John Deere logo

    Conecta

    Sua fonte centralizada de notícias Agro

    Resumo da semana na agropecuária brasileira

    Conecta traz informações detalhadas sobre os mercados da soja, milho, café, algodão, gado, suínos, aves, arroz, trigo e açúcar
    Safras & Mercado
    Arquivo
    Arquivo

    Tags:

    Agronegócio

    SEMANA MILHO: Avanço de oferta pressiona cotações no Brasil em agosto

    O mercado brasileiro de milho perdeu força ao longo de agosto, amargando queda no preço, em meio ao avanço da oferta no Brasil. O cenário mais favorável de clima ao desenvolvimento do cereal norte-americano também ajudou a derrubar as cotações. Segundo a SAFRAS Consultoria, o mês foi marcado por uma comercialização arrastada, com os consumidores adquirindo lotes pontuais do cereal para atender as necessidades mais urgentes de demanda, na expectativa para um declínio maior nos preços.

     

    Já os produtores, embora ainda relutantes nas fixações de oferta para venda, acabaram cedendo um pouco nos preços com o avanço da colheita da safrinha. Já a comercialização de milho voltada ao cenário externo esteve bastante aquecida ao longo de agosto, em meio ao câmbio apontando para uma desvalorização do real frente ao dólar.

     

    A SAFRAS Consultoria indica que o cenário de milho para setembro deve ser marcado por um viés baixista na Bolsa de Mercadorias de Chicago, em meio ao início e avanço da colheita da safra norte-americana, o que poderá impactar o ritmo de exportação do cereal brasileiro, bem como o quadro de preços internos. Preços internos O valor médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 53,06 no fechamento de agosto, baixa de 2,92% frente aos R$ 54,65 registrados no final de julho.

     

    No mercado disponível ao produtor, o preço do milho em Cascavel, Paraná, foi de R$ 51,00, recuo de 5,56% frente aos R$ 54,00 praticados no final de julho. Em Campinas/CIF, a cotação ficou em R$ 56,00, queda de 8,2% frente aos R$ 61,00 praticados no encerramento de julho. Na região da Mogiana paulista, o cereal foi cotado a R$ 49,00, baixa de 18,33% frente aos R$ 60,00 praticados no fechamento de julho. Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação da saca diminuiu 4,44% ao longo do mês, de R$ 45,00 para R$ 43,00. Já em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço no balanço mensal teve queda de 3,13%, passando de R$ 64,00 para R$ 62,00 na venda. Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda subiu 2,00%, de R$ 50,00 para R$ 51,00 a saca. E em Rio Verde, Goiás, o preço na venda baixou 4,26% ao longo de agosto, de R$ 47,00 para R$ 45,00.

    Resumo da semana na agropecuária brasileira 1

    Exportações

    O line-up, a programação de embarques nos portos brasileiros, indicava um volume embarcado de 8,444 milhões de toneladas ao longo de agosto no decorrer desta semana. Para setembro estão programados embarques de 8,741 milhões de toneladas de milho. Entre fevereiro/23 e janeiro/24, o line-up sinaliza embarques acumulados de 29,405 milhões de toneladas do cereal.

     

    SEMANA SOJA: Alta de Chicago e do dólar assegura preços e comercialização melhores no Brasil em agosto

    O mês de agosto foi marcado por melhora nos preços e no ritmo dos negócios no mercado brasileiro de soja. Os principais formadores das cotações domésticas - contratos futuros na Bolsa de Chicago e dólar - subiram e influenciaram de forma positiva a negociação. A saca de 60 quilos subiu de R$ 146,00 para R$ 153 em agosto na região de Passo Fundo (RS). Em Cascavel (PR), o preço passou de R$ 135,00 para R$ 142,00. Em Rondonópolis (MT), a cotação avançou de R$ 123,00 para R$ 130,00. No Porto de Paranaguá, a saca saiu de R$ 145,00 para R$ 152,00.

     

    Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), o mês foi positivo. Os contratos com vencimento em novembro tiveram valorização de 2,78%, encerrando o período na casa de US$ 13,68 3/4 por bushel. A preocupação com o potencial produtivo da safra norte-americana, por conta do clima seco, e a boa demanda pela soja dos Estados Unidos asseguraram a recuperação. A safra norte-americana de soja deverá totalizar 4,11 bilhões de bushels em 2023, com produtividade média de 49,7 bushels por acre. A previsão foi divulgada hoje pela Pro Farmer, após a realização da sua tradicional crop tour. A estimativa de produção indicada ficou um pouco abaixo do projetado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em seu mais recente relatório, de 4,205 bilhões de bushels. Para completar o cenário positivo para as cotações internas, o dólar comercial subiu 4,68%, encerrando agosto na casa de R$ 4,9498.

     

    Argentina

    A área a ser plantada com soja para a campanha 2023/24 na Argentina deve atingir 16,8 milhões de hectares, um aumento de 3% em relação à campanha anterior, segundo estimativas da SAFRAS & Mercado. A produção está estimada em 48,50 milhões de toneladas, um aumento de 130% em relação à temporada passada, quando foi de apenas 21,1 milhões, como resultado da forte seca. As províncias que teriam a maior produção de soja seriam Buenos Aires, Córdoba, Santa Fé, Santiago del Estero e Entre Ríos. Depois de uma das piores campanhas da oleaginosa argentina, espera-se uma recuperação significativa em termos de área, rendimento e produção. As províncias mais significativas que foram fortemente afetadas durante 2022/2023 (Buenos Aires, Córdoba, Santa Fé, Entre Ríos, La Pampa) devem apresentar um forte aumento, voltando à normalidade. Por outro lado, a região norte do país pode ter uma diminuição na sua área plantada, gerando uma queda em termos produtivos, mas não representativa a nível nacional, explicou SAFRAS & Mercado.

     

    SEMANA BOI: Cenário foi desastroso em agosto, com forte queda no preço da arroba

    O mercado brasileiro de boi gordo enfrentou um cenário bastante desastroso em agosto, com forte queda no preço da arroba. De acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, esse cenário foi determinado pela oferta elevada de boi no país e pela dificuldade dos consumidores em adquirir produtos de maior valor agregado, caso da carne bovina. Segundo Iglesias, o cenário externo complicado pela queda na receita de exportação em dólar pelas indústrias, puxada especialmente pela crise econômica da China, também acabou contribuindo para uma pressão dos frigoríficos em torno de uma queda nos preços da arroba.

     

    Para setembro, o analista acredita que o movimento de retração na cotação da arroba deve ser menor. Ele faz a ressalva de que se houver uma continuidade do declínio por mais tempo a rentabilidade média do pecuarista ficará ainda mais comprometida, influenciando na oferta futura de gado, com a redução dos investimentos voltados ao curto e médio prazo. Preços internos Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi a prazo foi de R$ 200,00, queda de 13,04% em relação ao fechamento de julho, de R$ 230,00. Em Dourados (MS), a arroba foi cotada em R$ 195,00 na modalidade a prazo, retração de 17,02% frente ao fechamento do mês anterior, de R$ 235,00. Em Cuiabá (MT), a arroba caiu 13,76% ao longo do mês, de R$ 218,00 para R$ 188,00. Em Uberaba (MG), o preço a prazo foi cotado a R$ 203,00 por arroba, retração de 11,74% frente ao fechamento de julho, quando foi negociada a R$ 230,00. Em Goiânia (GO), a indicação foi de R$ 190,00, baixa de 13,64% frente aos R$ 220,00 do encerramento de julho.

    Resumo da semana na agropecuária brasileira 2

    Preços declinam no mercado atacadista

    Iglesias ressalta que o mercado atacadista registrou preços em queda ao longo de agosto, denotando um quadro de consumo bastante lento. O quarto do traseiro foi precificado a R$ 16,30 por quilo, queda de 4,12% frente aos R$ 17,00 praticados no final de julho. O quarto do dianteiro foi precificado a R$ 12,30 por quilo, retração de 2,77% frente aos R$ 12,65 registrados no fechamento de julho.

     

    SEMANA TRIGO: Expectativa de safra cheia no Brasil e queda externa derruba preços em agosto

    Os preços do trigo caíram mais de 13% em agosto nas principais praças de comercialização do Brasil. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Elcio Bento, a pressão sobre as cotações vem da expectativa de uma safra cheia no país, que gera a percepção de que os próximos meses serão de excesso de oferta. "Nesse cenário, o normal é que os preços domésticos busquem a paridade de exportação nas regiões de produção", disse.

     

    Atualmente, essa paridade de exportação fica entre R$ 950 e R$ 1.100 a tonelada no sul do país. O preço mínimo de R$ 1.463/tonelada pressupõe uma intervenção governamental, a qual poderia ser uma alternativa para aliviar a pressão de oferta no mercado. Porém, os recursos disponibilizados para Programas de Garantia de Preços Mínimos (PGPMs) não são suficientes para escoar mais que 1% da produção estimada. Com isso, a pressão sobre as cotações persiste.

     

    Na última quinta-feira foi reportado negócio da safra velha gaúcha a R$ 1.150/tonelada no FOB, tendo como destino o Paraná. A retração mensal no Rio Grande do Sul foi de 11,5%. Para a safra nova os agentes seguem sem demonstrar interesse. Indicações entre R$ 1.000 e R$ 1.100/tonelada. No Paraná os lotes remanescentes da safra velha têm indicação de compra em R$ 1.190 e R$ 1.200 a tonelada. O tombo de agosto foi de 15,4%. Safra nova entre R$ 1.050 e R$ 1.100 a tonelada. Chicago No mercado internacional, os preços caíram 12,97% em Chicago no acumulado de agosto. Foi a maior retração mensal na bolsa desde novembro do ano passado. A pressão sazonal de oferta, em meio à colheita no Hemisfério Norte, somada aos sinais de fraca demanda pelo grão dos Estados Unidos determinaram a queda. A ampla oferta russa tem inundado o mercado global, pressionando as cotações para baixo.

     

    SEMANA ARROZ: Preços gaúchos sobem quase 12% em agosto e mercado espera até onde podem chegar

    Os indicativos do arroz continuam em ascensão e a principal incerteza no mercado atualmente é determinar até onde os preços podem chegar. "O litoral norte gaúcho tem sido palco de uma demanda robusta, com rumores de negociações chegando ao patamar de R$ 110,00 por saca de 50 quilos", exemplifica o analista e consultor de SAFRAS & Mercado, Evandro Oliveira.

     

    A restrição no lado da oferta tem sido observada até mesmo dos carregamentos provenientes do Paraguai para o Brasil, onde se observam dificuldades crescentes para concretizar novas remessas. "Entretanto, o atual cenário de exportações brasileiras dá sinais de desaceleração", pondera o analista. "Essa redução nos negócios internacionais pode atuar como um contrapeso ao forte ritmo de alta que temos observado", lembra Oliveira.

     

    Por enquanto, as transações reportadas são apenas de carregamentos negociados no mês anterior, sem notícias de novos acordos. "A onda já chegou até ao fardo do produto beneficiado, começando a romper a barreira do varejo que não admitia repasse de valores sobre a matéria-prima, pelas indústrias", acrescenta. A média da saca de 50 quilos de arroz em casca no Rio Grande do Sul, principal referencial nacional, encerrou cotada a R$ 98,00, apresentando um avanço de 1,94% em relação à semana anterior. Em comparação ao mesmo período do mês passado, havia alta de 11,87%. E um aumento de 28,11% quando comparado ao mesmo período de 2022.

     

    Nesta semana, o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) divulgou a área a ser plantada com arroz no estado gaúcho, que deve aumentar na safra 2023/24 diante da expectativa de bons volumes de chuva em função do fenômeno El Niño. Com isso, o plantio de soja em áreas baixas pode sofrer uma leve queda no estado, cedendo espaço ao arroz irrigado. Neste contexto, a estimativa é que as lavouras de arroz alcancem 902,4 mil hectares no Rio Grande do Sul, crescimento de 7,5% em relação aos 839,9 mil hectares registrados na safra 2022/23.

     

    SEMANA SUINOS: Apesar de primeira quinzena positiva, preços caem em agosto

    O mês de agosto teve queda tanto do quilo vivo quanto dos principais cortes de carne suína no atacado. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, assim como em julho, o mês registrou dois momentos distintos, com o mercado aquecido na primeira quinzena e desacelerando na segunda. "Na primeira quinzena os preços foram fortes. Havia uma reposição mais aquecida devido a perspectiva de aumento na demanda por conta do Dia dos Pais e pela capitalização das famílias", explica. "Na segunda quinzena, ocorreu uma desaceleração natural. A descapitalização das famílias acabou impactando diretamente o consumo e a reposição, assim como a queda acentuada nos preços do boi gordo, que tiraram um pouco da competitividade da carne suína", pontua Maia.

     

    O analista ressalta que as exportações de carne suína devem continuar indo bem, devendo ultrapassar as 100 mil toneladas. "O preço da tonelada no mercado internacional está em queda ao longo dos últimos meses e é um fator que acaba diminuindo a margem das indústrias. Isso pode acabar impedindo a evolução do quilo vivo na próxima semana", diz. "O custo de nutrição conta com viés de queda, mas a margem dos suinocultores ainda seguem ruins.

     

    Para setembro, a expectativa é de uma demanda aquecida, ao menos na primeira quinzena. Os preços das proteínas concorrentes vão seguir no radar", concluiu. Preços Levantamento de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo no país recuou 1,50% no mês, passando de R$ 5,73 para R$ 5,64. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado ficou em R$ 9,98, tendo retração de 1,55%. A carcaça teve desvalorização de 2,76%, passando de R$ 9,06 para R$ 8,81.

     

    A análise semanal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo teve baixa de R$ 117,00 para R$ 113,00. Na integração do Rio Grande do Sul, o preço do quilo caiu de R$ 5,20 para R$ 5,15 e, no interior do estado, de R$ 5,90 para R$ 5,80. Em Santa Catarina, o preço do quilo na integração diminuiu de R$ 5,20 para R$ 5,10, enquanto no interior catarinense, de R$ 5,75 para R$ 5,65. No Paraná, o recuo foi de R$ 5,95 para R$ 5,85 no mercado livre e na integração estabilidade de R$ 5,25.

     

    No Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande teve queda de R$ 5,60 para R$ 5,50 e, na integração, o preço do quilo se manteve em R$ 5,10. Em Goiânia, o preço recuou de R$ 6,10 para R$ 6,00, no interior de Minas Gerais de R$ 6,40 para R$ 6,30 e no mercado independente de R$ 6,50 para R$ 6,40. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis teve retração de R$ 5,60 para R$ 5,45 e, na integração do estado, os preços seguiram em R$ 5,10.

     

    SEMANA FRANGO: Com produção ajustada, preços tem forte alta em agosto

    O mercado brasileiro de frango encerrou o mês de agosto com preços em forte alta nos principais cortes negociados no atacado e distribuição. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, a diminuição da oferta foi o principal motivo que permitiu a recuperação dos preços. "Aqueles saldões no varejo que observamos nos últimos meses já não existem mais, não vemos negociações a preços tão mais baixos assim. De qualquer forma os ajustes produtivos finalmente aconteceram", explica o analista.

     

    Resumo da semana na agropecuária brasileira 3

    No entanto, Iglesias alerta que se os preços subirem muito e os produtores se animarem, é possível que o mercado se desregule novamente. Em relação as exportações, o analista ressalta que o Brasil ainda possui um forte ritmo nos negócios. "Contudo, temos que prestar atenção nesse quesito. Os preços da carne de frango estão caindo no mercado internacional, assim como o da carne suína e carne bovina. Os últimos três meses foram de forte queda para estas proteínas", disse. "Em setembro, o mercado deve trabalhar um pouco mais acomodado, talvez com uma perspectiva de recuperação nos preços. Há otimismo na avicultura e eu acho que o mercado vai ter níveis mais altos nas cotações. Ainda sim é um cenário desafiador, pois não pode haver mais erros na oferta desse ano. Não adianta cair o custo se há prejuízo para o produtor igual. Vamos aguardar para ver o que o mês de setembro reserva", conclui.

     

    Segundo levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo os preços dos cortes congelados de frango tiveram mudanças ao longo do mês. O preço do quilo do peito no atacado subiu de R$ 6,45 para R$ 7,40, o quilo da coxa de R$ 5,50 para R$ 6,50 e o quilo da asa de R$ 8,50 para R$ 9,40. Na distribuição, o preço do quilo do peito avançou de R$ 6,60 para R$ 7,60, o quilo da coxa de R$ 5,70 para R$ 6,80 e o quilo da asa de R$ 8,70 para R$ 9,60. Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário no mês também apresentou alterações nas cotações. No atacado, o preço do quilo do peito teve alta de R$ 6,55 para R$ 7,50, o quilo da coxa de R$ 5,60 para R$ 6,60 e o quilo da asa de R$ 8,60 para R$ 9,50. Na distribuição, o preço do quilo do peito teve valorização de R$ 6,70 para R$ 7,70, o quilo da coxa de R$ 5,80 para R$ 6,90 e o quilo da asa de R$ 8,80 para R$ 9,70.

     

    O levantamento mensal realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que, em Minas Gerais, o quilo vivo aumentou de R$ 4,55 para R$ 4,95, assim como em São Paulo, que subiu de R$ 4,70 para R$ 5,00. Na integração catarinense, a cotação do frango avançou de R$ 4,30 para R$ 4,40, na integração do oeste do Paraná o quilo vivo teve estabilidade de R$ 4,40 e na integração do Rio Grande do Sul a cotação teve alta de R$ 4,50 para R$ 4,80. No Mato Grosso do Sul, o preço do quilo vivo do frango teve valorização de R$ 4,50 para R$ 4,90. Em Goiás, os preços progrediram de R$ 4,55 para R$ 4,95 e, no Distrito Federal, de R$ 4,55 para R$ 4,95. Em Pernambuco, o quilo vivo seguiu em R$ 5,20, no Ceará em R$ 5,20 e, no Pará, a elevação foi de R$ 5,00 para R$ 5,10.

     

    SEMANA AÇÚCAR: Cotações internacionais subiram em agosto com seca ameaçando safras da Ásia

    As cotações internacionais do açúcar subiram em agosto, estendendo os ganhos de julho. Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), os contratos com entrega em outubro do açúcar bruto fecharam a sessão do dia 31 de agosto a 25,06 centavos de dólar por libra-peso, ante 24,11 centavos em 31 de julho, alta de 3,9%. Em Londres (ICE Futures Europe), a posição outubro do açúcar refinado subiu 4,66%, fechando o mês a 715,20 dólares por tonelada. Os futuros do açúcar refinado atingiram máximas de 12 anos em agosto, a 740 dólares por tonelada. Os futuros do açúcar foram sustentados em agosto por um clima seco na Ásia que ameaça as safras de cana dos grandes produtores de açúcar India e Tailândia. A India experimentou o mês de agosto mais seco em mais de um século, de acordo com dados do Departamento de Meteorologia estatal.

     

    O clima seco tem sido atribuído ao fenômeno El Niño, um fenômeno climático natural que a Organização Meteorológica Mundial tem 90% de chances de persistir no segundo semestre de 2023. Com isso, investidores têm incrementado suas posições compradas (apostas de alta) em commodities, incluindo o açúcar bruto e o açúcar refinado.

     

    Por outro lado, no Brasil a safra de açúcar do Centro-Sul seguiu acelerada em agosto. Segundo dados da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), a produção de açúcar na primeira quinzena do mês totalizou 3,46 milhões de toneladas. Essa quantidade, quando comparada àquela registrada na safra 2022/23 de 2,63 milhões de toneladas, representa aumento de 31,22%. No acumulado desde 1o de abril, a fabricação do adoçante totaliza 22,68 milhões de toneladas, contra 18,63 milhões de toneladas do ciclo anterior (+21,69%).

     

    Resumo da semana na agropecuária brasileira 4

    O mix de produção segue favorecendo o adoçante que no acumulado da safra se apropria de 48,93% do ATR estimado. Na primeira metade de agosto, 2,35 bilhões de litros (+16,43%) de etanol foram fabricados pelas unidades do Centro-Sul. Do volume total produzido, o etanol hidratado alcançou 1,42 bilhão de litros (+22,46%), enquanto a produção de etanol anidro totalizou 921,63 milhões de litros (+8,19%). No acumulado desde o início do atual ciclo agrícola até 16 de agosto, a fabricação do biocombustível totaliza 16,79 bilhões de litros (+6,84%), sendo 9,76 bilhões de etanol hidratado (+0,73%) e 7,03 bilhões de anidro (+16,66%).

     

    SEMANA CAFÉ: Agosto com balanço negativo em NY, mas com reação final

    O mês de agosto foi de intensa volatilidade para o café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), que baliza a comercialização global. No balanço, as cotações caíram em relação ao final de julho. Porém, houve boa recuperação nas últimas duas semanas na bolsa. O topo de preço atingido para o café em NY foi no dia 03 de agosto, quando o contrato dezembro bateu na máxima em 167,50 centavos de dólar por libra-peso. Depois, as cotações passaram a ter movimentos de baixa e o mercado não somente rompeu para baixo a linha de US$ 1,60 a libra-peso, como caiu abaixo de US$ 1,50 a libra-peso. A mínima do mês foi atingida dia 18, quando o contrato dezembro tocou em 147,20 centavos de dólar, patamar mais baixo em sete meses.

     

    O mercado vinha pressionado pela entrada da safra brasileira, com clima favorável à colheita, sem riscos de geadas, com melhora nas exportações do Brasil, e pelo cenário financeiro preocupante, com notícias que trouxeram apreensão em relação à China e também com o cenário de aumento de juros em países como Estados Unidos para conter a inflação. O dólar subiu e pressionou as commodities, com o café seguindo o movimento. Porém, após atingir este patamar, NY recuperou terreno e voltou a trabalhar acima de US$ 1,50 a libra-peso. Houve alívio nas notícias financeiras, o dólar teve momentos de queda contra outras moedas e nos fundamentos o mercado pareceu já ter precificado a safra brasileira de bom tamanho. Assim, NY finalizou longe do fundo do poço que foi atingido, mostrando recuperação.

     

    A tendência é que o mercado agora olhe para as floradas no Brasil, concentrando-se nos fundamentos nas informações sobre o clima para a próxima safra do país, bem como em outras importantes origens, como Colômbia no arábica e Vietnã no robusta. De todo o modo agosto encerrou com NY tendo No balanço de agosto em NY, o contrato dezembro do arábica fechou o mês em 154,50 centavos de dólar, acumulando queda de 6,1%, já que fecharam julho em 164,55 centavos. Em Londres, o robusta para novembro no mesmo comparativo subiu 0,5%. O mercado londrino reflete um cenário mais apertado, com quedas nos estoques da bolsa e apreensão com a oferta do Vietnã.

     

    No mercado físico brasileiro, o mês encerrou também com uma acomodação nas perdas, depois da forte baixa acumulada nos últimos meses. Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, "o mercado internacional realmente dá sinais de que já precificou a chegada da safra brasileira 2023, o que alivia a pressão e traz um folego corretivo". Apesar do sinal positivo, não se trata, a princípio, de uma reversão de tendência, segundo ele, apenas uma indicação de maior sossego na curva de preços. "O fato é que a postura curta e compassada da demanda não abre espaço para ganhos mais consistentes. A indústria mundial de café vem alongando suas posições para evitar carregar estoques muito elevados, o que justifica essa cadência mais lenta no fluxo de compras, que tira força das investidas de alta", comenta.

     

    Para o consultor, o mercado deve seguir atento ao fluxo de embarques do Brasil, que serve como uma espécie de xeque sobre o real tamanho da safra brasileira colhida esse ano. "E vulnerável à volatilidade financeira, enquanto espera o novo ponto de inflexão fundamental, que é a safra 2024, com as floradas e desenvolvimento das lavouras", avalia. No Brasil, a alta do dólar comercial no mês de 4,7% forneceu suporte aos preços. Assim, apesar da queda do arábica em NY, as cotações se sustentaram, com agosto encerrando com o café bebida boa no sul de Minas Gerais em R$ 830,00 a saca, com aumento de 0,6% em relação ao final de julho, na base de compra (R$ 825,00). O conilon tipo 7 em Vitória, no mesmo período, acumulou perda de 1,6%, ficando ao final de agosto em R$ 625,00 a saca na base de compra.

     

    SEMANA ALGODÃO: Em agosto, pluma brasileira ganha competitividade no mercado externo

    O mercado brasileiro de algodão chegou ao final de agosto com preços 2,5% superiores aos do fechamento de julho. No CIF de São Paulo, a fibra fechou o mês trocando de mãos a R$ 4,05/libra-peso. Essa recuperação das cotações domésticas teve respaldo na alta de 2,3% verificada na Bolsa de Nova York e de 4,9% no mercado cambial (US$/R$). A combinação de alta nessas duas variáveis possibilitou que a pluma brasileira ganhasse competitividade no mercado externo, informou a SAFRAS Consultoria.

     

    Prova disso é que, no FOB do porto de Santos, a pluma de algodão encerrou cotada a 79,64 centavos de dólar, o que corresponde a uma queda mensal de 3,3%. Com isso, o produto brasileiro, que no final de julho era 2,8% mais acessível que o contrato spot da fibra norte-americana na Bolsa de Nova York, no encerramento de agosto era 9,3% mais barato. O que esses números mostram é que, nesse momento de entrada de safra nacional, os vendedores, sabendo da fraqueza da demanda doméstica, estão agressivos nas vendas externas.

     

    Importante lembrar também que, apesar dos ganhos mensais, em relação ao mesmo período do ano passado a pluma nacional apresenta perdas de quase 40%, informou o analista de SAFRAS & Mercado, Élcio Amarildo Bento. "Esse movimento é uma resposta à retração anual de 25,5% (contrato spot) em Nova York e de 4,8% do dólar sobre o real", concluiu. Além disso, há um ano, a cotação do produto brasileiro no porto de Santos era 13,4% superior ao do contrato spot da fibra norte-americana na Ice Futures.

     

    No final de agosto, conforme supracitado, quase 10% inferior. O prêmio negativo corrobora a percepção de que o mercado externo tem sido a alternativa diante de uma demanda doméstica enfraquecida. A Abrapa informou o progresso da colheita da safra 2022/23 de algodão no Brasil até sexta-feira (25). Paraná tinha 100% da área colhida; São Paulo, 98% Mato Grosso do Sul, 93%; Minas Gerais, 69%; Goiás, 77,5%; Bahia, 74,3%; Mato Grosso, 76%; Piauí, 97% e Maranhão, 69%. A média do Brasil era de 76% da área colhida. Já o beneficiamento da safra 2022/23 de algodão no Brasil chegou a 31% no dia 25 de agosto. O Mato Grosso tinha 26% da safra beneficiada; Bahia, 43%; Goiás, 52%; Minas Gerais, 35% Maranhão, 15%; Mato Grosso do Sul, 44%; Piauí, 39%; São Paulo, 98%; e Paraná chegou a 85%.