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    Conecta traz um resumo dos principais fatos e acontecimentos que impactam o agronegócio no Brasil e no mundo para que o produtor rural termine o dia bem informado
    Rafael De Marco
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    Agronegócio

    SOJA: Plantio da safra brasileira 2023/24 está em 37,1%, aponta SAFRAS

    O plantio da safra de soja 2023/24 do Brasil está em 37,1% da área total esperada até o dia 27 de outubro. A estimativa parte de levantamento de SAFRAS & Mercado. Na semana anterior, o número era de 28,6%. Em igual período do ano passado, a área semeada era de 46,8 e a média de cinco anos é de 44,1%. SAFRAS indica plantio de 60% no Paraná e de 71% no Mato Grosso.

     

    CARNES: Arroba do boi gordo sobe mais de 23% desde setembro, após meses de preços baixos no Brasil

    A pecuária brasileira passou por momentos desafiadores nos primeiros oito meses do ano. Após fechar 2022 com a arroba a quase R$ 300,00, o mercado conviveu com quedas seguidas, chegando a R$ 196,00/arroba, em setembro, de acordo com levantamento do Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo (USP). Em setembro e até meados de outubro, o indicador reverteu as quedas e apresentou altas seguidas, com o preço em torno de R$ 240,00 - aumento de 23% quando comparado ao pior cenário em setembro. Analistas de mercado entendem que a tendência de queda parece ter cessado e que a pecuária apresenta bons sinais de recuperação. Para Cristiano Botelho, executivo da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), "o investimento em genética de qualidade e o cuidado com sanidade e nutrição são fatores que colaboram para reduzir os impactos econômicos e de produtividade". Especialistas apontam que o principal motivo pela mudança de cenário é a redução da oferta de bois para abate, o que faz com que os compradores intensifiquem a aquisição de animais para atender à demanda interna internacional por carne bovina. Profissionais avaliam que a projeção até o final do ano é de altas contínuas no valor pago ao produtor, pois a combinação de aumento do poder aquisitivo e as festas proporcionam crescimento da demanda nesse período, o que ajuda a puxar os preços da arroba do boi gordo, remunerando melhor os pecuaristas. O executivo da Asbia entende que a genética melhoradora reduz os impactos em ciclos de baixa e otimiza a produtividade e lucratividade nos momentos de alta. "O investimento em genética nunca deve ser reduzido. O custo é baixo para investimento em sêmen de touros altamente produtivos. Os pecuaristas devem continuar investindo para gerar pressão positiva na seleção, o que resultará em ótimos ganhos de produtividade a médio prazo". As informações são da assessoria de imprensa da Asbia.

     

    SOJA: Conab realizará leilão para compra de 26,7 mil unidades de óleo refinado

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizará leilão eletrônico para a compra de 26.733 unidades de óleo de soja refinado, embalado em recipientes de 900 ml. A aquisição atenderá à demanda do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), assegurando recursos por meio do Plano de Trabalho ADA nº 02/2023. O leilão está agendado para esta sexta-feira (27), sendo realizado na modalidade "viva-voz", utilizando o Sistema de Comercialização Eletrônica da Conab (SISCOE), com sede em Brasília-DF. A interligação ocorrerá por meio das Bolsas de Cereais, de Mercadorias e/ou de Futuros. As empresas participantes devem estar devidamente cadastradas e em conformidade com as normas e regulamentos estabelecidos para a participação. Isso inclui estar em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (SICAF), possuir habilitação jurídica, além de regularidade fiscal federal e trabalhista. As informações são da Conab.

     

    CAFÉ: Centro de Excelência em Cafeicultura oferecerá cursos técnicos e de graduação em Varginha (MG)

    Foi inaugurado em Minas Gerais, nesta quinta-feira (26), o Centro de Excelência em Cafeicultura do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Este centro oferecerá cursos técnicos e de graduação, formando profissionais especializados para o mercado de café e contribuindo para o desenvolvimento da cafeicultura no país. O projeto é liderado pela Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com o Sistema Faemg Senar. O Centro de Excelência em Cafeicultura está localizado em Varginha, no sul de Minas Gerais, e representa um investimento de mais de R$ 13 milhões em instalações. Com uma ampla infraestrutura, incluindo salas de aula, laboratórios, biblioteca e um auditório, o centro oferecerá educação técnica em cafeicultura e cursos de graduação relacionados. Ele faz parte de um projeto maior que visa estabelecer dez centros de educação profissional e tecnológica em várias regiões do Brasil. O objetivo principal do centro é promover o conhecimento, a pesquisa e o desenvolvimento de boas práticas na cafeicultura, aprimorando a competividade do setor. O curso técnico em cafeicultura será oferecido inicialmente de forma presencial, e posteriormente, o ensino a distância e cursos de graduação. Além disso, o centro sediará ações e eventos para fortalecer a cafeicultura a nível local, estadual e nacional.

     

    SEMANA SUINOS: Frigoríficos adotam postura cautelosa e preços despencam

    A semana registrou preços extremamente mais baixos tanto no quilo vivo quanto nos principais cortes de carne suína do atacado. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, os frigoríficos adotaram postura cautelosa nas tratativas envolvendo o vivo, avaliando que os cortes estão patinando e que a reposição entre atacado e varejo deve continuar sentindo lentidão no curto prazo. Outro ponto a ser considerado, de acordo com o analista, é que os cortes bovinos também começam a sinalizar para queda no atacado, o que pode pesar no curto prazo. "A expectativa é de um ambiente um pouco mais favorável de preços para novembro, por conta da entrada da massa salarial e parte do décimo terceiro na economia, o que pode estimular consumo", explica. "Diante do quadro apresentado neste momento, os suinocultores contam com poder de barganha comprometido, o que traz certo grau de apreensão, considerando que o custo da nutrição está firme no decorrer desta quinzena", alerta. "Deste modo, a tendência é de pressão sobre as margens da atividade", conclui Maia.

    Preços

    Levantamento de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo no país tiveram baixa na semana, de R$ 6,03 para R$ 5,91. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado recuou de R$ 10,47 para R$ 10,28 e a média da carcaça de R$ 9,73 para R$ 9,42.

     

    SEMANA ARROZ: Preços voltam a flertar com máxima histórica

    O mercado de arroz segue com movimentos estratégicos e preços cada vez mais próximos da máxima histórica. A maior presença compradora já reflete em um novo avanço nos indicativos, principalmente na região do Litoral Norte gaúcho, onde negócios pontuais têm sido reportados acima de R$ 115 pela saca de 50 quilos, a depender das condições, destaca o analista e consultor de SAFRAS & Mercado, Evandro Oliveira. No entanto, a ponta vendedora segue pouco interessada na comercialização, tendo em vista as preocupações a respeito do clima chuvoso no estado do Rio Grande do Sul. Com quase 70% da área plantada, a região da Fronteira Oeste enfrenta o alagamento de lavouras pela cheia dos rios, principalmente do Rio Uruguai, e o atraso no processo de semeadura preocupa os produtores, relata o analista. Em Maçambara, o elevado nível de umidade no solo impede a entrada de máquinas e implementos agrícolas, o que obriga os produtores a utilizarem a aviação agrícola para aplicar herbicidas. Já em Santa Catarina, o excesso de chuvas suspendeu o plantio em algumas áreas. Em vários locais, os alagamentos provocaram tombamento das lavouras e prejuízos no desenvolvimento, frisa o consultor. Em relação aos preços, a média da saca de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros e pagamento à vista), principal referencial nacional, encerrou o dia 26 cotada a R$ 105,08, apresentando um avanço de 1,05% em relação à semana anterior.

     

    SEMANA FRANGO: Mercado atacadista tem preços mistos; alta pode ocorrer no curto prazo

    O mercado brasileiro de frango registrou preços mistos tanto para o frango vivo quanto para os cortes negociados no atacado e na distribuição, se comparados à semana anterior. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, o mercado ainda se depara com firmeza em seus preços, com potencial para novos reajustes dos preços durante o último bimestre. De acordo com Iglesias, a Influenza Aviária ainda é um ponto relevante de atenção. "O Brasil segue mantendo um amplo trabalho de testagem e de vigilância para impedir a incursão da doença em seu plantel comercial. O país tende a ampliar as precauções a partir de novembro, período em que inicia as migrações das aves do hemisfério norte para o hemisfério sul", destaca. Em relação ao mercado atacadista, o analista explica que o ambiente de negócios ainda vislumbra a possibilidade de alta dos preços no curto prazo, considerando o auge do consumo no mercado interno como grande motivador. "A carne de frango ainda conta com a preferência da parcela da população que possui menor renda", afirma. "Além disso, as exportações permanecem em alto nível, com o Brasil mantendo o posto de grande alternativa para o fornecimento global de carne de frango. O país possui boa capacidade de fornecimento, atendendo as exigências dos grandes consumidores", analisa. "O cerne do problema deste final de ano está nos preços pagos pela carne de frango no mercado internacional, impactando nas receitas de exportação", conclui Iglesias.

     

    SEMANA MILHO: Produtor segura ofertas e preços seguem firmes no Brasil

    O mercado brasileiro de milho registrou uma semana de firmeza nos preços, em meio ao movimento de retenção de oferta observado em boa parte das praças de comercialização. Segundo a SAFRAS Consultoria, os produtores seguem atentos ao clima, ao andamento do plantio da safra de verão e à paridade de exportação para avançar ou não nas decisões de venda do cereal. O atraso no cultivo da soja, o que pode acabar diminuindo a janela ideal de plantio da safrinha do próximo ano, também ajudou a sustentar os preços. No lado da ponta compradora, em algumas localidades do país os consumidores se mostraram um pouco mais ativos na busca por lotes, como é o caso de São Paulo. Mas a procura pelo cereal ainda é discreta, já que esperam uma maior queda nos preços na medida que os produtores forem necessitando liberar espaços nos armazéns para a nova safra de soja. Também há uma expectativa de recrudescimento das exportações de milho do Brasil daqui para frente, perdendo espaço para o cereal norte-americano, o que abriria espaço para uma correção nas cotações. No mercado internacional, o viés seguiu baixista para as cotações, por conta do bom andamento da colheita nos Estados Unidos e da fraca demanda observada, até agora, para o cereal do país. A perspectiva de um clima mais favorável ao plantio e ao desenvolvimento das lavouras de milho no Brasil e na Argentina também influenciou um desempenho negativo na Bolsa de Mercadorias de Chicago.

     

    SEMANA BOI: Preços perdem força no Brasil com bom andamento das escalas de abate

    A semana foi marcada por um cenário de tentativas de compra de gado abaixo da referência média, o que contribuiu para um movimento de baixa nos preços com um melhor andamento das escalas de abate pelos frigoríficos. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, os preços da carne bovina passaram a recuar no atacado, sintoma que há bom volume de produto ofertado. A expectativa de um bom consumo nos meses finais do ano parece insuficiente para sustentar os preços neste momento. Talvez com uma oferta mais tímida de animais terminados, em especial na virada do mês de novembro para dezembro, haja espaço para uma alta dos preços, embora de maneira comedida, alerta.

     

    AÇÚCAR: Produção da região Norte-Nordeste cresce 20% na safra 2023/24

    O volume de cana-de-açúcar processado pelas usinas do Norte e Nordeste do País já supera em 10,2% o ritmo observado na safra passada. Até 30 de setembro, o total da safra já alcança 16,48 milhões de toneladas, segundo dados da Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio). Os números mostram que as usinas têm priorizado a produção de açúcar, que chegou a 599 mil toneladas, aumento de 19,8% ante as 500 mil toneladas produzidas no mesmo período da safra anterior. Mas o crescimento na produção de açúcar não impactou a produção de etanol, que também aumentou. "Apesar da migração de canas para a produção de açúcar, a produção de etanol cresceu 4,6% em relação ao mesmo período da safra passada. Na verdade, tanto a produção do açúcar quanto a do etanol cresceram", explica o presidente-executivo da NovaBio, Renato Cunha, que também é presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool do Estado de Pernambuco (Sindaçucar/PE). Da produção total de etanol no Norte e Nordeste, o anidro registrou aumento de 3,1% e o hidratado cresceu 6,4%. Segundo Cunha, a cana tem sido mais direcionada para a produção de açúcar porque essa commodity "possui uma equação de precificação mais estável do que o etanol, que tem menos estabilidade em sua regulação".

     

    ALGODÃO: Beneficiamento da safra do Brasil está em 74%

    A Abrapa estimou que o beneficiamento da safra 2022/23 de algodão no Brasil chegou a 74% no dia 26 de outubro. O Mato Grosso tinha 68% da safra beneficiada; Bahia, 90%; Goiás, 97,30%; Minas Gerais, 86% Maranhão, 70%; Mato Grosso do Sul, 92%; Piauí, 70%; São Paulo, 100%; e Paraná chegou a 100%.