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    Conecta traz um resumo dos principais fatos e acontecimentos que impactam o agronegócio no Brasil e no mundo para que o produtor rural termine o dia bem informado
    Rafael De Marco
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    Agronegócio

    ECONOMIA: Indice de Preços ao Produtor (IPP) mensal foi de 1,11% em outubro – IBGE

    Em outubro de 2023, os preços da indústria variaram 1,11% frente a setembro, terceiro resultado positivo seguido. Nessa comparação, 14 das 24 atividades industriais tiveram aumento de preços. O acumulado no ano (-4,43%) foi o menor já registrado para um mês de outubro desde o início da série histórica, em 2014. O acumulado em 12 meses ficou em -6,13%. Em outubro de 2022, o IPP havia sido -0,86%. O Indice de Preços ao Produtor (IPP) das Indústrias Extrativas e de Transformação mede os preços de produtos na porta de fábrica, sem impostos e fretes, e abrange as grandes categorias econômicas. As informações são do IBGE.

     

    ECONOMIA: PIB dos EUA deve crescer 2,4% em 2023 e 1,5% em 2024, aponta OCDE

    De acordo com o relatório Economic Outlook 2023 da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o PIB dos Estados Unidos vai crescer 2,4% em 2023 e 1,5% em 2024. "Espera-se que o crescimento no setor privado, o consumo e o investimento sejam moderados em resposta aos efeitos de medidas monetárias e monetárias mais restritivas. O crescimento do emprego irá abrandar ainda mais em resposta à procura mais fraca e a taxa de desemprego continuará a subir durante o primeiro semestre de 2024", afirma um trecho do relatório. Segundo a OCDE, a inflação diminuirá, permitindo a flexibilização da política monetária no segundo semestre de 2024 e recuperação do crescimento da procura interna em 2025. "A política monetária permanecerá restritiva no curto prazo, exercendo pressão descendente sobre a inflação, embora ainda permitindo o crescimento econômico, mas diminuirá gradualmente a partir do final de 2024". Os juros do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), que estão atualmente entre 5,25% e 5,5%, devem ficar elevados neste nível por conta da inflação.

     

    ECONOMIA: PIB do Brasil deve crescer 3% em 2023 e 1,8% em 2024 – OCDE

    No Brasil, o crescimento do PIB será de 3% neste ano e de 1,8% em 2024, de acordo com o relatório Economic Outlook 2023 da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). "A atividade econômica se recuperou fortemente no primeiro semestre de 2023, impulsionado por uma colheita agrícola excepcional e o consumo das famílias. Apesar das condições financeiras restritivas, os gastos das famílias permanecerão fortes devido ao crescimento dinâmico do emprego, diminuição da inflação e transferências sociais mais elevadas", diz o relatório. Para a OCDE, a flexibilização da política monetária que começou em agosto de 2023 tem mais espaço para reduções maiores nos juros. A política fiscal continua expansionista, mas se espera que a consolidação em 2024 atinja a meta de excedente primário de 1% do PIB exigida pela nova estrutura". A procura interna mantém o principal motor da atividade econômica. A criação de emprego continua a reforçar o rendimento das famílias, estimulando o forte crescimento do consumo das famílias. O investimento deverá melhorar devido a condições financeiras mais favoráveis. A aprovação da Reforma Tributária será fundamental para garantir o orçamento brasileiro, segundo a OCDE. "A implementação do novo quadro fiscal e o cumprimento das metas do saldo primário serão fundamentais para garantir a sustentabilidade da dívida e restaurar a confiança nas finanças públicas. A implementação de um sistema unificado de imposto sobre valor agregado simplificará a tributação de bens e serviços e reduzirá os encargos administrativos para as empresas", diz o documento.

     

    TRIGO: Excesso de chuvas em Campos Novos (SC) afeta qualidade e produtividade deve cair 50%

    A colheita de trigo em Campos Novos, na região central de Santa Catarina, chegou a 90% da área cultivada de 5 mil hectares, segundo o departamento técnico da Cooperativa Regional Agropecuária de Campos Novos Ltda (Copercampos). De acordo com o engenheiro-agrônomo Solimar Zotti, o excesso de chuvas na região acabou afetando a qualidade do cereal e o rendimento médio deve cair 50% frente ao previsto inicialmente, atingindo 2.400 quilos por hectare. Solimar informa que, após dias seguidos de precipitações, o tempo voltou a ficar mais aberto na região e deve continuar assim até domingo, o que possibilitará o encerramento da colheita. Ele acrescenta que boa parte do trigo ficou abaixo do padrão, devendo ser destinado a produção de ração.

     

    SOJA: Área da Coopavel (PR) tem uma semana de chuvas, mas lavouras seguem bem

    A área de abrangência da Cooperativa Coopavel, que atua em 20 municípios do oeste e sudoeste do Paraná, teve uma semana inteira de chuvas. De acordo com fonte da cooperativa, que concedeu entrevista exclusiva à Agência SAFRAS, hoje amanheceu com sol. Os institutos meteorológicos apostam em tempo seco até sexta-feira. E no fim de semana deve voltar a chover, acrescenta. Apesar do excesso de umidade, a situação das plantações ainda é boa, mesmo que os produtores não tenham conseguido fazer os tratos necessários. As lavouras estão bonitas, frisa o entrevistado. O plantio está quase finalizado, com 99,5% da área, estimada em 418 mil hectares. Conforme relatório do dia 27 de novembro, 22% das lavouras estavam em fase de enchimento de grão, 38% em floração, 36% em desenvolvimento vegetativo e 4% em emergência. A produtividade média esperada é de 4.006 quilos por hectare.

     

    ARROZ: Line-up aponta exportação de 85,266 mil toneladas em novembro

    De acordo com levantamento realizado pela agência marítima Williams Brasil, foi agendada a exportação de 85,266 mil toneladas de arroz no período de 1º a 28 de novembro, pelo Porto de Rio Grande. O relatório da agência leva em conta as embarcações já ancoradas e as que estão em largo esperando atracação.

     

    MILHO: Lavouras seguem com bom desenvolvimento na área da Coopavel (PR)

    As plantações de milho verão seguem com bom desenvolvimento na área de abrangência da Cooperativa Coopavel, que atua em 20 municípios do oeste e sudoeste do Paraná, apesar de uma semana seguida com precipitações. De acordo com fonte da cooperativa, que concedeu entrevista exclusiva à Agência SAFRAS, os produtores não conseguiram entrar nas lavouras, mas estas seguem bonitas. Hoje, amanhã e sexta-feira o tempo deve ser seco, relata, acrescentando que amanheceu com sol nesta quarta-feira. Mas a chuva deve voltar no final de semana, ressalta. Segundo relatório divulgado dia 27 de novembro, 22% das lavouras estavam em fase de enchimento de grão, 48% em floração e 30% em desenvolvimento vegetativo. A produtividade média está estimada em 10.000 quilos por hectare. O plantio, que já foi encerrado, foi confirmado em 20,5 mil hectares, ante 24 mil hectares do ano passado.

     

    CANA: Conab estima moagem de 614 mi t para o Centro-Sul em 2023/24

    A Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) divulgou hoje o terceiro levantamento da safra 2023/24 de cana-de-açúcar. Conforme a entidade, a previsão do total de cana moída no Brasil é de 677,602 milhões de toneladas (um novo recorde na série histórica), ante 610,804 milhões de toneladas em 2022/23, alta de 10,9%. A produção de cana da região Centro-Sul deve ser de 614,079 milhões de toneladas, 11,6% maior que a produção da safra anterior (550,115 milhões de toneladas). No Norte/Nordeste, a estimativa é de moagem de 63,523 milhões de toneladas em 2013/14, com elevação de 4,7% contra as 60,689 milhões de toneladas do ano passado. A área a ser colhida no Brasil foi avaliada em 8.352 mil hectares, alta de 0,7% se comparada com a safra 2022/23. Segundo a Conab, as condições climáticas e os investimentos do setor refletirão em aumento na produção de cana-de-açúcar. Apesar do início da colheita ter sido atrasado devido às chuvas constantes, até mesmo gerando reflexos na programação das unidades de produção, a moagem alcançou pouco mais de 90% na Região Centro-Sul. Na Região Nordeste, que possui um calendário que se estende até abril, a colheita ainda é incipiente nos principais estados produtores.

     

    MILHO: Lavouras estão com bom aspecto visual em Campos Novos (SC)

    As lavouras de milho de verão na safra 2023/24 em Campos Novos, na região central de Santa Catarina, estão com bom aspecto visual, apesar do clima adverso na região, marcado pelo excesso de chuvas, informa o departamento técnico da Cooperativa Regional Agropecuária de Campos Novos Ltda (Copercampos). Segundo o engenheiro-agrônomo Solimar Zotti, os 12 mil hectares cultivados no município estão em crescimento vegetativo. Houve registro de manchas nas lavouras por bacteriose, embora os produtores estejam conseguindo fazer o controle da enfermidade. Por enquanto, a expectativa é de o rendimento médio das lavouras possa ficar em 10.800 quilos por hectare. Conforme levantamento de SAFRAS & Mercado, até o dia 24 de novembro, o plantio de milho no estado em Santa Catarina estava completo em 98% dos 687,903 mil hectares projetados para a temporada 2023/24. A área deve recuar 4,3% frente aos 718,790 mil hectares cultivados na temporada 2022/23. A produção no estado deve atingir 4,677 milhões de toneladas em 2023/24, acima das 4,656 milhões de toneladas obtidas na safra 2022/23. A produtividade média esperada é de 6.800 quilos por hectare, superando os 6.478 quilos obtidos na temporada 2022/23.

     

    ETANOL: Exportações do Brasil diminuem 5,2% na safra 2023/24

    A exportação brasileira de etanol foi de 1,44 bilhão de litros na safra 2023/24, de abril a outubro, o que corresponde a uma queda de 5,2% na comparação com o mesmo período da safra passada, segundo dados do governo brasileiro. Os principais destinos do etanol exportado pelo Brasil nesta safra 2023/24, de abril a outubro, foram a Coréia do Sul, com participação de 36,6% no volume exportado no período, seguida pelos Estados Unidos, com 18,2%, e Holanda, com 17,8%. Juntos, os três países importaram 72,6% do volume comercializado pelo Brasil. A importação de etanol na safra 2023/24 foi de 30,4 milhões de litros, de abril a outubro, o que representa uma redução de 81,2% na quantidade de produto externo que adentrou o país no mesmo período da safra anterior, queda favorecida pela boa recuperação na produção frente à safra passada. Mais de 98% do volume de etanol importado pelo Brasil, de abril a julho, teve como origem o Paraguai. Em termos de valores, a exportação e a importação de etanol renderam US$ 910 milhões e US$ 19,4 milhões, respectivamente, correspondendo a um superávit de US$ 890 milhões durante a safra 2023/24, segundo dados do MDIC. Com informações da assessoria de comunicação da Conab.