Plano Safra começa com recorde

Produtores rurais captam R$ 27 bilhões em financiamentos em julho, um aumento de 15% em relação ao mesmo período do ano passado

Agricultura

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O Plano Safra 2021/22 vai disponibilizar um total de R$ 251,2 bilhões em crédito rural e se consolida como uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro. O volume representa R$ 14,9 bilhões a mais em relação ao plano anterior (R$ 236,3 bilhões), um aumento de 6%. Os financiamentos podem ser contratados desde julho até o final de junho do próximo ano.

O principal indício está no volume de crédito liberado na abertura do programa, um recorde para o primeiro mês da temporada. Os R$ 27 bilhões em financiamentos acessados pelos produtores rurais em julho representam 15% a mais em relação aos R$ 23,3 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.

De acordo com informações veiculadas pelo Valor Econômico, as principais fontes das linhas de crédito rural acessadas até o momento são aquelas com juros controlados, com e sem subvenção. Os recursos obrigatórios, captados pelos depósitos à vista e que não têm equalização, lideram o ranking, com R$ 8,8 bilhões emprestados. Na sequência está a poupança rural, com as taxas equalizadas pelo Tesouro Nacional, cujo desembolso chegou a R$ 5,9 bilhões.

AS FATIAS DO BOLO
Segundo a Agência Brasil, do total de crédito disponibilizado, cerca de R$ 39,3 bilhões serão exclusivos para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), um incremento de 19% em relação ao ano passado.

Os demais públicos ficam com R$ 211,9 bilhões (4% a mais do que em 2020), sendo R$ 34 bilhões destinados aos médios produtores por meio do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp).

Dos R$ 251,2 bilhões do Plano Safra, um total de R$ 177,8 bilhões serão para custeio e comercialização e outros R$ 73,4 bilhões serão para investimentos. Neste último caso, o aumento da disponibilidade foi de 29%.

TAXAS DE JUROS
As taxas de juros dos financiamentos tiveram aumento médio de 10% para os pequenos e médios produtores, na comparação com os juros praticados nos financiamentos do Plano Safra anterior. No caso do Pronaf, os juros passam de 2,75% ao ano para 3% a.a, para a produção de bens alimentícios; e de 4% a.a para 4,5% a.a para os demais produtos.

Já para o Pronamp, que reúne os médios produtores, os juros serão de 5,5% a.a para custeio e 6,5% a.a para investimento. Os grandes produtores poderão contratar financiamentos com juros de 7,5% a.a para custeio e 8,5% a.a para financiamento de máquinas. Os financiamentos via cooperativas para investimento, crédito industrial e capital de giro, os juros serão de 8% a.a.

Para os investimentos considerados prioritários pelo governo, de promoção da sustentabilidade, o valor dos juros será de 5,5% ao ano. A taxa se refere a projetos de recomposição de reservas legais e áreas de preservação permanentes (APPs). Para financiamento de integração lavoura-pecuária, recuperação de pastagens, irrigação e construção de armazéns, os juros serão de 7% a.a.
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