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    Rafael De Marco
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    Agronegócio

    AGRONEGÓCIO: Argentina expandirá programa de incentivo às exportações para além da soja

    A Argentina anunciou nesta segunda-feira que vai expandir e estender o programa de incentivo às exportações por um mês, a partir desta terça-feira, depois de o ministro da Economia, Sergio Massa, ter surpreendido e ficado na primeira posição no primeiro turno da eleição presidencial. O programa, que estava disponível para exportadores de soja e derivados, agora será oferecido a todos os setores exportadores, em uma tentativa de aumentar as vendas para o exterior e levar ao países moedas fortes para repor as escassas reservas do banco central. A medida entrará em vigor na terça-feira, e as empresas argentinas que exportam produtos do agro poderão trocar 30% da moeda externa que receberem em mercados alternativos de câmbio, que oferecem taxas mais vantajosas do que a oficial, afirmou Massa em entrevista coletiva a jornalistas estrangeiros. Os títulos da dívida soberana argentina caíram nesta segunda-feira, assim como a bolsa, depois de o político de centro-esquerda ter ficado na primeira posição no domingo, obtendo uma vaga no segundo turno. Massa, que comanda a economia há pouco mais de um ano, está à frente da pasta durante a pior crise da Argentina em duas décadas, com a inflação anualizada batendo 138% em setembro. O peronista também afirmou que fará mudanças no Orçamento de 2024, para incluir uma projeção de superávit primário de 1% do PIB (Produto Interno Bruto), em vez do plano anterior de propor um déficit de 0,9%.

     

    ALGODÃO: SAFRAS revisa intenção de plantio para 1,72 mi de ha para 2023/24

    A surpresa produtiva positiva fez a SAFRAS revisar para 3,22 milhões de toneladas a estimativa para a produção de algodão no Brasil na temporada comercial 23/24 (ano safra 22/23). Isso corresponde a um avanço de 24% em relação a temporada passada, quando o país produziu apenas 2,60 milhões de toneladas de algodão em pluma, informou a SAFRAS Consultoria. Também foi feito um ajuste na intenção de plantio para safra 23/24 (ano comercial 24/25), com SAFRAS revisando o crescimento na área semeada para 2,9% (1a intenção em julho apontou aumento de apenas 0,1%) agora projetada em 1,72 milhões de hectares (1,68 milhões hectares). É bom lembrar que o plantio da próxima safra tem início no próximo mês de novembro/dezembro e se estende ao longo do primeiro semestre de 2024 com o plantio de 2a safra no Mato Grosso. Com isso, o potencial de produção de 3,00 milhões de toneladas de algodão em pluma em 2024 (2,99 milhões de t na 1a intenção). Mesmo com a melhora, ainda deve ficar 7% abaixo da produção atual. A área ficou ligeiramente acima da intenção de plantio da Conab, que indica 1,71 milhão de hectares.

     

    SOJA: Line-up estima embarque de 257,47 mil t de óleo em outubro na Argentina

    O line-up, programação dos embarques argentinos para o óleo de soja, projeta a exportação de 257,47 mil toneladas em outubro, segundo compilação feita pela SAFRAS & Mercado. Até o momento, já foram embarcadas 42.85 mil toneladas. Em outubro de 2022, foram 94,381 mil toneladas. No mês passado, foram 244,531 mil toneladas. De janeiro a outubro, o line-up registra um acúmulo preliminar de 3,12 milhões de toneladas. No mesmo período do ano anterior, o número chegou a 3,675 milhões de toneladas.

     

    MILHO: Line-up prevê embarques de 8,848 milhões de toneladas pelo Brasil em outubro

    O line-up, a programação de embarques nos portos brasileiros, indicou que poderão ser exportadas 8,848 milhões de toneladas de milho em outubro, conforme levantamento de SAFRAS & Mercado. Desse total, 5,964 milhões toneladas de milho já foram embarcadas. Para novembro estão programados embarques de 6,308 milhões de toneladas de milho. Entre fevereiro/23 e janeiro/24, o line-up sinaliza embarques acumulados de 44,044 milhões de toneladas do cereal.

     

     

     

    CARNES: Embarques de genética avícola crescem 75,5% em 2023

    As exportações de genética avícola (incluindo ovos férteis e pintos de 01 dia) totalizaram 1,828 mil toneladas em setembro, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número supera em 52,9% o total embarcado no mesmo período do ano passado, com 1,196 mil toneladas. Em receita, as vendas do setor cresceram 29,3%, com US$ 17,8 milhões realizados no nono mês de 2023, contra US$ 13,7 milhões efetivados em 2022. No ano (janeiro a setembro), as vendas do setor acumulam alta de 75,5%, com 19,1 mil toneladas embarcadas em 2023, contra 10,8 mil toneladas exportadas em 2022. Com isto, a receita acumulada neste ano chegou a US$ 179,9 milhões em 2023, número 45,1% superior ao registrado no mesmo período de 2022, com US$ 124 milhões. A qualidade da genética avícola e o status sanitário têm permitido ao Brasil fortalecer seu papel como porto seguro para as nações que buscam genética de ponta, incluindo as nações que enfrentam desafios com a Influenza Aviária, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin. Maior importador da genética avícola do Brasil, as vendas para o México geraram receita de US$ 58,6 milhões entre janeiro e setembro deste ano, número 128% maior que o efetivado no mesmo período do ano passado. Outros destaques foram o Paraguai, com US$ 14,9 milhões (+17%), Peru, com US$ 23,5 milhões (+72%) e Venezuela, com US$ 6,5 milhões (+58%). Os países das Américas são hoje o principal destino dos embarques do setor, que projeta finalizar 2023 com resultados positivos em receita e em volume embarcado, destaca o diretor de mercados, Luis Rua.

     

    CARNE BOVINA: Exportações da Argentina caem 26,6% em setembro frente a agosto

    As exportações de carne bovina resfriada e congelada da Argentina em setembro atingiram 49,1 mil toneladas de peso de produto, por um valor de cerca de US$ 198,4 milhões. Na comparação com o mês de agosto de 2023, os volumes expedidos apresentam queda de 26,6%; enquanto o valor obtido mostra uma baixa de 23,1%, informou o Consórcio Argentina de Exportadores de Carne (ABC). Em termos anuais, os volumes exportados são 11,9% inferiores; enquanto o valor obtido foi 35,2% menor. O acumulado dos primeiros nove meses do ano de 2023 revela que as vendas externas de carne bovina resfriada e congelada ficaram próximas de 511,5 mil toneladas por peso do produto, por um valor de aproximadamente US$ 2,137 bilhões. Em comparação com os primeiros nove meses de 2022, os volumes exportados são 7,9% superiores; enquanto o valor obtido é 22,5% inferior. O preço médio de exportação da carne bovina resfriada e congelada foi de US$ 4.037 por tonelada no mês de setembro de 2023.

     

    SOJA: Clima ajuda e plantio chega a 87% na área da Coopavel (PR)

    A semeadura de soja tem bom ritmo na área de abrangência da Cooperativa Coopavel, que atua em 20 municípios do oeste e sudoeste do Paraná. De acordo com fonte da cooperativa, que concedeu entrevista exclusiva à Agência SAFRAS, a alternância de sol e chuva facilita os trabalhos de plantio e o desenvolvimento das lavouras. Chove e depois faz sol, e o produtor vai plantando, relata. Está bom demais, frisa, acrescentando que hoje amanheceu chovendo. Conforme relatório do dia 23 de outubro, 2% das lavouras já estão em fase de floração, 57% em desenvolvimento vegetativo e 41% em emergência. A produtividade média esperada é de 4.020 quilos por hectare. A área na temporada 2023/24 deve crescer quase 5% em relação à anterior, saindo de 400 mil para 418 mil hectares.

     

    COMBUSTIVEIS: Gasolina e diesel estão 7% e 6% mais baratos no Brasil do que no exterior

    Nesta terça-feira, o cenário médio de preços está 6% e 7% abaixo da paridade para o óleo diesel e para gasolina, segundo acompanhamento diário da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). A variação indica que o litro da gasolina está, em média, R$ 0,19 mais barato no mercado doméstico em relação ao preço ao praticado no exterior, enquanto o preço do diesel está, em média, R$ 0,24 mais barato internamente do que no Golfo do México, região usada como parâmetro para a comercialização desses combustíveis pelos importadores brasileiros, conforme relatório publicado hoje. De acordo com a Abicom, nos polos operados pela Petrobras, a defasagem nos dois combustíveis é de 7% em relação ao preço internacional, o que representa R$ 0,28 abaixo no diesel e R$ 0,22 menos na gasolina, conforme a medição de hoje. O preço de paridade de importação (PPI) é calculado pela Abicom usando como referência os valores para gasolina, óleo diesel, câmbio, RVO e frete marítimo nas cotações, considerando os fechamentos do mercado de ontem (23). "Apesar da estabilidade no câmbio e da ligeira redução nos preços de referência da gasolina e do óleo diesel no mercado internacional no fechamento de ontem, considerando que a Petrobras anunciou uma redução de R$ 0,12 por litro no preço da gasolina e um aumento de R$ 0,25 por litro no preço do óleo diesel a partir do último sábado (21). Assim, o cenário médio de preços está abaixo da paridade para o óleo diesel e para gasolina", comentou a Abicom, no relatório. A taxa de câmbio Ptax, calculada diariamente pelo Banco Central, fechou na sessão de sexta operando em patamar elevado (R$5,02) e pressionando os preços domésticos dos produtos importados, acrescentou. A entidade também registrou que a oferta apertada do petróleo segue pressionando os preços futuros da commodity.