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    Conecta traz um resumo dos principais fatos e acontecimentos que impactam o agronegócio no Brasil e no mundo para que o produtor rural termine o dia bem informado
    Rafael De Marco
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    Agronegócio

    CARNE BOVINA: Margem do equivalente físico atinge 5,16% na primeira semana de setembro

    Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a margem do equivalente físico, indicador que considera a receita gerada pelo frigorífico com a venda da carne com osso no atacado, atingiu 5,16% na primeira semana de setembro/23 - maior margem desde novembro/19. Esse cenário foi ocasionado pela maior desvalorização da cotação da matéria-prima ante o atacado, dado que o preço do boi gordo na primeira semana de setembro/23 já acumula queda de 29,93% ante a média de janeiro/23, ao passo que a desvalorização do EF foi de 19,30% no mesmo comparativo. A recuperação do EF proporciona folga na margem das indústrias, que passaram por um período pressionado durante a fase de alta nas cotações. Para se ter ideia, em 2021 a margem média do EF foi de -12,13%, e se manteve negativa até o 1o semestre/23, uma vez que a indústria não conseguiu repassar a alta do boi gordo para o atacado. O atual viés baixista sobre os preços do boi gordo tende a favorecer a margem das indústrias.

     

    MILHO: Comercialização da safra 2022/23 atinge 65,33% em MT

    Segundo o Imea, a comercialização de milho da safra 2022/23 atingiu 65,33% em MT, avanço de 6,79 p.p. em agosto/23 ante a julho/23. Esse incremento mensal ocorreu devido à necessidade dos produtores em liberar espaço nos armazéns, além da alta nos preços médios comercializados em agosto/23 no estado. Sendo assim, o preço do último mês fechou em R$ 36,07 por saca, alta de 4,86% em relação a julho/23. No que se refere à safra futura (23/24), as vendas alcançaram 7,90%, avanço mensal de 1,28 p.p. Apesar do acréscimo mensal, as negociações para o ciclo continuam atrasadas ante a média dos últimos cinco anos em 27,55 p.p e do ano passado em 6,42 p.p. Essa comercialização mais lenta se deve às incertezas em relação à safra, principalmente, a área cultivada e aos preços, que, embora tenham apresentado valorização (+4,16%) em agosto/23, ainda não cobrem o custo operacional efetivo para a temporada. Por fim, a cotação média negociada no último mês ficou em R$ 32,52 por saca.

     

    ETANOL: India antecipa em cinco anos prazo para dobrar adição na gasolina

    A India anunciou no último sábado durante a cúpula do G-20, em Nova Deli, o lançamento de uma aliança global de biocombustíveis, para impulsionar a utilização de combustíveis menos poluentes e mais limpos. A aliança, que tem também os Estados Unidos e o Brasil como membros fundadores, pretende acelerar os esforços globais para cumprir as metas de emissões líquidas zero de carbono na atmosfera, facilitando o comércio de biocombustíveis derivados de fontes que incluem resíduos vegetais e animais. O impulso para uma aliança de biocombustíveis reflete a Aliança Solar Internacional lançada por Nova Deli e Paris em 2015 para colocar a energia solar limpa e acessível ao alcance de todos. A Agência Internacional de Energia estima que a produção global de biocombustíveis sustentáveis precisaria triplicar até 2030 para colocar o sistema energético mundial no caminho certo para emissões líquidas zero até 2050.

     

    SOJA: Mato Grosso exporta 25,92 milhões de toneladas em 2023

    Segundo a Secex, entre jan/23 a ago/23, o Brasil já exportou 80,85 milhões de t de soja, alta de 2,70% ante o volume total exportado em 2022. Em relação ao destino, a China, a Argentina e o México compraram mais soja em jan. a ago/23, que no fechamento de 2022, alta de 5,74%, 1177,98% e 106,84% em relação ao comparativo, respectivamente. Quanto a Mato Grosso, o estado participou com 32,05% do volume escoado pelo país, totalizando 25,92 milhões de t de jan/23 a ago/23. No que tange aos países, a China, o México e a Argentina também chamaram atenção pelo recorde nas compras, principalmente os hermanos, que nunca adquiriram grandes volumes. Para se ter uma ideia, o total comprado pela Argentina na série histórica inteira (período de 1997 a 2022) não superou 45,00 mil t e, neste ano, já foram enviadas 1,04 milhão de t. Por fim, o recorde nas exportações do estado é justificado pela grande produção e pela queda do preço da soja, o que deixou o produto mais competitivo no mercado internacional. As informações constam no Boletim Semanal do Imea - Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola.

     

    CARNES: Abates sobem 21,76% em agosto no MT e atingem marca de 581,51 mil bovinos

    Volume de bovinos abatidos em agosto/23 foi o maior da série histórica e a presença de fêmeas nas indústrias começou a se reduzir. Segundo o Indea, em agosto/23 foram abatidos 581,51 mil bovinos no Mato Grosso, com destaque para o acréscimo de 21,76% no volume de machos enviados para a indústria no comparativo mensal. Esse incremento foi impulsionado pelo abate de animais mais jovens, uma vez que, ao todo, os machos de 13 a 24 meses totalizaram 129,89 mil cabeças no "gancho", volume 70,21% maior que o observado em agosto/22. Cabe destacar que esse foi o maior volume mensal de bovinos machos abatidos nessa faixa etária, o que reforça os resultados da maior eficiência produtiva em Mato Grosso. Ainda, como sazonalmente acontece no 2o semestre no estado, a participação de fêmeas nas indústrias recuou, e o volume de fêmeas abatidas em agosto/23 foi 2,53% menor no comparativo mensal. Por fim, os animais engordados em confinamento tendem a aumentar a oferta nos abates nos próximos meses. As informações são do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).