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    Plano Nacional de Fertilizantes ganha força

    Diminuir dependência externa do Brasil domina primeira reunião do Confert. Meta do PNF é reduzir a importação desses insumos em 50% até 2025
    Rafael De Marco
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    No Brasil, hoje, 85% dos fertilizantes usados nas plantações são importados. Por isso, a principal tarefa do novo Confert (Conselho Nacional de Fertilizantes) será revisar, debater e implementar o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF) - cujo objetivo é justamente reduzir a dependência externa. A meta-síntese do PNF é que essa dependência caia pela metade até 2050.

     

    De fato, os desafios do Brasil para aumentar sua produção de fertilizantes e diminuir a dependência externa nessa área dominaram os debates na primeira reunião do novo Confert, na sede do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em Brasília.

     

    Nesta primeira reunião, foi criado um grupo de trabalho com prazo de 90 dias para entregar a revisão do PNF, seguindo as diretrizes do decreto que reestruturou o conselho.

     

    A reunião foi presidida pelo vice-presidente e ministro do MDIC Geraldo Alckmin e teve a participação de outros dois ministros Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), além dos presidentes da Petrobras, Jean Paul Prates, da CNI, Robson Andrade, e representantes de demais ministérios e entidades que compõem o Conselho ou participam dele como convidados.

     

    SAINDO DA INÉRCIA
    O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, lembrou que há muitos anos o país não tem uma política de fertilizantes. "O objetivo é conseguir finalmente sair da inércia em que nos colocamos nos últimos tempos. A Petrobras tem o dever de olhar com muito cuidado para o setor", disse Prates, lembrando que recentemente a empresa colocou a questão dos fertilizantes entre os temas que definem sua missão.

     

    INDÚSTRIA NACIONAL
    "O Brasil é o maior produtor mundial de proteína animal e vegetal e é um grande desafio para gente fortalecer a indústria de fertilizantes", disse Alckmin. Ele lembrou que a pandemia de Covid 19 incorporou ao mundo globalizado um novo elemento, que é o princípio da precaução em relação à dependência externa de determinados produtos. "Isso vale também para o agronegócio. O Brasil, sendo o grande celeiro do mundo, [é preciso saber] como é que a gente faz para, ao longo do tempo, ir ficando menos dependente, fortalecendo a indústria local de fertilizantes".

     

    PRIORIDADE NACIONAL
    Carlos Fávaro, ministro da Agricultura, também destacou a importância do país como fornecedor mundial de alimento e defendeu que a pauta dos fertilizantes seja uma prioridade nacional. "O Brasil tem grandes potenciais, grandes oportunidades e grandes entraves a serem superados", disse. "Temos uma oferta abundante de alimentos, mas para que isso continue acontecendo, precisamos de segurança na oferta de insumos básicos para a agricultura. E os fertilizantes estão no topo da cadeia das necessidades dos produtores".

     

    Com informações da Agência SAFRAS