e, portanto, não estiverem mais ligados à planta-mãe. E este momento de dessecação é extremamente importante, pois se a dessecação for feita muito cedo, pode haver uma perda de massa seca do grão que ainda estava recebendo assimilados da planta-mãe e, portanto, não estava no ponto de maturidade fisiológica.
     
    A dessecação pré-colheita realizada da forma e no momento correto permite que as folhas sequem, caiam e a maturação fique uniforme na lavoura, além de controlar as plantas daninhas remanescentes nesta reta final. E para que esta operação tenha eficiência é preciso que o maquinário esteja bem regulado e possua tecnologia e recursos para fazer uma boa cobertura de planta com o produto, resultando em uma dessecação eficaz.
    No entanto, esse procedimento  deve ser realizado de maneira organizada e dinâmica. Caso o agricultor demore demais para colher após a dessecação, pode enfrentar problemas, como abertura de grãos, incidência de fungos e até o chamado “grão ardido”.
    3 – Atente-se à umidade ideal dos grãos
    A umidade ideal para colheita dos grãos é outro fator extremamente importante. Segundo a Embrapa (2021), o teor de umidade ideal para colheita da soja é entre 13% e 15%. Esta umidade reduz os problemas mecânicos e as perdas durante a operação de colheita. De acordo com a Instituição de pesquisa, sementes colhidas com teor de umidade superior a 15% estão sujeitas a maior incidência de danos mecânicos latentes (não aparentes) e, quando colhidas com teor abaixo de 13% estão suscetíveis ao dano mecânico imediato, ou seja, à quebra.
     
    Para avaliar esta umidade, o produtor deve estar atento e colher amostras em vários pontos do talhão a fim de monitorar o momento ideal da colheita. Ao mesmo tempo, o produtor precisa estar atento às condições climáticas para que se prepare para possíveis condições desfavoráveis nos dias previstos para a colheita. Ou seja, é um olho na lavoura e outro “no céu”, ou melhor, nos dados climáticos.
     
    4 – Realize a manutenção e a regulagem das máquinas
    Muito antes de começar a colheita é preciso que o maquinário esteja com a manutenção em dia e regulado de forma satisfatória. Ao colocar a máquina no talhão é preciso estar sempre atento e aferindo a qualidade da colheita e a porcentagem aceitável de perdas. A velocidade de colheita também precisa ser constantemente controlada, uma vez que ela interfere diretamente no baixo rendimento da operação (quando devagar demais) e na quebra de grãos (quando rápido demais). O ideal é que a colheitadeira trabalhe na velocidade de 4 km/h a 6,5 km/h.
     
    É preciso estar atento a todos estes pontos. Imagine só: você, produtor, trabalha durante toda a safra, faz todos os manejos no tempo certo, com os melhores insumos e com tecnologia de ponta. Mas quando chega no momento da colheita, deixa a regulagem ser feita sem o devido cuidado ou nem mesmo regula a colheitadeira, ocasionando gigantescas perdas. Você entende que todo seu esforço foi, literalmente, jogado fora? Entende que estas perdas ainda por cima podem gerar dificuldade no manejo da cultura sucessora?
     
    Por isso é tão importante realizar manutenções preventivas e estar sempre atento ao desempenho da máquina durante a colheita. As colheitadeiras são cada vez mais inteligentes e trazem informações em tempo real para que a correção também seja ágil e assertiva.
     
    5 – Tenha cuidado com a logística e armazenamento
    Outro ponto que merece muita atenção diz respeito à logística de transporte e armazenamento destes grãos. É inadmissível pensar que o esforço de toda uma safra vai se perdendo pela estrada, caindo dos caminhões quando estes não têm condições ideais ou são superlotados para transportar estes grãos da lavoura até o armazém. O produtor precisa estar atento a frota de caminhões que irá transportar a produção final. Afinal, com as condições muitas vezes precárias das estradas, o produtor precisa munir-se de tudo que estiver ao seu alcance para reduzir as perdas pelo caminho.
     
    E no armazém o cuidado deve ser o mesmo. As condições de armazenamento também são extremamente importantes para a qualidade deste grão até que este chegue às indústrias ou aos portos, a depender do destino de cada talhão colhido.
     
    Fato é que, independentemente da fase da cultura, do destino do grão produzido e do sistema de cultivo é sempre preciso estar de olho na execução do planejamento. E estes 5 passos mostrados aqui são alguns dos pontos importantes para que o produtor possa obter uma boa colheita, sem grandes perdas e com garantia de entrega do melhor produto final.

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