John Deere logo

    Conecta

    Sua fonte centralizada de notícias Agro

    VOCÊ CONECTADO: Fique ligado nas notícias do dia (20/12)

    Conecta traz um resumo dos principais fatos e acontecimentos que impactam o agronegócio no Brasil e no mundo para que o produtor rural termine o dia bem informado
    Rafael De Marco
    Arquivo
    Arquivo

    Tags:

    Agronegócio

    AGRONEGÓCIO: São Paulo registra superávit de US$ 20,65 bi no setor em 2023

    O agronegócio paulista apresentou números expressivos na balança comercia do estado. De janeiro a novembro deste ano, São Paulo apresentou aumento de 5,3% nas exportações, alcançando US$ 25,30 bilhões, e redução de 1,1% nas importações, totalizando US$ 4,65 bilhões, obtendo um superávit de US$ 20,65 bilhões, 6,9% superior em relação a 2022. Os dados são do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado. As exportações do agronegócio paulista atingem 39,4% de representatividade do total geral do estado, enquanto a participação das importações setoriais é de 7,0%. Os números apresentados indicam uma grande possibilidade das exportações e do saldo do agro paulista ultrapassarem os valores recordes (US$ 25,98 e US$ 20,89 bilhões, respectivamente) obtidos no ano de 2022. Os cinco principais grupos de produtos nas exportações do agronegócio paulista nos 11 meses de 2023, e que representaram 79,2% das vendas foram:
    -complexo sucroalcooleiro (US$ 9,33 bilhões, sendo que desse total o açúcar representou 87,7% e o álcool etílico etanol, 12,3%)
    -complexo da soja (US$ 3,47 bilhões, tendo a soja em grão 83,0% de participação no grupo)
    -setor de carnes (US$ 2,83 bilhões, em que a carne bovina respondeu por 82,2%)
    -produtos florestais (US$ 2,45 bilhões, com participações de 50,6% de celulose e 41,3% de papel)
    -grupo de sucos (US$ 1,96 bilhão, dos quais 97,5% referentes a suco de laranja).

    Já os principais produtos da pauta de importação do agronegócio paulista no acumulado de janeiro a novembro de 2023 foram:
    -papel (US 368,86 milhões)
    -salmões (US 348,61 milhões)
    -trigo (US 285,87 milhões).

    Os dez principais produtos representam 43,1% (US 2,01 bilhões) do total importado (US 4,65 bilhões).

     

    SOJA: Potencial produtivo das lavouras em Uberlândia (MG) deve cair 5%

    O plantio da safra 2023/24 de soja em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, ocupando 62 mil hectares, foi concluído na semana passada e as lavouras apresentam um aspecto irregular, segundo informações da Emater local. De acordo com o engenheiro-agrônomo Carlos Miguel Rodrigues Couto, com um quadro de chuvas bastante esparsas, ora ocorrendo em algumas áreas, ora em outras, a perspectiva é de que possa haver uma queda no potencial produtivo das lavouras em pelo menos 5% frente aos 4.300 quilos projetados inicialmente. A previsão é de que as chuvas possam retornar com maior regularidade à região neste fechamento do ano, o que evitaria um risco de prejuízos ainda maiores nas lavouras. No momento, as lavouras se dividem entre as fases de floração (15%) e crescimento vegetativo (85%) De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, o plantio de soja no estado de Minas Gerais atingia 93% da área estimada de 2,2 milhões de hectares na temporada 2023/24 até sexta-feira (15). A área deve crescer 1,4% frente aos 2,17 milhões de hectares cultivados na temporada 2022/23. A produção no estado deve atingir 8,143 milhões de toneladas em 2023/24, 3,3% abaixo das 8,421 milhões de toneladas obtidas na safra 2022/23. O rendimento médio esperado deve atingir 3.720 quilos por hectare, aquém dos 3.900 quilos por hectare registrados na temporada anterior.

     

    CAFÉ: Cooxupé anuncia datas da Feira do Cerrado e da Femagri

    Com o tema Cooperativismo: Construindo o Futuro Sustentável das Gerações, a Cooxupé promoverá, em fevereiro e março do próximo ano, de forma presencial, as tradicionais Feira do Cerrado e FEMAGRI Feira de Máquinas, Implementos e Insumos Agrícolas. Diferente do que acontece anualmente, a Feira do Cerrado será realizada primeiro. O evento está marcado para os dias 7 e 8 de fevereiro, no núcleo em Monte Carmelo/MG. A expectativa é de reunir 79 estandes de produtos e novas tecnologias voltados à cafeicultura e receber seis mil visitantes durante os dois dias de evento. Já a FEMAGRI, que acontece em Guaxupé, será realizada de 20 a 22 de março, reunindo as famílias cooperadas do Sul de Minas e da média mogiana do estado de São Paulo, que buscam tecnologias e soluções para suas lavouras e propriedades. Para 2024 foi preciso fazer alteração das datas e a Feira de Cerrado será antes da FEMAGRI.

     

    SOJA: Área da Coopavel (PR) já precisa de chuvas

    A área de abrangência da Cooperativa Coopavel, que atua em 20 municípios do oeste e sudoeste do Paraná, está precisando de chuvas. “A última chuva geral foi há dez dias, no domingo retrasado”, relata fonte da cooperativa, que concedeu entrevista exclusiva à Agência SAFRAS. As lavouras estavam acostumadas com bastante chuva, explica. Conforme o entrevistado, há previsão de precipitações para hoje até sábado. Vamos ver se elas se confirmam, adverte. Alguns municípios tiveram chuvas esparsas nos últimos dias, mas bem localizadas. Por enquanto, a situação das lavouras ainda é boa. Segundo relatório do dia 18 de dezembro, 1% das lavouras estava em fase de maturação, 55% em enchimento de grão, 37% em floração e 7% em desenvolvimento vegetativo. A produtividade média esperada segue em 4.000 quilos por hectare.

     

    CARNES: Setores produtivos do RS manifestam preocupação com aumento de tributos

    Representantes de diversos setores produtivos do Rio Grande do Sul expressaram forte preocupação em relação às recentes medidas governamentais que resultaram no aumento da carga tributária no estado. Em um comunicado conjunto, entidades como O.A/RS (Asgav/Sipargs), SIPS, SICADERGS e ACSURS, que abarcam mais de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho, destacaram os impactos negativos, em suas visões, dessas medidas. Os setores de avicultura, suinocultura e bovinocultura de corte, representados por essas entidades, enfrentam um cenário de fragilidade devido a uma série de fatores. A pandemia exigiu investimentos expressivos para manter a produção, enquanto a valorização dos insumos para ração animal e três estiagens consecutivas prejudicaram a disponibilidade de grãos no estado. Além disso, a instabilidade econômica nacional, a entrada de alimentos de outros estados no mercado gaúcho e os impactos de desastres naturais como ciclones e cheias também afetaram esses setores. Os decretos estaduais, especificamente os números 57.365, 57.366 e 57.367, que resultaram no aumento das alíquotas do ICMS ou na redução de incentivos fiscais, preocupam as entidades. Elas argumentam que tais medidas aumentarão significativamente a carga tributária das empresas, afetando diretamente a geração de empregos e elevando os preços de alimentos essenciais para a população. Diante desse cenário, as entidades solicitaram uma reavaliação das medidas adotadas pelo governo estadual. Elas buscam previsibilidade, estabilidade e credibilidade para continuarem investindo no Rio Grande do Sul, destacando a importância de medidas que visem a recuperação da competitividade, atração de investimentos e melhoria das condições logísticas para os setores produtivos. O comunicado foi emitido pelas entidades O.A/RS (Asgav/Sipargs), SIPS, SICADERGS e ACSURS.

     

    CARNES: Santa Catarina registra 21o caso e focos de gripe aviária no Brasil chegam a 151

    Até às 8h30 de hoje, o painel de dados para consulta online disponibilizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) contabilizava 151 focos de influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1) desde a primeira confirmação, ocorrida em 15 de maio. O novo caso foi registrado na segunda-feira (18) em Barra Velha, no litoral de Santa Catarina, em uma ave do tipo Biguá. Do total de casos, três são em aves de subsistência, cinco em animais marinhos e os demais em aves silvestres. Outros quatro casos estão sendo investigados. O Espírito Santo registrou 31 casos, sendo 30 em aves selvagens e um em ave de fundo de quintal. O Rio de Janeiro contabiliza 23 focos em aves selvagens. São Paulo possui 53 casos confirmados, sendo 52 em aves silvestres e um em um animal marinho. O Paraná tem 13 focos da doença em aves silvestres. A Bahia segue com quatro ocorrências em aves silvestres. Santa Catarina tem agora 21 casos, sendo 19 em aves selvagens, um em ave de fundo de quintal e um em um mamífero marinho. O Rio Grande do Sul possui cinco focos da doença, sendo dois em aves selvagens e três em mamíferos marinhos. O Mato Grosso do Sul, por sua vez, possui um foco da doença em uma ave de fundo de quintal. O Brasil permanece com status de livre da influenza aviária de alta patogenicidade segundo a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) já que nenhum caso foi identificado em aves comerciais, do setor produtivo.

     

    GRÃOS: Levantamento inicial da safra mineira 2023/24 traz estimativa de produção de 13,69 milhões de toneladas

    A safra mineira de grãos para o ciclo 2023/2024 poderá chegar a uma produção de 13,69 milhões de toneladas, numa área cultivada de 3,25 milhões de hectares. Os dados são do 1o Levantamento da Safra de Grãos e Café 2023/2024 feito pela Emater-MG. Apesar de ter ocorrido um pequeno aumento de área cultivada de 2,75%, a empresa estima que haverá uma ligeira queda de 5,45% na produção se comparado a safra 2022/2023, que foi em torno de 14,4 milhões de toneladas. O relatório foi elaborado com informações coletadas no período de 16 de novembro a 15 de dezembro. As culturas acompanhadas pela empresa mineira de extensão rural em todas as regiões do estado são:
    algodão
    amendoim
    arroz

    feijão 1a safra
    milho grão 1a safra
    milho silagem

    soja
    café.

    “Os dados estimados foram coletados pelos extensionistas da Emater-MG em mais de 814 municípios mineiros, sendo consolidados pelo Departamento Técnico da empresa através do sistema de acompanhamento de safras”, explica o gestor de acompanhamento de safras da Emater-MG, Thiago Emmanuel de Almeida.

     

    MÁQUINAS: Setor deve fechar 2023 com leve aumento nas exportações no Rio Grande do Sul

    O Rio Grande do Sul exportou US$ 613,8 milhões (o equivalente a R$ 3,03 bilhões) em máquinas e implementos agrícolas no acumulado dos onze primeiros meses de 2023, segundo levantamento feito pelo Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers), em parceria com a Unidade de Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). O valor representa um aumento de 1,2% em comparação ao mesmo período do ano passado. Ainda conforme o estudo, as empresas gaúchas lideram as vendas para o mercado externo, com 40,1% do total das exportações brasileiras, à frente de São Paulo, com 36,1%. Os principais destinos da produção atualmente são o Paraguai e os Estados Unidos. A Argentina, que há cerca de 15 anos era o principal comprador, hoje está em terceiro lugar devido às dificuldades financeiras e climáticas que vem enfrentando nas últimas décadas. Em relação às vendas de máquinas agrícolas em 2023, a projeção do Simers é que haja um recuo de 15%, segundo o presidente Claudio Bier. A recuperação do setor, em 2024, dependerá muito da queda dos juros, mesmo com o avanço tímido da produção agrícola. No entanto, as empresas devem continuar investindo em tecnologia para ampliar sua base de fornecimento nacional. “A indústria seguirá com foco em inovação para tornar as tarefas da agricultura mais sustentáveis e, ao mesmo tempo, obter bons resultados em produtividade”, destaca Bier. O Rio Grande do Sul responde por cerca de 60% das máquinas e implementos agrícolas fabricadas no Brasil. O segmento gera cerca de 35 mil empregos diretos e outros 150 mil indiretos no estado.

     

    MILHO: Lavouras seguem bem na área da Coopavel (PR), mas já faltam chuvas

    As plantações de milho verão seguem com bom desenvolvimento na área de abrangência da Cooperativa Coopavel, que atua em 20 municípios do oeste e sudoeste do Paraná. Porém, está precisando chover, destaca fonte da cooperativa, que concedeu entrevista exclusiva à Agência SAFRAS. Conforme o entrevistado, não chove de forma geral há dez dias na região. Há previsão de hoje até sábado, relata, acrescentando que precisam se confirmar. Alguns municípios tiveram chuvas esparsas nos últimos dias, mas bem localizadas, completa. Segundo relatório divulgado dia 18 de dezembro, 3% das lavouras estavam em fase de maturação, 82% em enchimento de grão e 15% em floração. A produtividade média segue estimada em 10.000 quilos por hectare. A área de verão ficou em 20,5 mil hectares, ante 24 mil hectares do ano passado.

     

    SOJA: Agrodefesa busca junto ao Mapa prorrogação do prazo de semeadura em Goiás

    A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), em atendimento à demanda do setor produtivo, encaminhou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) ofício elaborado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) solicitando prorrogação de dez dias para a semeadura da soja no Estado. O calendário 2023/2024 em vigor estabeleceu o período de 25 de setembro a 31 de dezembro. No entanto, determinação do próprio Mapa já havia estendido o prazo para o dia 2 de janeiro. "O que estamos pretendendo agora é ampliar em mais dez dias o prazo para o plantio, para que ele se encerre no dia 12 de janeiro. Isso ajudaria o produtor rural do estado que tem sofrido com as condições climáticas adversas", defende o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos. O pedido ainda precisa ser avaliado pelo Ministério, que é responsável pela definição do calendário de safra em território nacional. "Queremos deixar claro ao produtor que estamos fazendo o que está ao nosso alcance para atender seus anseios. Assim que tivermos o posicionamento do Mapa vamos conferir ampla publicidade", afirma a gerente de sanidade vegetal da Agrodefesa, Daniela Rézio.