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    VOCÊ CONECTADO: Fique ligado nas notícias do dia (27/12)

    Conecta traz um resumo dos principais fatos e acontecimentos que impactam o agronegócio no Brasil e no mundo para que o produtor rural termine o dia bem informado
    Rafael De Marco
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    Agronegócio

    ARROZ: Registros de exportação na temporada chegam a 1,152 milhão de t base casca

    De acordo com o último relatório de embarques nos portos brasileiros, o line-up, organizado por SAFRAS & Mercado, cerca de 30 mil toneladas ainda estão programadas para embarque no mês de dezembro, enquanto aproximadamente 37,51 mil toneladas já foram, de fato, embarcadas. Para janeiro, 22 mil toneladas já estão programadas para embarque ainda na primeira quinzena do mês. No acumulado para a temporada, os registros de exportação de arroz (base casca) chegam a 1,152 milhão de toneladas (março/janeiro). Em 2022, o acumulado era de 2,034 milhões de toneladas. Os principais destinos dos embarques são Venezuela, Costa Rica, Países Baixos e Senegal. Dois embarques também foram confirmados, totalizando 30 mil toneladas e 32 mil toneladas, importados da Tailândia e compreendendo arroz 100B, com previsão de chegada na segunda quinzena de janeiro de 2024, relata o analista e consultor de SAFRAS & Mercado, Evandro Oliveira. Já segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as vendas externas de arroz em casca atingiram apenas 67,4 toneladas até a quarta semana deste mês, enquanto as exportações do produto beneficiado alcançaram 16,36 mil toneladas no período. Já as importações do cereal beneficiado somaram 46,95 mil toneladas no período, enquanto compras externas para o arroz em casca totalizaram apenas 1 mil toneladas.

     

    COMBUSTIVEIS: Carga tributária não justificará aumento do diesel, diz Haddad

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou ontem (26) no final da tarde que a reoneração dos combustíveis, a partir de 1º de janeiro, não deve encarecer o preço que os consumidores pagam pelo litro do diesel nos postos de abastecimento. Segundo Haddad, o aumento da carga tributária que incide sobre o diesel, decorrente da retomada da cobrança dos impostos federais PIS/Cofins a partir do início do próximo ano, será amenizado pelas reduções de preço já anunciadas pela Petrobras. A cobrança do Pis/Cofins do diesel estava zerada desde 2022 como forma de conter a alta dos preços e, consequentemente, a inflação. Esta reoneração do diesel vai ser feita, mas o impacto [esperado] é de pouco mais de R$ 0,30, afirmou Haddad nesta terça-feira (26), após se reunir com o vice-presidente, Geraldo Alckmin, que também responde pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Poucas horas antes de Haddad conversar com jornalistas, a Petrobras já tinha anunciado corte de R$ 0,30 no preço do litro do diesel que vende às distribuidoras de combustível. Com isso, a partir de hoje (27), a estatal petrolífera passará a vender o produto por R$ 3,48. Segundo a empresa, no ano, a redução do preço de venda de diesel A para as distribuidoras chega 22,5%. A Petrobras anunciou, ontem, um segundo corte [do preço], no mês de dezembro. [Esta redução] mais que compensa a reoneração [que entrará em vigor em] 1º de janeiro, assegurou o ministro, garantindo não haver razões para alta do preço com a volta da cobrança dos impostos federais. Pelo contrário. Deveria haver uma pequena redução [do preço final]. “É para todo mundo ficar atento: quando vier um argumento de aumento de preço, não tem nada a ver. Estamos em um país de livre-mercado; os preços não são tabelados; mas no que diz respeito aos preços da Petrobras, neste mês de dezembro, o preço [do diesel] caiu mais que a reoneração de 1º janeiro.” De acordo com a própria Petrobras, contudo, o valor que o consumidor paga nos postos de revenda é afetado também por outros fatores como impostos, mistura de biocombustíveis e margens de lucro da distribuição e do próprio posto. As informações são da Agência Brasil.

     

    MILHO: Line-up prevê embarques de 7,569 milhões de toneladas pelo Brasil em dezembro

    O line-up, a programação de embarques nos portos brasileiros, indicou que poderão ser exportadas 7,569 milhões de toneladas de milho em dezembro, conforme levantamento de SAFRAS & Mercado. Desse total, 4,779 milhões de toneladas já foram embarcadas. O volume previsto supera as 6,411 milhões de toneladas embarcadas em dezembro do ano passado. Para janeiro/24 estão programados embarques de 2,208 milhões de toneladas de milho. Entre fevereiro/23 e janeiro/24, o line-up sinaliza embarques acumulados de 53,945 milhões de toneladas do cereal.

     

    AGENDA: Acompanhe os principais eventos do agronegócio na semana

    Acompanhe abaixo os principais eventos ligados ao agronegócio e à economia na semana até 29 de dezembro:
    -Quinta-feira (28/12) - Japão: A leitura preliminar da produção industrial de novembro será publicada na noite anterior pelo ministério da Economia, Comércio e Indústria. - A FGV divulga, às 8h, o IGP-M de dezembro. - O IBGE divulga, às 9h, o IPCA-15 de dezembro. - O Ministério do Trabalho divulga o Caged de novembro. - EUA: A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 13h pelo Departamento de Energia (DoE). - Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas - Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs. - Relatório de condições das lavouras da Argentina Ministério da Agricultura, na parte da tarde. - Dados sobre o desenvolvimento das lavouras no RS - Emater, na parte da tarde.
    -Sexta-feira (29/12) - Feriado bancário no Brasil. - O IBGE divulga, às 9h, a Pnad Contínua de novembro. - Exportações semanais de grãos dos EUA - USDA, 10h30.

     

    MILHO: Melhorias na extração de óleo na cadeia produtiva de etanol ajudam a garantir saúde financeira

    As estimativas de crescimento da UNEM - União Nacional do Etanol de Milho - preveem que a indústria de etanol de milho, que saltou de 520 milhões de litros em 2017/18 para uma projeção de 6,5 bilhões de litros em 2023/24, deve alcançar algo em torno de 11 bilhões de litros no ano-safra de 2030/31. Mesmo com perspectivas futuras favoráveis, o cenário de rentabilidade da indústria de etanol de milho brasileira se mostrou desafiador desde o início da pandemia até meados de 2023. Neste contexto, a indústria nacional passou a investir no aumento da rentabilidade da operação, tornando-se referência global em rendimento e tecnologia. O setor tem exemplos de que o caminho para manter a rentabilidade da operação passa pelo investimento em coprodutos. Nos Estados Unidos, desde 2012, ano que foi desafiador para a indústria, o óleo de milho vem sendo a saída para o aumento da rentabilidade da operação. Já no Brasil, a extração de óleo surgiu desde a instalação das primeiras plantas de alta capacidade e hoje, o que era restrito aos grandes produtores, está se tornando uma solução atrativa para todo mercado. O óleo de milho, apesar de representar o menor volume de produção em uma planta de etanol de milho, possui o maior valor agregado do processo. O produto já alcançou alto rendimento industrial no país, e figura como um investimento de alto retorno, com payback em menos de um ano de operação. Isto porque, ao extrair o óleo que seria vendido incorporado ao DDGS (Grãos Secos de Destilaria, destinados à nutrição animal), o produtor passa a contar com produto com valor 4 vezes maior. Hoje, o óleo de milho é direcionado para o mercado de ração animal, mas existem potenciais mercados como o de produção de biocombustíveis, a exemplo do biodiesel e o HVO. Esses mercados estão atualmente restritos pela baixa escala de volume produzido do óleo de milho, mas são os setores que estão puxando a demanda global de óleo e positivamente impactando seu preço.

     

    LAVORO: Distribuidora de insumos agrícolas conclui aquisição da Coram

    A Lavoro Limited (Nasdaq: LVRO), primeira distribuidora de insumos agrícolas da América Latina listada nos Estados Unidos, acaba de anunciar a aquisição do controle acionário da Coram Comércio e Representações Agrícolas ("Coram"), varejista com sede em Ituverava (SP). A aquisição da Coram, empresa consolidada no mercado de insumos agrícolas desde 1973, fortalece significativamente as operações da Lavoro nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás, além de reforçar sua exposição ao setor sucroalcooleiro. Fundada por César Luiz Mendonça, a varejista conta com 10 pontos de vendas, mais de 50 colaboradores e atende, aproximadamente, 1.200 clientes nesses três estados. Ruy Cunha, CEO da Lavoro, expressou entusiasmo com a aquisição: "Estamos muito satisfeitos em receber a Coram na família Lavoro. Seu legado de meio século, sólida reputação com as comunidades de agricultores que atendem e forte presença no mercado em São Paulo, Goiás e no sul de Minas Gerais complementam bem nossa presença existente na região. Esperamos que a parceria com a Lavoro traga valor adicional à base de clientes existente da Coram, com a expansão de seu portfólio de produtos e adição de novos serviços de valor agregado."

     

    SOJA: Paraguai triplica exportações em 2023 em base anual

    O volume de soja exportado pelo Paraguai até novembro de 2023 foi três vezes superior ao que foi embarcado no mesmo período de 2022, ou seja, 6,1 milhões toneladas, em comparação com 2,2 milhões de toneladas, disse a Câmara Paraguaia de Exportadores e Comerciantes de Cereais e Oleaginosas (CAPECO). A entidade indicou que a recuperação da produção, após a seca de 2022, traduziu-se em um maior volume de exportações, permitindo um faturamento de US$ 3,271 bilhões. Da mesma forma, dada a recuperação da produção, os derivados de soja, como óleos e pellets, tiveram aumentos significativos no volume expedido e notou-se um maior volume de processamento.

     

    SOJA: Fim do plantio é interrompido por excesso de chuvas na região de Santa Maria (RS)

    O plantio de soja na região de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, atingiu 95% da área destinada ao cultivo. O progresso representa um aumento de aproximadamente 5% em comparação com a semana anterior. A área é projetada em 1,063 milhão de hectares. No entanto, segundo o assistente técnico da regional da Emater/RS, Luis Fernando Rodrigues, em entrevista exclusiva à Agência SAFRAS, apesar da evolução, há preocupações em relação às condições climáticas que impactam diretamente o ritmo dos trabalhos. "Não será possível concluir a semeadura nessa semana devido às chuvas intensas, especialmente nas áreas de baixada, onde o solo não oferece condições adequadas para a operação das máquinas", destacou. Rodrigues mencionou que, na safra passada, os produtores já haviam concluído o plantio neste mesmo período. Até o momento, todas as lavouras estão em estágio de desenvolvimento vegetativo. "Na primavera-verão, tivemos pelo menos o dobro de chuvas em comparação com o ano anterior, o que impacta diretamente o andamento das atividades", conclui. Além disso, de acordo com a Emater/RS, deve haver uma redução não muito significativa da área semeada com a oleaginosa, principalmente na plantada em várzea. Porém, a estimativa de quantos hectares serão reduzidos ainda não foi estabelecida.

     

    CLIMA: Semana deve ter chuvas no norte e centro da Argentina

    De terça-feira a domingo, se esperam chuvas de intesidade variada no norte da Argentina. De terça a quinta-feira, podem ocorrer precipitações em Mendoza, San Juan, San Luis, La Pampa, centro e sul de Buenos Aires e Río Negro. Para sexta-feira e sábado, as chuvas são esperadas no NEA e de forma isolada em algumas localidades de Córdoba e Santa Fe, conforme informou o Departamento de Risco Agropecuário da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca do país.

     

    SOJA: Apesar de impacto climático, produtividade em 23/24 deve ficar estável para cooperados da Frísia

    Faltando cerca de um mês e meio para o início da colheita de soja no Paraná, a expectativa é que os cooperados da Frísia na região tenham estabilidade na produtividade. A média deve alcançar 69 sacas por hectare, número próximo das três últimas safras. No estado, são 117,6 mil hectares de área plantada na safra 23/24 pelos cooperados da Frísia, basicamente a mesma do período anterior, que foi de 117,5 mil. De acordo com o coordenador de Assistência Técnica Agrícola (Astec) Frísia, André Pavlak, a chuva em excesso atrasou o plantio da soja, entretanto, no geral, a cultura está se desenvolvendo dentro da normalidade. "A gente veio de uma safra boa de produtividade, que foi a 22/23, agora, por outro lado, foi uma safra de comercialização onde a expectativa era alta, mas acabou não se consolidando. Para esta safra, ainda tem bastante detalhe do ponto de vista produtivo que merece atenção, para entendermos como será lá na frente. Mas, de maneira geral, é positivo", explica Pavlak. Nesta safra, houve uma redução de 11% da área de milho primeira safra dos cooperados do Paraná, devido à perspectiva de rentabilidade do grão. Assim, houve uma migração para a soja. Os maiores municípios produtores de soja com cooperados da Frísia são Carambeí, Tibagi e Ponta Grossa, mas em todo o Campos Gerais há produção do grão. "Acredito que, em termos de doença, pelas chuvas, será desafiador, mas o cenário deve ser positivo. Na minha opinião, a maior cautela é em relação ao travamento de custo do produtor, para ele fazer isso de uma maneira consciente e não agregar um risco de comercialização na frente", destaca o coordenador da Astec Frísia.