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    Conecta traz um resumo dos principais fatos e acontecimentos que impactam o agronegócio no Brasil e no mundo para que o produtor rural termine o dia bem informado
    Rafael De Marco
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    Agronegócio

    FERTILIZANTES: IPCF melhora em novembro e traz período favorável para compra

    O Indice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) fechou em 0,95 em novembro de 2023, uma queda de 8% em comparação ao mês anterior (1,02). Considerando que quanto menor o IPCF melhor é a relação de troca, o patamar desse mês segue favorável para o agricultor investir em fertilizantes. Durante o período, os preços dos fertilizantes apresentaram uma queda média de 3% em relação a outubro, liderada pela ureia (-12%), seguida pelo KCl (cloreto de potássio), com -4%. O MAP (fosfato monoamônico) subiu cerca de 2% e o SSP (superfosfato) se manteve estável em relação a outubro. O Brasil hoje se configura como uma região mais competitiva em termos mundiais de MOP (cloreto de potássio) e MAP em relação ao preço dos demais países, em função de um balanço de oferta e demanda mais ajustado. Também considerado para o cálculo do índice, o preço das commodities subiu cerca de 4% em relação ao mês anterior. A alta foi liderada pelo milho (7%), tendo em vista que a preocupação com a janela de plantio da segunda safra brasileira está fazendo os preços aumentarem e serem, de certa forma, sustentados em patamares um pouco melhores do que nos meses anteriores. Em seguida ficou a soja, com elevação de 6%, pois a falta de chuva vem impactando a produtividade em algumas regiões produtoras no país. Por fim, também houve alta nos preços da cana-de-açúcar (2%) e do algodão (1%). Apesar das incertezas geopolíticas pelas quais o mundo tem passado, o dólar apresentou uma variação de -3,3% e tem reagido melhor em um cenário de menor risco global. Embora o setor do agronegócio não tenha sido diretamente impactado, até o momento, pelos recentes conflitos envolvendo Hamas e Israel, esse é um assunto que segue como uma bandeira amarela para o mercado e com consequências pouco previsíveis. Além disso, neste momento, o grande foco do setor é o término do plantio da soja no Brasil e as chuvas que precisam acontecer nas regiões produtoras para garantir a produtividade da cultura e sinalizar se a janela da safrinha poderá ser cumprida. O IPCF é divulgado mensalmente pela Mosaic Fertilizantes e consiste na relação entre indicadores de preços de fertilizantes e de commodities agrícolas. A metodologia consiste na comparação em relação à base de 2017, indicando que quanto menor a relação mais favorável o índice e melhor a relação de troca. O cálculo do IPCF leva em consideração as principais lavouras brasileiras: soja, milho, açúcar, etanol e algodão.

     

    CARNE BOVINA: Para Itaú BBA, consumo per capita no Brasil em 2023 pode ser o maior em três anos

    De acordo com relatório divulgado pelo Itaú BBA para o setor de proteínas animais no 3o trimestre de 2023, o crescimento da produção inspecionada de carne bovina, combinada por uma leve queda nas exportações deve contribuir para que o consumo aparente de carne bovina aumente até 13% neste ano em relação a 2022. Tal cenário significará que o consumo per capita no país possa voltar a ficar próximo dos 27 quilos por habitante por ano, o maior em três anos. Segundo o Itaú BBA, o total de gado abatido no 3o trimestre de 2023, de 8,9 milhões de cabeças, foi 12,2% maior sobre o 3T22, mantendo a tendência de expansão da oferta vista no 1T23/22 (6,1%) e 2T23/22 (12,2%). Com isso, o total de gado abatido no acumulado anual até setembro cresceu 10,9%, enquanto a quantidade de fêmeas (vacas e novilhas) expandiu 23,7%. Nos três trimestres deste ano, o aumento dos abates de fêmeas superou os 20%, movimento típico em anos de baixa dos preços de bezerros no ciclo pecuário. Esta dinâmica reflete a desvalorização de 20,7% no preço do bezerro, em termos reais, no comparativo janeiro a setembro de 2023/22. Neste mesmo período, o boi gordo (SP) desvalorizou 20,5%. Embora os abates tenham crescido 10,9% no ano até setembro, o peso médio das carcaças 1,8% mais baixo moderou um pouco o aumento da oferta de gado sobre a produção de carne bovina efetivamente, que aumentou 8,9%.

     

    SOJA: Line-up prevê embarques de 3,895 milhões de toneladas pelo Brasil em dezembro

    O line-up, a programação de embarques nos portos brasileiros, projeta a exportação de 3,895 milhões de toneladas de soja em grão para dezembro, conforme levantamento realizado por SAFRAS & Mercado. Já foram embarcadas 1,202 milhão de toneladas. No mesmo mês do ano passado, exportações somaram 1,513 milhão de toneladas segundo a estimativa. Em novembro, foram embarcadas 4,596 milhões de toneladas. Para janeiro, são previstas exportações de 1,246 milhão de toneladas. De janeiro a dezembro, o line-up projeta o embarque de 101,455 milhões de toneladas, contra 77,118 milhões de toneladas em igual período do ano passado. A Secretaria do Comércio Exterior (Secex) indica o embarque no período em 99,215 milhões de toneladas.

     

    ARROZ: Preços estimulam produtor e garantem abastecimento para 2024, aponta Federarroz

    A safra de arroz 2023/2024 apresenta desafios significativos para os agricultores devido às condições climáticas adversas, caracterizadas por volumes de chuva superiores ao normal durante o período de plantio. A observação foi feita pelo presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho, ao analisar a situação atual da cultura. Conforme destacado pelo dirigente, apesar dos atrasos no preparo da lavoura e no plantio decorrentes dessas condições climáticas, a expectativa é de uma colheita positiva. Isso se deve ao fato de que uma grande parcela da lavoura foi plantada dentro do período recomendado e está apresentando um bom desenvolvimento. Os problemas enfrentados foram pontuais e não afetaram o desenvolvimento de forma geral nas áreas cultivadas com a cultura do arroz. Segundo o presidente da companhia, no ano de 2023 houve uma ligeira elevação da área cultivada da cultura no Rio Grande do Sul, responsável por cerca de 70% da produção nacional do grão. Segundo o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), o aumento será de 7,5%. "Preços um pouco melhores para o arroz, além do risco climático em função da previsão de El Niño, especialmente para a soja em áreas baixas, trouxe junto com esta questão da valorização um estímulo para que os produtores voltassem a cultivar uma área ligeiramente maior do que na última safra", destaca. Velho salienta que não se tem dúvida que esta valorização da cotação veio em função de uma diminuição muito grande na área cultivada nos últimos anos, que já foi de mais de 1,2 milhão de hectares no Estado e que veio para 840 mil na última safra. O presidente da Federarroz frisa ainda que, embora seja um ano de El Niño, nunca se teve uma área tão grande de arroz em cima de resteva de soja. "Aumentou o plantio direto e, consequentemente, embora, com esta questão climática, tivemos uma melhor condição de enfrentar o El Niño com uma maior área de arroz em cima dessa resteva de soja em função de que o plantio direto tem aumentado", salienta. De acordo com o dirigente, a expectativa é de uma tranquilidade com relação ao abastecimento do mercado interno em 2024 com esta recuperação de área.

     

    CARNES: Abates de fêmeas bovinas aumentam 8,27% em novembro no MT

    Segundo o Indea (Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso), em novembro/23, os abates de fêmeas bovinas em Mato Grosso aumentaram 8,27% no comparativo mensal. O volume total de bovinos abatidos em Mato Grosso aumentou 0,71% ante a outubro/23 e ao todo somou 556,79 mil bovinos enviados para o gancho em novembro/23. Conforme os dados do Indea, este valor é 27,84% maior que observado no mesmo período de 2022, sendo recorde na série histórica para um mês de novembro. Desse modo, o volume de machos abatidos em novembro deste ano foi de 329,81 mil animais. A participação de fêmeas ficou em 40,76%, retornando aos patamares de agosto/23, totalizando 226,97 mil cabeças abatidas. Apesar da menor oferta de animais nas indústrias, as fêmeas preencheram as escalas de abate, o que proporcionou aumento de 8,27% no comparativo mensal. Por fim, 2023 pode terminar com o maior volume de animais abatidos em MT, resultando em recorde na produção de carne As informações são do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

     

    CARNE BOVINA: Mato Grosso exporta 49,54 mil t em novembro; queda é de 12,90%

    Segundo os dados da Secex, em novembro/23 foram negociadas 49,54 mil toneladas equivalente carcaça (TEC) de Mato Grosso, redução de 12,90% no comparativo mensal. No último mês, o valor médio da tonelada exportada de proteína bovina foi de US$ 3.460,50 por tonelada, queda de 12,48% em relação à média de novembro/22. Esse cenário foi motivado pela China, que foi responsável por 51,81% do volume de carne exportado pelo Mato Grosso em novembro/23, e reduziu 24,33% nas importações de Mato Grosso ante o último mês. Um dos fatores que explica o menor volume de compras pelos chineses é que eles podem já ter abastecido os estoques para o feriado do Ano Novo Chinês, no qual é visto um maior consumo de carne. Contudo, 2023 se caminha para fechar como o segundo melhor ano para o volume exportado, mesmo com a redução no preço médio da tonelada. As informações são do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

     

    FEIJÃO: Colheita da 1a safra 2023/24 atinge 4% no Paraná

    O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal, que a colheita de feijão 1a safra 2023/24 atingiu 4% da área estimada de 113,3 mil hectares. Ela deve ficar 2% abaixo dos 115,9 mil hectares plantados na safra anterior (2022/23). O plantio foi concluído na área prevista. Até o momento, 51% das lavouras estão em boas condições, 39% em condições médias e 10% ruins, entre as fases crescimento vegetativo (21%), floração (26%), frutificação (35%) e maturação (18%). No dia 4 de dezembro, a colheita atingia 3% da área, com 55% das lavouras em boas condições, 36% em situação média e 9% ruins, entre as fases de germinação (1%), crescimento vegetativo (24%), floração (30%), frutificação (32%) e maturação (13%). O plantio atingia 99% da área. O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (SEAB), estimou que a produção da 1a safra de feijão em 2023/24 deve chegar a 175,5 mil toneladas, 12% abaixo das 199 mil toneladas na safra anterior (2022/23). A produtividade é estimada em 1.549 quilos por hectare em 2023/24, baixa ante os 1.717 quilos por hectare da safra 2022/23.

     

    MILHO: Lavouras da safra verão 2023/24 no Paraná ingressam em maturação

    O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal, que 80% dos 312 mil hectares cultivados na safra verão 2023/24 do Paraná estão boas condições de desenvolvimento, 17% em condições médias e 3% em situação ruim. A área deve ficar 18% aquém dos 379,1 mil hectares cultivados na safra verão 2022/23. Até o momento, as lavouras se dividem entre as fases de crescimento vegetativo (21%), floração (36%), frutificação (41%) e maturação. No dia 4 de dezembro, 80% das lavouras tinham boas condições, 16% situação média e 4% ruins, divididas entre as fases de germinação (1%), crescimento vegetativo (33%), floração (40%) e frutificação (26%). O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (SEAB), estimou que a 1a safra 2023/24 de milho no Paraná está estimada em 3,046 milhões de toneladas, baixa de 19% frente às 3,783 milhões de toneladas colhidas na 1a safra 2022/23. A produtividade para a 1a safra 2023/24 é estimada em 9.762 quilos por hectare, abaixo dos 9.980 quilos por hectare da safra anterior (2022/23).

     

    CANA: Moagem acumulada da safra 2023/24 chega a 619 milhões de toneladas

    Conforme novo relatório de acompanhamento da safra da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (UNICA), o volume de cana moída na safra 2023/24 aumentou 15,94% no Centro-Sul, atingindo 619,257 milhões de toneladas entre 1o de abril e 1o de dezembro, ante 534,141 milhões de toneladas no mesmo período de 2022/23. A produção de açúcar cresceu 23,5%, totalizando 40,817 milhões de toneladas, contra 33,052 milhões. A produção de etanol total aumentou 11,87%, atingindo 29,853 bilhões de litros. Já a produção de anidro aumentou 7,94%, para 12,142 bilhões de litros, enquanto a de hidratado cresceu 14,74%, para 17,711 bilhões de litros. A proporção de cana colhida direcionada para a produção de açúcar na safra 2023/24 está em 49,32%, ante 46,02% na temporada passada. Já o mix do etanol diminuiu de 53,98% para 50,68%.

     

    SOJA: Plantio da safra 2023/24 atinge 100% da área no Paraná, aponta Deral

    O plantio da safra 2023/24 de soja do Paraná atinge 100% da área. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do estado, a superfície deve totalizar 5,806 milhões de hectares, contra 5,779 milhões na safra 2022/23. A produção é projetada em 21,752 milhões de toneladas, 3% abaixo do ano anterior, de 22,358 milhões de toneladas. As lavouras se dividem entre as fases de germinação (1%), desenvolvimento vegetativo (42%), floração (33%) e frutificação (24%), com 86% em boas condições, 12% em situação média e 2% ruins. No dia 4 de dezembro, o plantio chegava a 99%, com 86% das lavouras em boas condições, 12% em situação média e 2% ruins, entre as fases de germinação (3%), crescimento vegetativo (51%), floração (29%) e frutificação (17%). A produtividade média foi estimada em 3.749 quilos por hectare em 2023/24, abaixo dos 3.869 quilos registrados na safra 2022/23.

     

    CARNE DE FRANGO: APA anuncia programação de XXI Congresso de Produção e Comercialização de Ovos

    A Associação Paulista de Avicultura (APA) anuncia oficialmente a programação do XXI Congresso de Produção e Comercialização de Ovos - APA 2024. O evento está marcado para ocorrer de 11 a 14 de março, no Centro de Exposições de Ribeirão Preto. Coordenador do Congresso e Diretor Técnico da APA, José Roberto Bottura destaca o crescimento contínuo em qualidade e participação do público a cada edição. Após extensas reuniões do Petit Comitê, responsável pela programação do evento, foram definidos os temas e os palestrantes para a próxima edição. A programação terá início em 11 de março com o Pré-Congresso Ceva Saúde Animal, focado na saúde e biosseguridade na indústria avícola. No dia seguinte, está programada a abertura oficial com a palestra magistral de Antonio Cabrera, produtor rural e ex-Ministro da Agricultura e Reforma Agrária. Cabrera abordará o tema "Produção de ovos e o impacto ambiental: o desafio de sermos eficientes a cada dia". "Esta edição trará tópicos relevantes sobre os desafios atuais, tendências e o futuro da produção e comercialização de ovos no Brasil. Reunimos especialistas referência em cada área de pesquisa para enriquecer o conhecimento dos profissionais participantes", enfatiza Dr. Prof. Lucio Francelino Araujo, membro da Comissão Organizadora e responsável pela programação do evento. O congresso, reconhecido como ponto de encontro essencial para profissionais da indústria de produção de ovos, promete oferecer debates, palestras e discussões de alto nível, contribuindo para o avanço e aprimoramento do setor avícola brasileiro.

     

    CARNE SUINA: Secretaria de Agricultura de SP reforça compromisso com setor

    A Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), que completou 56 anos em 2023, realizou nesta sexta-feira (8), o seu tradicional festa de fim de ano, o Clube do Leitão, em Cabreúva (SP), com lideranças e representantes de todo o setor produtivo da carne suína. Durante o evento, o secretário executivo de Agricultura e Abastecimento, Edson Fernandes, enfatizou que a secretaria vai apoiar a expansão da suinocultura no Estado de São Paulo. "Estamos trabalhando para equalização do ICMS no setor, que atualmente, tem peso determinante nos sucessivos superávits de nosso Estado. Trata-se de uma cadeia produtiva de suma importância para São Paulo", completou. O Brasil é o quarto maior produtor e exportador de carne suína do mundo e São Paulo tem participação importante nesse mercado. De acordo com dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), o número de abates de suínos nos 3 primeiros trimestres do ano, no estado de São Paulo, foi de 2,2 milhões de animais. As projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) para carne suína apontam para a superação do total de 5 milhões de toneladas neste ano, número até 1,5% maior que as 4,98 milhões de toneladas produzidas em 2022.