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    SOJA: Da China ancestral para o Brasil do futuro

    Conheça detalhes sobre a origem e a história desse grão que hoje é tão importante para a produção agrícola e economia nacional
    Rafael De Marco
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    Soja

    O Brasil é uma potência mundial na produção de soja e consolida essa posição ano após ano. A maior prova é a safra 2023/24, com previsão inicial de 163,25 milhões de toneladas, 4,5% maior que as 156,15 milhões de toneladas colhidas este ano.

     

    Os números atuais e futuros são mais que animadores, mas você conhece a história da soja?

    Sua origem?

    Como chegou ao Brasil?

    Como o Brasil se transformou na potência atual?

     

    Confira as informações levantadas pela Embrapa e encontre tudo o que você sempre quis saber sobre a soja.

     

    HISTÓRIA DA SOJA

    A soja que hoje cultivamos é muito diferente dos seus ancestrais, que eram plantas rasteiras que se desenvolviam na costa leste da Ásia, principalmente ao longo do rio Yangtse, na China.

     

    Sua evolução começou com o aparecimento de plantas oriundas de cruzamentos naturais entre duas espécies de soja selvagem que foram domesticadas e melhoradas por cientistas da antiga China.

     

    As primeiras citações do grão aparecem no período entre 2883 e 2838 AC, quando a soja era considerada um grão sagrado, ao lado do arroz, do trigo, da cevada e do milheto.

     

    Um dos primeiros registros do grão está no livro "Pen Ts'ao Kong Mu", que descrevia as plantas da China ao Imperador Sheng-Nung. Para alguns autores, as referências à soja são ainda mais antigas, remetendo ao "Livro de Odes", publicado em chinês arcaico.

     

    Até aproximadamente 1894, término da guerra entre a China e o Japão, a produção de soja ficou restrita à China. Apesar de ser conhecida e consumida pela civilização oriental por milhares de anos, só foi introduzida na Europa no final do século XV, como curiosidade, nos jardins botânicos da Inglaterra, França e Alemanha.

     

    Na segunda década do século XX, o teor de óleo e proteína do grão começa a despertar o interesse das indústrias mundiais. No entanto, as tentativas de introdução comercial do cultivo do grão na Rússia, Inglaterra e Alemanha fracassaram, provavelmente, devido às condições climáticas desfavoráveis.

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    NO BRASIL

    No final da década de 1960, dois fatores internos fizeram o Brasil começar a enxergar a soja como um produto comercial, fato que mais tarde influenciaria no cenário mundial de produção do grão.

     

    Na época, o trigo era a principal cultura do Sul do Brasil e a soja surgia como uma opção de verão, em sucessão ao trigo. O Brasil também iniciava um esforço para produção de suínos e aves, gerando demanda por farelo de soja.

     

    Em 1966, a produção comercial de soja já era uma necessidade estratégica, sendo produzidas cerca de 500 mil toneladas no País.

     

    A explosão do preço da soja no mercado mundial, em meados de 1970, desperta ainda mais os agricultores e o próprio governo brasileiro.

     

    O País se beneficia de uma vantagem competitiva em relação aos outros países produtores: o escoamento da safra brasileira ocorre na entressafra americana, quando os preços atingem as maiores cotações.

     

     Desde então, o país passou a investir em tecnologia para adaptação da cultura às condições brasileiras, processo liderado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

     

    Os investimentos em pesquisa levaram à "tropicalização" da soja, permitindo, pela primeira vez na história, que o grão fosse plantado com sucesso, em regiões de baixas latitudes, entre o trópico de capricórnio e a linha do equador.

     

    Essa conquista dos cientistas brasileiros revolucionou a história mundial da soja e seu impacto começou a ser notado pelo mercado a partir do final da década de 1980 e mais notoriamente na década de 1990, quando os preços do grão começaram a cair. Atualmente, os líderes mundiais na produção mundial de soja são os Estados Unidos, Brasil, Argentina, China, Índia e Paraguai.

     

    JOHN DEERE

    A John Deere segue investindo em equipamentos e tecnologia para elevar a produtividade de grão como a soja. Uma das grandes novidades é a colheitadeira X9, uma das maiores do mercado. A máquina oferece uma capacidade de colheita 40% maior sem perder a qualidade dos grãos, ao mesmo tempo que usa 30% menos combustível.

     

    A X9 permite alto rendimento, perdas muito baixas e melhor qualidade de grãos, atendendo às necessidades de agricultores que buscam maximizar suas operações em culturas como soja e milho, dois dos principais produtos do agronegócio brasileiro.

    Com informações da Embrapa