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    Conecta traz um resumo dos principais fatos e acontecimentos que impactam o agronegócio no Brasil e no mundo para que o produtor rural termine o dia bem informado
    Rafael De Marco
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    Agronegócio

    CARNE BOVINA: Na COP28, Marfrig diz que sistema de produção no Brasil é de baixo carbono

    A Marfrig participou na terça-feira (5) de painel na COP28 (Conferência das Nações Unidas Sobre Mudanças Climáticas), em Dubai, nos Emirados Árabes, realizado pelo GEI (Global Environmental Institute) e pelo Consórcio Amazônia. A Marfrig foi representada por Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade e Comunicação. O tema do evento foi "Cadeias de abastecimento agrícola sustentáveis China-Brasil: construindo colaboração para preservar as florestas amazônicas e responder aos riscos das mudanças climáticas". O GEI é uma organização não-governamental chinesa que implementa modelos para resolver problemas ambientais e alcançar o desenvolvimento sob os pontos de vista econômico, ecológico, social e sustentável. O Consórcio Amazônia, formado por nove estados brasileiros da região amazônica, tem objetivo de acelerar o desenvolvimento sustentável na região. "O Brasil tem a legislação ambiental mais restritiva do mundo, mas há passos importantes para que ela seja implementada na plenitude", disse Pianez. Ele explicou que o caminho para implementação das leis ambientais na agropecuária está na criação de mecanismos de rastreabilidade de gado, por meio dos quais as empresas brasileiras possam comprovar o cumprimento da legislação. Com isso, o Brasil teria mais abertura e aproveitamento dos mercados internacionais muito maior, a partir da comprovação de que a produção não veio de área com desmatamento ou outros problemas ambientais e sociais, dando origem, assim, a um passaporte verde.

     

    CAFÉ: Epamig participa de encontro tecnológico inédito sobre café Conilon

    A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) participa, nesta sexta-feira (8/12), do Encontro Tecnológico Café Conilon, que acontece na Secretaria Municipal de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo do município de Patrocínio do Muriaé (MG), a partir das 8h. O evento, gratuito e aberto ao público, será composto por palestras sobre diferentes aspectos agronômicos e socioeconômicos da cultura do café Conilon, apresentadas por especialistas, produtores e pesquisadores. No final do encontro, os participantes farão uma visita técnica a uma lavoura de café Conilon de um produtor local, para conferirem na prática como se dá a implantação da cultura. O evento é realizado por meio de parceria entre a Prefeitura Municipal de Patrocínio do Muriaé, Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Epamig, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do estado (Emater-MG) e Sicoob/Credisudeste, e tem o apoio do Consórcio Pesquisa Café e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O objetivo dessa parceria é estimular a diversificação da produção agrícola de Patrocínio do Muriaé, apresentando aos produtores novas culturas viáveis para o município. Nesse sentido, o Conilon é uma boa opção, pois é uma espécie de café adaptada a regiões de menores altitudes, quentes e com restrições hídricas, destaca a pesquisadora da Epamig, Waldênia Moura.

     

    AGROPECUÁRIA: Secretaria de Agricultura de SP debate rastreabilidade e crédito de carbono durante COP28

    A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo está presente na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP28, que está sendo realizada em Dubai, nos Emirados Árabes. O secretário Guilherme Piai já está por lá para tratar de assuntos relacionados ao agro paulista. No primeiro dia, o assunto principal foi a rastreabilidade, uma preocupação dos consumidores no âmbito do desempenho ambiental e da qualidade. Para Guilherme Piai, implementar um sistema de rastreabilidade bovina no Estado de São Paulo é um dos objetivos da Secretaria de Agricultura. "Ao implementar essas medidas de forma coordenada, São Paulo desenvolverá um sistema de rastreabilidade bovina eficaz que contribua para a segurança alimentar, a sustentabilidade ambiental e a transparência na cadeia de produção bovina. A colaboração entre diferentes partes interessadas é fundamental para o sucesso desse processo". Nas últimas décadas, o agronegócio paulista tem conquistado novos mercados tanto em produtos de origem vegetal como animal. Este é um fator que demonstra a imensa competitividade de SP nos mercados internacionais, cenário que exige do setor agropecuário reestruturações baseadas na eficiência e na qualidade dos produtos. Um dos maiores desafios do planeta será de responder a um aumento de 70% da demanda alimentar até 2050. Atender a demanda mundial de proteína animal com sustentabilidade, segurança alimentar e bem-estar tem tido grande atenção por parte dos órgãos governamentais, como exemplo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, com a idealização e implementação do Centro de Pesquisa visando a Neutralidade de Carbono do Sistema de Produção de Bovinos de Corte.

     

    CARNES: Idec lança estudo sobre financiamento da cadeia no Brasil

    O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) vai lançar na próxima segunda-feira (11) o estudo "Financiamento da Cadeia da Carne: instrumentos regulatórios e o meio ambiente". Ele será apresentado no Pavilhão Brasil da COP 28 na mesa "Instrumentos Financeiros para a Transição Agropecuária", que contará com a participação de outros representantes da sociedade civil, governo e de empresas. O evento vai ocorrer às 12h (meio-dia) de Dubai, 5h da manhã no horário de Brasília. O estudo da cadeia da carne é uma iniciativa do Idec junto com as organizações que fazem parte do GBR (Guia dos Bancos Responsáveis) que, no Brasil, conta com a participação da Proteção Animal Mundial, Oxfam Brasil, Instituto Sou da Paz e Conectas Direitos Humanos. O GBR é um programa mundial que avalia como os bancos e instituições financeiras utilizam os créditos e investimentos em relação à proteção ao meio ambiente, defesa de consumidores, mudanças climáticas e direitos humanos. O estudo sobre financiamento da cadeia da carne analisa as normas e regras para a concessão de crédito para a cadeia da carne, inclusive as criadas pelos próprios bancos, e como elas devem ser respeitadas para garantir que dinheiro não vá para empresas que desmatam, poluem e queimam florestas. "É um estudo atual que traz toda a discussão a respeito do que é feito hoje pelas instituições financeiras em relação aos financiamentos e o que deveria ser feito, de fato, por elas", explica a especialista do Programa de Consumo Sustentável do Idec e representante do Instituto na COP 28, Julia Catão Dias. As informações são da assessoria de imprensa do Idec.

     

    ARROZ: India permite exportação de não basmati para vítimas do terremoto no Nepal

    A India concedeu uma isenção única da "proibição" à Federação Indiana de Exportadores de Arroz para a exportação de 20 toneladas de arroz branco não basmati como uma doação às vítimas do terremoto no Nepal, disse o governo em nota. As informações são da Agência Reuters.

     

    TRIGO: Conab realiza sexta rodada de leilões de apoio à comercialização

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizará, nesta terça-feira (08), nova rodada de leilão para apoio à comercialização e ao escoamento de trigo. Na oportunidade serão ofertadas 175,55 mil toneladas para o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e outras 154,3 mil toneladas para o Prêmio para Escoamento de Produto (PEP). A operação será realizada por meio do Sistema de Comercialização Eletrônica da própria Companhia (Siscoe). Poderão participar do Pepro produtores rurais e suas cooperativas da Bahia, de Goiás, do Distrito Federal, de Mato Grosso do Sul, de Minas Gerais, do Paraná, do Rio Grande do Sul, de São Paulo e de Santa Catarina. Já o PEP é destinado às indústrias moageiras de trigo e aos comerciantes de cereais dos mesmos estados. Os participantes deverão estar inscritos na Bolsa de Mercadorias pela qual pretendem atuar e em situação regular perante o Sistema de Registro e Controle de Inadimplentes da Conab e o Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais (Sican) da Conab, além de possuir cadastro em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), como também perante ao Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin), entre outras exigências previstas nos editais. A ação foi autorizada pela Portaria Interministerial dos ministérios da Agricultura e Pecuária, da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar n.º 12/2023, de 5 de outubro de 2023, que definiu um volume de recursos de até R$ 400 milhões para escoamento do produto em grão da safra 2023/2024 para fora dos estados de origem da produção. No caso do PEP, as indústrias moageiras e comerciantes de cereais recebem o prêmio após comprovar a compra do produto pelo preço mínimo, constante da tabela anexa à Portaria nº 6, de 28 de abril de 2023, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, e o escoamento para os destinos permitidos. Já no Pepro, o prêmio é ofertado ao produtor ou cooperativa que efetue a venda do produto pela diferença entre o preço mínimo e o valor do Prêmio Equalizador arrematado, e comprove o escoamento nas condições previstas no Aviso.

     

    AGRICULTURA: Nestlé e SENAI vão investir R$ 6 mi em projetos de inovação para o sistema alimentar

    A Nestlé Brasil e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), apoiado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), anunciam, nesta quinta-feira, 7, a abertura do edital Inovação em Alimentos: Transformando o Futuro do Sistema Alimentar. O aporte será de R$ 6,25 milhões, sendo R$ 5 milhões da Nestlé e R$ 1,25 milhão do SENAI. O objetivo é impulsionar projetos inovadores para resolver desafios nas frentes de agricultura regenerativa, circularidade e energias renováveis. Com abrangência nacional, 28 Institutos SENAI de Inovação, 59 Institutos SENAI de Tecnologia e o aporte da maior empresa de alimentação do mundo, a Missão Nestlé e SENAI pretende impulsionar alianças formadas por startups, universidades, grandes empresas e agências de fomento governamentais, de modo a criar novas aplicações para as cadeias produtivas estratégicas da companhia. Os desafios em agricultura regenerativa buscam soluções para a cadeia leiteira com inovações que acelerem e/ou monitorem o processo de reflorestamento sustentável; para a cadeia do cacau com soluções que reduzam a pegada de carbono; e para a cadeia do café com tecnologias para verificar e monitorar práticas agrícolas. Em energias renováveis, o desafio é mapear ideias inovadoras que promovam a transição para uma matriz energética sustentável e eficiente. E em circularidade, a intenção é captar inovações e alianças que impulsionem a infraestrutura de reciclagem para diversos materiais, promovendo a inclusão social e conectando diferentes setores para atuarem nos desafios do pós-consumo.

     

    CARNES: Idec lança estudo sobre financiamento da cadeia no Brasil na COP 28

    O Idec vai lançar na próxima segunda-feira (11) o estudo "Financiamento da Cadeia da Carne: instrumentos regulatórios e o meio ambiente". Ele será apresentado no Pavilhão Brasil da COP 28 na mesa "Instrumentos Financeiros para a Transição Agropecuária", que contará com a participação de outros representantes da sociedade civil, governo e também de empresas. O evento vai ocorrer às 12h (meio-dia) de Dubai, 5h da manhã no horário de Brasília. O estudo da cadeia da carne é uma iniciativa do Idec junto com as organizações que fazem parte do GBR (Guia dos Bancos Responsáveis) que, no Brasil, conta com a participação da Proteção Animal Mundial, Oxfam Brasil, Instituto Sou da Paz e Conectas Direitos Humanos. O GBR é um programa mundial que avalia como os bancos e instituições financeiras utilizam os créditos e investimentos em relação à proteção ao meio ambiente, defesa de consumidores, mudanças climáticas e direitos humanos. O estudo sobre financiamento da cadeia da carne analisa as normas e regras para a concessão de crédito para a cadeia da carne, inclusive as criadas pelos próprios bancos, e como elas devem ser respeitadas para garantir que dinheiro não vá para empresas que desmatam, poluem e queimam florestas. "É um estudo atual que traz toda a discussão a respeito do que é feito hoje pelas instituições financeiras em relação aos financiamentos e o que deveria ser feito, de fato, por elas", explica a especialista do Programa de Consumo Sustentável do Idec e representante do Instituto na COP 28, Julia Catão Dias.

     

    COMBUSTIVEIS: Petrobras reduz preço de venda do diesel para distribuidoras em R$ 0,27 a partir de amanhã

    A partir de amanhã (8), a Petrobras reduzirá em R$ 0,27 por litro o seu preço médio de venda de diesel A para as distribuidoras, que passará a ser de R$ 3,78 por litro. O ajuste é resultado da análise dos fundamentos dos mercados externo e interno frente à estratégia comercial da Petrobras, implementada em maio de 2023 em substituição à política de preços anterior, e que passou a incorporar parâmetros que refletem as melhores condições de refino e logística da Petrobras na sua precificação. Considerando a mistura obrigatória de 88% de diesel A e 12% de biodiesel para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor terá uma redução de R$ 0,24 por litro e passará a ser, em média, R$ 3,33 a cada litro vendido na bomba. Dessa forma, o preço médio do diesel A S10 nas bombas poderá atingir o valor de R$ 5,92 por litro, considerando que o Levantamento de Preços de Combustíveis da ANP para a semana de 26/11 a 02/12/2023 indicou um valor médio de R$ 6,16 por litro. Destaca-se, no entanto, que o valor efetivamente cobrado ao consumidor final no posto é afetado também por outros fatores como impostos, mistura de biocombustíveis e margens de lucro da distribuição e da revenda. Dessa forma, esta estimativa tem propósito meramente referencial, mantidas constantes as demais parcelas que compuseram os preços ao consumidor naquele período. Cabem às autoridades competentes a fiscalização, autuação e penalização de práticas abusivas ou lesivas ao consumidor. No ano, a variação acumulada do preço de venda de diesel A da Petrobras para as distribuidoras é uma redução de R$ 0,71 por litro, equivalente a 15,8%. Para a gasolina, neste momento, a Petrobras está mantendo seus preços de venda às distribuidoras estáveis, tendo em vista o último movimento realizado em 21/10, uma redução de R$ 0,12 por litro. No ano, os preços de gasolina A da Petrobras para as distribuidoras acumulam uma redução de R$ 0,27 por litro, equivalente a 8,7%. Para o GLP, nossos preços de venda às distribuidoras permanecem estáveis desde 01/07. No ano, os preços de GLP da Petrobras para as distribuidoras acumulam uma redução equivalente a R$ 10,40 por botijão de 13kg, ou 24,7%. Ciente da importância de seus produtos para a sociedade brasileira, a companhia reitera que na formação de seus preços busca evitar o repasse da volatilidade conjuntural do mercado internacional e da taxa de câmbio, ao passo que preserva um ambiente competitivo salutar nos termos da legislação vigente. Transparência é fundamental De forma a contribuir para a transparência de preços e melhor compreensão da sociedade, a Petrobras publica em seu site informações referentes à sua parcela e dos demais agentes na formação e composição dos preços médios de combustíveis ao consumidor.

     

    MÁQUINAS: Anfavea prevê 2024 desafiador e com desempenho levemente inferior a este ano

    A Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) espera um 2024 bastante desafiador para o segmento de máquinas agrícolas. Segundo o vice-presidente da associação, Alexandre Bernardes, a continuidade do clima adverso, com o El Niño, e a queda dos preços das commodities são os principais motivos. Por outro lado, os custos de produção devem ser um pouco menores, o que pode dar um pouco mais de apetite ao cliente. A Anfavea deve projetar os números para o ano que vem na coletiva de janeiro, quando os dados de 2023 estarão mais claros. No entanto, Bernardes antecipa que a tendência é de um ano levemente menor do que o atual.

     

    CARNE DE FRANGO: Exportações acumulam alta de 5,6% no ano até novembro – ABPA

    Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) acumulam alta de 5,6% entre janeiro e novembro deste ano. Ao todo, foram exportadas 4,684 milhões de toneladas em 2023, contra 4,436 milhões de toneladas no mesmo período de 2022. O resultado acumulado nas exportações dos onze primeiros meses deste ano chegou a US$ 8,977 bilhões, número equivalente ao registrado entre janeiro e novembro de 2022, com US$ 8,976 bilhões. Considerando apenas o resultado de novembro, foram embarcadas 377,4 mil toneladas de carne de frango, número 0,5% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, com 375,6 mil toneladas. Em receita, houve decréscimo de 13,5% no período comparativo, com US$ 676,1 milhões em novembro de 2023, contra US$ 781,3 milhões em 2022. O fluxo positivo registrado no mês passado e que se repetiu em praticamente todo o ano indica a confirmação das projeções da ABPA para embarques que deverão superar 5 milhões de toneladas em 2023.

     

    SOJA: Casos de ferrugem crescem no Brasil no último mês – BASF

    Dados do Consórcio Antiferrugem, parceria público-privada que monitora casos de ferrugem na cultura da soja, mostram um aumento do número total de registros de mais de 100% nos casos da doença no Brasil entre novembro e dezembro deste ano. Os primeiros estados brasileiros a registrarem focos de ferrugem foram Paraná e São Paulo, seguidos do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Ao total, são 32 casos registrados pelo sistema (até o dia 7 de dezembro), que indica a incidência da doença em nível nacional, já no início da safra 2023/2024. No comparativo com o mesmo período do ano passado, o aumento do número total de casos foi bastante significativo. O crescimento pode ser justificado pela ocorrência do El Niño, fenômeno climático que vem se intensificando ao longo dos últimos meses com fortes ondas de calor, variações de temperatura, inverno mais brando e distinção na ocorrência das chuvas: maior frequência e intensidade na região Sul e irregularidade no Centro-Oeste e Nordeste. "Nas últimas safras estávamos sob influência do La Niña e, por isso, o comportamento de doenças foliares foi diferente, principalmente em relação à ferrugem asiática. Hoje, nesse cenário sob nova perspectiva climática, em que há atraso dos plantios tanto no Sul - devido altos índices de pluviosidade - quanto no Centro-Oeste e Norte - devido a escassez pluviométrica -, teremos uma das maiores janelas de semeadura da sojicultura, alertando principalmente para maiores possibilidades de ferrugem asiática. Os agricultores devem redobrar os cuidados, principalmente nas fases iniciais do cultivo, pensando na prevenção e proteção foliar", relata Mariana Dossin, Desenvolvimento Técnico de Mercado Sênior da BASF e Doutora em Ciência do Solo pela Universidade Federal de Santa Maria. Conforme explica a agrônoma, as doenças fúngicas se propagam facilmente nas lavouras de soja, principalmente pela sucessão de cultivos e pelo clima tropical, sendo a soja hospedeira de grande parte de fungos que sobrevivem no solo. "A ampla janela de semeadura é um alerta, pois teremos uma safra com diferentes estádios fenológicos da soja ao mesmo tempo e variações climáticas intensas que podem dificultar, inclusive, os tratos culturais", diz.