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    Quais os principais desafios na colheita do milho?

    Você já analisou quais são os principais desafios na colheita do milho na sua região? Continue a leitura e entenda como cada um deles interfere nos resultados da colheita.
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    Divulgação: Arquivo
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    Você já analisou quais são os principais desafios na colheita do milho na sua região? Já se perguntou sobre os diferentes aspectos que podem ocasionar perdas na colheita e gerar prejuízos ao produtor? O artigo de hoje destaca três pontos muito importantes quando o assunto é colheita de milho. Continue sua leitura e entenda como cada um deles interfere nos resultados da colheita deste cereal que possui grande destaque no Brasil

     

    Texto: Marluce Corrêa Ribeiro – Jornalista e Redatora do Portal Agromulher

     

    Os números da cultura do milho no Brasil seguem crescendo. O 8º Levantamento da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) para a safra 22/23 estima que a área total de milho (primeira, segunda e terceira safras) atingirá 22 milhões de hectares no Brasil, incremento de 1,8% sobre a safra anterior. Nesta área, a produção estimada é de 125,5 milhões de toneladas, sendo 11% a mais do que a safra 21/22. O cultivo de milho é responsável, juntamente com a soja, por cerca de 80% da produção brasileira de grãos.

    Mas essa expressiva produção tem passado por desafios cada vez maiores durante todo seu ciclo produtivo, inclusive na colheita. E é justamente sobre alguns destes desafios que vamos comentar no artigo de hoje. Afinal, quais pontos merecem atenção durante o ciclo do milho para favorecer a colheita? Quais pontos precisam estar no radar do produtor e de toda a equipe no momento da colheita para que este processo seja cada vez mais eficiente?

    Vamos destacar a seguir três pontos que são extremamente desafiadores e importantes na colheita do milho:

    1) Regulagem da máquina e velocidade de colheita

    Um dos maiores desafios da colheita de milho é a ocorrência de perdas durante o processo. Perdas na colheita é “dinheiro jogado fora” desperdiçando o esforço e o manejo de todo o ciclo da cultura até ali. Muitos produtores realizam o plantio do milho e são criteriosos com todos os manejos culturais e fitossanitários ao longo do ciclo, mas ainda deixam a desejar quando o assunto é eficiência na colheita.

    As regulagens e manutenções da máquina são os primeiros pontos que devem ser levados em consideração quando o assunto é perda na colheita. Uma máquina bem regulada é a base para redução das perdas. Desde o ajuste na plataforma de corte e alimentação até a trilha, separação e limpeza, é preciso estar sempre atento às possíveis perdas que podem impactar consideravelmente o resultado final.

    Máquinas cada vez mais inteligentes possibilitam um monitoramento e regulagem periódica para que as condições desejadas sejam mantidas durante todo o processo de colheita.

    Outro ponto muito importante para o controle e redução das perdas é a velocidade de colheita. Afinal, toda máquina é projetada para ser operada na velocidade ideal de trabalho a fim de desempenhar sua função de forma eficiente.

     

    2) Manejo ineficiente de plantas invasoras

    Outro fator que pode gerar estresse para o produtor é o manejo ineficiente das plantas invasoras durante todo o ciclo da cultura. Nós já sabemos que muitos são os prejuízos causados por plantas invasoras como a competição por água, luz e nutrientes. Além destes problemas, as plantas invasoras ainda podem gerar um grande dano no momento da colheita.  É extremamente importante que a lavoura seja conduzida em “área limpa” sem a presença de plantas daninhas que, além de todos os outros prejuízos, ainda pode ocasionar problemas também na hora da colheita.

    3) Condições climáticas

    Mais um fator que pode ser um grande desafio para o produtor no momento da colheita é a condição climática. Sabemos que em um país de extensão continental como o Brasil, variadas são as condições climáticas encontradas pelo produtor no momento da colheita do milho. Na 1ª safra, por exemplo, pode ser que ele se depare com excessos de chuvas em algumas regiões dificultando a entrada das máquinas na lavoura. Esse atraso na colheita pode gerar redução de qualidade do grão que fica exposto ao desenvolvimento de patógenos por mais tempo, como por exemplo, daqueles que causam os chamados “ grãos ardidos ” no milho. 

    Da mesma forma, atrasos na colheita ocasionados por outros problemas climáticos, operacionais ou de logística também podem resultar no aumento da severidade destas doenças e em perdas ainda maiores de peso e qualidade dos grãos.

    Como vimos anteriormente, a regulagem da máquina, a limpeza da área e as condições climáticas são apenas alguns dos fatores que podemos considerar como desafios na colheita do milho. Portanto, o produtor deve estar sempre atento para que as perdas sejam as mínimas possíveis e possa colher o resultado de tudo que cultivou ao longo de toda a safra.