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    VOCÊ CONECTADO: Fique ligado nas notícias do dia (19/12)

    Conecta traz um resumo dos principais fatos e acontecimentos que impactam o agronegócio no Brasil e no mundo para que o produtor rural termine o dia bem informado
    Rafael De Marco
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    Agronegócio

    ALGODÃO: Em novembro, China lidera compras no Brasil

    O Brasil exportou 253,7 mil toneladas, em novembro de 2023, totalizando receita de US$489,2 milhões. O volume foi 5,5% inferior ao registrado no mesmo mês de 2022. O preço médio, em dólar, por tonelada vendida, caiu 1,6, em relação a 2022. Novembro é o quarto mês do calendário comercial 2023/2024. Em novembro de 2023, o maior importador do algodão brasileiro foi a China, que representou 65% do total embarcado. A participação da China, em relação ao total exportado, subiu, no mês de novembro. Na média dos últimos três anos, a China contabilizou 39% do total de algodão exportado pelo Brasil. Os destaques negativos foram Paquistão (-48 mil toneladas), Vietnã (-12 mil toneladas) e Turquia (-10 mil toneladas), que reduziram as importações, em comparação a novembro de 2022. As informações partem do relatório de safra de dezembro da Abrapa.

     

     

    CARNES: Brasil segue tomando medidas para seguir livre de influenza aviária em plantéis comerciais

    Em coletiva de imprensa online realizada hoje, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, destacou que o mundo está tomado de casos de gripe aviária, enquanto o Brasil segue livre da doença em plantéis comerciais. "O Brasil já registrou 147 casos em aves silvestres e três em aves de fundo de quintal e terá de conviver com a doença, mas está trabalhando de forma muito séria, por meio de protocolos preventivos para evitar que a doença atinja o plantel comercial", afirma. Santin ressalta que o número de casos registrados está começando a crescer no Hemisfério Norte, por conta da chegada do inverno, e isso abre oportunidades para que o Brasil possa atender aos mercados afetados pela enfermidade. Segundo ele, o risco de uma contaminação no Brasil existe nas aves comerciais, mas pode ser considerado pequeno. O executivo entende que o Brasil está fazendo um trabalho junto a mercados importadores no sentido da busca de reconhecimento da regionalização, o que evitaria que países deixassem de importar carne de frango em caso de um eventual surgimento de casos em aves comerciais. "O Brasil está trabalhando nessa questão junto ao México, que já reconhece o processo de regionalização nos Estados Unidos e não deixou de importar mesmo com o surgimento de casos de gripe aviária em continente norte-americano. Não haveria razão para o Brasil deixar de ter o mesmo tratamento e isso está sendo negociado", explica. Santin disse que esse processo de reconhecimento da regionalização está sendo negociado junto a outros mercados também, como China, África do Sul, Coreia, Japão e Europa. "Estamos trabalhando para que todo o processo fique acertado e documentado no papel", conclui.

     

    CARNE SUINA: Brasil responde por 10% das exportações mundiais e tem potencial para ampliar participação

    Em coletiva de imprensa realizada hoje, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) destacou que o Brasil deve responder por cerca de 10% das exportações globais de carne suína em 2023, que deverão atingir um volume total de 10,144 milhões de toneladas. "Com embarques de 1,22 milhão de toneladas, o Brasil tem potencial para ampliar essa participação e está caminhando para ultrapassar o Canadá, buscando ser o terceiro maior exportador global de carne suína", destacou o presidente da ABPA, Ricardo Santin. Conforme Santin, a União Europeia seguirá liderando os embarques globais neste ano, com volumes de 3,2 milhões de toneladas, seguidos pelos Estados Unidos, com 3,067 milhões de toneladas e o Canadá, com 1,310 milhão de toneladas. No que tange a produção global, o volume total de carne suína neste ano deve chegar a 115,492 milhões de toneladas, lideradas pela China, com 56,5 milhões de toneladas, seguida pela União Europeia, com 21,5 milhões de toneladas e os Estados Unidos, com 12,385 milhões de toneladas. O Brasil aparece em quarto lugar, com uma produção prevista de 5,1 milhões de toneladas. Previsões para 2024 Para 2024, Santin diz que a ABPA estima que os embarques totais mundiais deverão chegar a 10,365 milhões de toneladas de carne suína. As exportações serão lideradas pela União Europeia, com 3,2 milhões de toneladas, seguidos pelos Estados Unidos, com 3,152 milhões de toneladas e o Canadá, com 1,305 milhão de toneladas, seguido de perto pelo Brasil, com 1,3 milhão de toneladas. A produção mundial de carne suína poderá chegar a 115,498 milhões de toneladas, liderada pela China, com 55,95 milhões de toneladas, seguida da União Europeia, com 21,150 milhões de toneladas, Estados Unidos, com 12,660 milhões de toneladas e Brasil, com 5,150 milhões de toneladas.

     

    FERTILIZANTES: FMC inicia reestruturação global e demissões no Brasil

    A fabricante de agroquímicos FMC disse que iniciou um processo de demissões em seu negócio no Brasil. Em resposta a uma retração mundial sem precedentes, a empresa está implementando um plano de reestruturação global. Preocupações sobre as disrupções da cadeia de fornecimento após a pandemia fez com que distribuidores estocassem defensivos, levando a uma elevação excessiva de suas reservas. A empresa não divulgou o número de empregos que serão cortados no Brasil. Atualmente, a FMC tem cerca de 6,6 mil pessoas, sendo aproximadamente 1,6 mil nas operações domésticas e 5 mil no exterior. A companhia espera de US$ 50 milhões a US$ 75 milhões em contribuições ao núcleo ajustado do lucro em 2024. A expectativa de economia é de US$ 150 milhões ao ano, ao final de 2025. As informações são da Agência Reuters.

     

    AGRONEGÓCIO: Minas Gerais tem superávit de US$ 10,8 bilhões no setor em 2023

    A agropecuária de Minas Gerais registrou um superávit de US$ 10,8 bilhões em 2023. O valor foi apresentado pelo Sistema Faemg Senar, nesta segunda-feira (18), em coletiva à imprensa para detalhar o balanço do agro mineiro no ano. O saldo da balança comercial é a diferença entre exportações e importações. O setor injetou US$ 11,91 bilhões com as vendas de produtos ao exterior até outubro deste ano, ou seja, o valor deve ganhar cifras ainda maiores com a contabilização dos dados de novembro e dezembro. O montante diz respeito à negociação de 13,29 milhões de toneladas de mercadorias produzidas no campo e que foram vendidas para outros países. Ao todo, 174 países têm relações comerciais com o estado. Mas os principais destinos dos produtos feitos em Minas Gerais são China (US$ 4,1 bilhões), Estados Unidos (US$ 933 milhões), Alemanha (US$ 733 milhões), Itália (US$ 502 milhões) e Japão (US$ 477 milhões). Os principais produtos estão nas cadeias de cafeicultura e sucroalcooleiro representando, respectivamente, 13,4% e 4,5% de tudo o que foi exportado por Minas Gerais. As exportações do agro mineiro representaram 36% das exportações totais do estado. "O setor continua com ótimo desempenho, ressalto aqui que tivemos safra recorde e temos contribuído fortemente com o desenvolvimento econômico do estado, com a geração de emprego e, especialmente, com a segurança alimentar da população", destacou o presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo. As informações são do Sistema Faemg Senar.

     

    FEIJÃO: Colheita da 1a safra 2023/24 atinge 15% no Paraná

    O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal, que a colheita de feijão 1a safra 2023/24 atingiu 15% da área estimada de 113,3 mil hectares. Ela deve ficar 2% abaixo dos 115,9 mil hectares plantados na safra anterior (2022/23). O plantio foi concluído na área prevista. Até o momento, 50% das lavouras estão em boas condições, 39% em condições médias e 11% ruins, entre as fases crescimento vegetativo (9%), floração (15%), frutificação (45%) e maturação (31%). No dia 11 de dezembro, a colheita atingia 4% da área, com 51% das lavouras em boas condições, 39% em situação média e 10% ruins, entre as fases de crescimento vegetativo (21%), floração (26%), frutificação (35%) e maturação (18%). O plantio atingia 100% da área. O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (SEAB), estimou que a produção da 1a safra de feijão em 2023/24 deve chegar a 175,5 mil toneladas, 12% abaixo das 199 mil toneladas na safra anterior (2022/23). A produtividade é estimada em 1.549 quilos por hectare em 2023/24, baixa ante os 1.717 quilos por hectare da safra 2022/23.

     

    CARNES: ABPA afirma que custo de produção para aves e suínos pode ser maior em 2024, mas não haverá falta de milho

    Em coletiva de imprensa online realizada hoje, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicou que o custo de produção para os setores de aves e suínos poderá ser maior em 2024, por conta do viés de alta já observado nos preços do milho diante dos problemas de estiagem. O presidente da entidade, Ricardo Santin, contudo, não acredita que haverá uma falta de oferta de milho para atender a demanda do setor de proteína animal. No que tange aos preços, ele afirma que o valor da saca de milho poderá voltar a subir, mas não chegará próximo aos R$ 100,00 por saca observados no ano passado. Para Santin, a saca também não vai estar ao redor de R$ 50,00, mas tende a ficar num valor intermediário. Santin acrescenta que, em caso de aumento na quebra da safra de milho, o setor possui alternativas para atender a demanda, como a produção na Argentina, a boa oferta no Paraguai ou nos Estados Unidos, que também poderia vir a ser importada, caso necessário. O executivo enumera outros custos que podem aumentar um pouco, como os gerados pelos efeitos dos dissídios coletivos, custos de energia, embalagens e outros, embora avançando de uma forma mais equilibrada.

     

    MILHO: Boas condições são apresentadas em 80% das lavouras da safra verão 2023/24 no Paraná

    O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal, que 80% dos 312 mil hectares cultivados na safra verão 2023/24 do Paraná estão boas condições de desenvolvimento, 17% em condições médias e 3% em situação ruim. A área deve ficar 18% aquém dos 379,1 mil hectares cultivados na safra verão 2022/23. Até o momento, as lavouras se dividem entre as fases de crescimento vegetativo (13%), floração (30%), frutificação (53%) e maturação (4%). No dia 11 de dezembro, 80% das lavouras tinham boas condições, 17% situação média e 3% ruins, divididas entre as fases de crescimento vegetativo (21%), floração (36%), frutificação (41%) e maturação (2%). O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (SEAB), estimou que a 1a safra 2023/24 de milho no Paraná está estimada em 3,046 milhões de toneladas, baixa de 19% frente às 3,783 milhões de toneladas colhidas na 1a safra 2022/23. A produtividade para a 1a safra 2023/24 é estimada em 9.762 quilos por hectare, abaixo dos 9.980 quilos por hectare da safra anterior (2022/23).

     

    CARNES: Argentina abate 1,23 milhão de bovinos em novembro, aumento de 5,8% em relação a outubro

    O abate de bovinos na Argentina foi de 1,23 milhão de cabeças em novembro, ficando 5,8% acima do valor registrado em outubro, conforme indicado pela CICCRA em um relatório. Enquanto isso, na comparação anual, a atividade da indústria frigorífica de bovinos mostrou um aumento de 4,5%, ou cerca de 52,8 mil cabeças a mais abatidas. O abate de fêmeas totalizou 595,5 mil cabeças, representando um aumento de 14% em relação a novembro de 2022. A participação das fêmeas no abate total atingiu 48,3%. Quanto à produção de carne bovina, em novembro foi equivalente a 283 mil toneladas de carne com osso (tn r/c/h), um aumento de 8,9% em relação a outubro. O peso médio na carcaça foi de 230 quilos, resultando em um crescimento mensal de 2,9%. Sobre os preços, o valor médio dos cortes de carne bovina, geralmente medido pelo INDEC, aumentou 14% entre outubro e novembro. Enquanto isso, o preço do frango apresentou um aumento maior do que o da carne bovina, de 15,9% na mesma comparação.

     

    TRIGO: Brasil tem embarques programados de 290,026 mil toneladas para dezembro, diz ANEC

    Dados divulgados nesta semana pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) projetaram que o Brasil deve embarcar 290,026 mil toneladas de trigo em dezembro. No mesmo mês do ano passado, o país exportou 689,256 mil toneladas do cereal. O Brasil não exportou trigo entre junho e outubro. No acumulado janeiro a dezembro de 2023, as exportações somam 2,319 milhões de toneladas, contra 3,201 milhões em igual período do ano passado. Na semana entre 10 e 16 de dezembro, o Brasil embarcou 131,213 mil toneladas. Para esta semana, estão previstas 76,6 mil toneladas.

     

    SOJA: Brasil deve embarcar até 3,501 mi de t em dezembro, aponta ANEC

    As exportações brasileiras de soja em grão deverão ficar em 3,501 milhões de toneladas em dezembro, conforme levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). Em dezembro do ano passado, as exportações ficaram em 1,515 milhão de toneladas. Em novembro, o país embarcou 4,598 milhões de toneladas. Na semana encerrada dia 16 de dezembro, o Brasil embarcou 656,149 ml toneladas. Para o período entre 17 e 23 de dezembro, a ANEC indica a exportação de 1,125 milhão de toneladas. Para o farelo de soja, a previsão é de embarques de 2,085 milhões de toneladas em dezembro. No mesmo mês do ano passado, o total exportado foi de 1,350 milhão de toneladas. Em novembro, ficou em 1,947 milhão de toneladas. Na semana passada, as exportações ficaram em 405,118 mil toneladas e a previsão para esta semana é de 759,110 mil toneladas.

     

    ALGODÃO: Importações brasileiras sobem 32% no acumulado de agosto a novembro 2023

    No acumulado de agosto a novembro de 2023, as importações brasileiras de algodão subiram 32%, em relação ao mesmo período de 2022, totalizando 470 toneladas, que equivalem a US$ 1,63 milhão de aquisições internacionais. A Turquia foi o principal fornecedor, representando 54% do volume adquirido nos dois primeiros meses do período comercial. Apesar do aumento, o volume representa apenas 0,07% do consumo doméstico brasileiro, que, majoritariamente, é abastecido com o algodão nacional. As informações partem do relatório de safra de dezembro da Abrapa.