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    Rafael De Marco
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    Agronegócio

    AGRONEGÓCIO: Brasil pode perder competitividade no exterior com regulamento antidesmatamento da UE, diz FAESP

    A União Europeia (UE) tem a meta de se tornar o primeiro continente com impacto neutro no clima até 2050. Recentemente, o bloco europeu aprovou o Green Deal (Pacto Verde), que engloba um conjunto de estratégias rumo à transição para uma economia verde, incluindo a publicação do Regulamento 2023/1115, conhecido como EU Deforestation Free Regulation (EUDR), que condiciona regras para as commodities agrícolas, exigindo que os produtos comercializados na UE tenham sido produzidos em áreas livres de desmatamento, a partir de 31 de dezembro de 2020. Entre as cadeias produtivas listadas na normativa estão café, cacau, soja, borracha, madeira, celulose, gado e óleo de palma (e seus derivados). Apesar de vigente, há um período de adaptação até que sejam aplicadas em definitivo as novas regras, sendo a partir de dezembro de 2024 para empresas e traders e a partir de junho de 2025 para pequenas e microempresas. De acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP), as novas regras afetarão algumas cadeias produtivas do agronegócio que exportam os produtos listados para o bloco europeu. A produção agrícola brasileira está cada vez mais evoluída em termos de sustentabilidade, porém, as novas exigências da União Europeia não consideram as particularidades do nosso Código Florestal e exigem uma declaração de diligência devida que acarretará custos e pode reduzir a competitividade e excluir, principalmente, pequenas e médias propriedades do comércio exterior, uma vez que as produções de maior escala não devem esbarrar em grandes mudanças para o controle da produção, destaca Tirso Meirelles, vice-presidente da FAESP. Para ele, a documentação adicional é o ponto de maior preocupação para o setor produtivo, pois, mesmo se o produtor estiver em acordo com os requisitos de sustentabilidade e leis locais, isto deverá ser comprovado por meio da diligência, que promoverá uma investigação detalhada de todos os possíveis impactos na atividade, considerando os aspectos sociais e ambientais. Existe um importante diálogo a ser provocado pela diplomacia brasileira junto à União Europeia na busca por ajustes e mais equilíbrio nas regras definidas, para que elas possam efetivamente ser cumpridas pelos produtores brasileiros, sem aumentar os custos da produção e exportação, o que pode provocar possível depreciação de preços e perda de competitividade de nossos produtos no mercado exterior, ressalta Meirelles. Uma proposta para reduzir o impacto do custo da apresentação da diligência pode ser viabilizada por meio de certificações governamentais, por exemplo, para comprovar que o produto está em acordo com as regras solicitadas pelo bloco europeu. Nesta linha, já está sendo desenvolvida uma plataforma digital, pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), com o objetivo de integrar, organizar, analisar e disponibilizar as informações referentes à agropecuária brasileira, garantindo a elegibilidade e rastreabilidade das cadeias produtivas.

     

    EMPRESAS: Vale faz primeiro transporte de minério de ferro em navio abastecido com biocombustível

    A Vale informou hoje que o navio Hinrich Oldendorff, construído em 2016 com capacidade para 209 mil toneladas, foi carregado com biocombustível B24 em Cingapura em 16 de outubro, na viagem de lastro para o Brasil. Ontem (29), o navio carregou o minério de ferro da Vale no Terminal da Ilha de Guaiba (TIG), em Mangaratiba (RJ), e consumirá o biocombustível no trecho carregado do Brasil para a Ásia. O biocombustível B24 a bordo é composto por óleo combustível e por biodiesel produzido a partir de resíduo de óleo vegetal de cozinha (286 toneladas), que representa cerca de 24% da mistura. O produto fornecido está em conformidade com a Diretiva para Energias Renováveis da União Europeia (EU RED) e é certificado pela International Sustainability & Carbon Certification (ISCC). A economia esperada de carbono equivalente (COeq) no ciclo de vida do combustível (well to wake) é de cerca de 18%, ou cerca de 785 toneladas de CO equivalente, contribuindo para a redução de emissões de Escopo 3 da Vale. O uso de biocombustível na viagem de transporte de carga faz parte do programa Ecoshipping, uma iniciativa de P&D desenvolvida pela área de navegação da Vale para reduzir as emissões de gases de efeito estufa do transporte marítimo, em linha com as ambições estabelecidas pela Organização Marítima Internacional (IMO). O programa está testando e desenvolvendo soluções para o uso de combustíveis alternativos para o transporte marítimo, além de liderar novas tecnologias de eficiência energética. "Estamos felizes em ter grandes parceiros de transporte marítimo comprometidos em apoiar nossas iniciativas e fazer isso acontecer, pois colaborações e parcerias genuínas serão a chave do sucesso", disse Michelle Gonzalez, Gerente Geral de Afretamento, Contratos de Longo Prazo e Operações da Vale. A Oldendorff Carriers já realizou testes de biocombustível em embarcações menores e para viagens mais curtas, mas esta será a primeira viagem completa da Oldendorff consumindo biocombustível em um Newcastlemax. "Estamos muito satisfeitos pelo fato de a Vale ter escolhido a Oldendorff Carriers para sua primeira viagem com biocombustível. Estamos ansiosos para explorar outras oportunidades junto com a Vale para promover o progresso dos setores de transporte marítimo e de mineração na obtenção de metas de sustentabilidade", afirma Patrick Hutchins, CEO da Oldendorff Carriers. As informações partem da Agência CMA.

     

    SOJA: Deral estima safra 2023/24 do Paraná de 21,752 milhões de toneladas

    O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (SEAB), estimou, em seu relatório mensal de novembro, que a produção da safra de soja em 2023/24 deve chegar a 21,752 milhões de toneladas, contra 22,358 milhões de toneladas da safra anterior (2022/23), com uma queda de 3%. A área plantada com soja na safra 2023/24 deve ficar em 5,806 milhões de hectares, contra 5,779 milhões na safra 2022/23. A produtividade média foi estimada em 3.749 quilos por hectare em 2023/24, abaixo dos 3.869 quilos registrados na safra 2022/23.

     

    CAFÉ: Safra do Paraná 2022/23 é estimada em 43,3 mil t, aponta Deral

    O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório mensal de novembro, que a safra 2022/23 do estado deve ficar em 43,3 mil toneladas, alta de 48% ante as 29,2 mil toneladas da temporada anterior (2021/22). A produtividade média em 2022/23 é estimada em 1.676 quilos por hectare, acima dos 1.127 quilos colhidos na temporada 2021/22. A área a ser colhida deve ficar em 25,8 mil hectares, 1% abaixo dos 26 mil hectares da temporada anterior.

     

    EMPRESAS: Santos Brasil inicia construção de terceiro terminal de granéis líquidos em Itaqui (MA)

    A Santos Brasil completou um ano de operações no Porto do Itaqui (MA) neste mês e deu início às obras de construção de seu terceiro terminal de granéis líquidos, o TGL2. Ao mesmo tempo, a Companhia continua com a ampliação dos terminais TGL1 e TGL3, iniciada em abril deste ano. Os empreendimentos aumentarão a capacidade atual de 50 mil m para 191 mil m até 2026 (cerca de um quarto da capacidade total esperada do porto), tornando a empresa um player relevante em um porto com enorme potencial de crescimento ligado ao agronegócio. As obras em andamento incluem a construção de novos tanques destinados ao recebimento, expedição e armazenagem de diesel, gasolina e biocombustíveis. Ao final do projeto, os terminais contarão com quatro novas linhas de píer dedicadas para combustíveis com acesso aos três berços públicos que operam granéis líquidos no porto. Os três terminais de Itaqui foram arrematados pela Santos Brasil em leilão realizado na B3 em abril de 2021, marcando o início da atuação da Companhia em graneis líquidos. Combinadas as outorgas de R$ 157,3 milhões e os investimentos iniciais em obras no valor de R$ 500 milhões, são mais de R 600 milhões destinados ao crescimento da movimentação de combustíveis no porto maranhense. Itaqui é hub de distribuição de derivados de petróleo para as regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Tem boa infraestrutura e está conectado a importantes ferrovias, que fazem do porto um corredor estratégico para o Centro-Oeste do Brasil, além dos mercados do Norte e Nordeste. Os terminais de granéis líquidos da Santos Brasil têm conexões com modais rodoviário, ferroviário, dutoviário e marítimo, e o porto tem capacidade para receber navios de até 155.000 toneladas DWT. Segundo o diretor de Granéis Líquidos da Santos Brasil, Carlos Quintero, a Companhia já se destaca pela qualidade no nível de serviço prestado, apesar do pouco tempo de atuação no mercado de combustíveis. "Chegamos para ajudar a atender a crescente demanda dos clientes e estamos crescendo em participação. Contamos com a excelência da Santos Brasil, que é referência em operações portuárias e logística, e com um time experiente e especializado na operação de granéis líquidos, que trabalha com muita segurança e dedicação", diz.

     

    SOJA: Plantio segue atrasado e atinge 70% da área em Goiatuba (GO)

    O plantio de soja em Goiatuba, no sul de Goiás, evoluiu nos últimos dias e atingiu 70% da área estimada de 78 mil hectares. As informações partem da Emater local. O engenheiro-agrônomo Alceu Marques Filho ressalta que os produtores vinham cultivando a oleaginosa até o dia 10 de novembro, mas após interromperam os trabalhos devido ao clima quente e seco. Apenas depois do dia 20, quando voltou a chover na região, é que os produtores retomaram o plantio. Comparativamente ao mesmo período do ano passado, quando 90% da área já estava plantada, há um atraso no cultivo de 15 dias. Alceu relata que as previsões de precipitações para a região não estão se confirmando de modo geral, muito embora tenha chovido 70 milímetros de domingo (26) para segunda-feira (27). Ainda que o plantio não esteja sendo finalizado em novembro, Alceu entende que a janela ainda é boa para a safrinha na região. Em termos de produtividade média, não é possível indicar se haverá ou não uma queda frente ao rendimento inicialmente previsto, de 3.800 quilos por hectare, até pelo fato de que há lavouras em condições visuais de razoáveis para boas. No momento as lavouras já plantadas se dividem entre as fases de floração (5%) e crescimento vegetativo (95%). Levantamento de SAFRAS & Mercado indica que o plantio da safra 2023/24 de soja em Goiás deverá ocupar 4,7 milhões de hectares. A área deve ser 3,3% maior frente aos 4,527 milhões de hectares plantados no ano passado. O cultivo no estado atingia 78% da área prevista até 24 de novembro. A produção esperada para a safra de soja é de 17,397 milhões de toneladas em 2023/24, abaixo das 18,2 milhões de toneladas obtidas em 2022/23. O rendimento médio das lavouras deve chegar a 3.720 quilos por hectare, contra os 4.020 quilos por hectare colhidos no ano passado.

     

    ARROZ: Dias de sol possibilitam tratos culturais no Rio Grande do Sul

    A semeadura do arroz avançou na região Sul e na Campanha no Rio Grande do Sul, e houve a retomada na Região Oeste, já que as chuvas ocorreram em apenas um dia no período. A breve sequência de dias ensolarados, sem umidade excessiva, possibilitou a realização dos tratos culturais atrasados nas lavouras estabelecidas, como a aplicação de fertilizante nitrogenado e a pulverização de herbicidas. As informações são do boletim semanal da Emater/RS.

     

    FEIJÃO: Plantio no Rio Grande do Sul não avançou na última semana

    A área semeada com feijão permaneceu sem alteração na última semana no Rio Grande do Sul. Aguarda-se a segunda safra em parte do estado e o início do primeiro cultivo, programado para dezembro nos Campos de Cima da Serra, que detêm a maior área de cultivo estadual. As condições ambientais foram um pouco mais favoráveis e interferiram positivamente na sanidade das lavouras. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, 10% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo; 20%, em floração; 40%, em enchimento de grãos; e 30%, em maturação. Em função das condições ambientais favoráveis e ao manejo adotado pelos agricultores, como controle de pragas e doenças bem como adubação nitrogenada, a cultura apresenta desenvolvimento vegetativo satisfatório. A expectativa de produtividade atual está estimada em 1.920 kg/ha. Na de Ijuí, as condições climáticas mais secas, associadas à elevada luminosidade, promoveram melhorias na sanidade das lavouras. Atualmente, 24% da cultura encontra-se em desenvolvimento vegetativo; 49%, em fase de floração; 23%, em granação; e 4%, em estágio de maturação. Na de Soledade, as lavouras mais precoces enfrentam problemas decorrentes das más condições climáticas ao longo do ciclo, projetando-se redução na produtividade durante a fase de enchimento de grãos. Já as lavouras intermediárias, semeadas em outubro e início de novembro, sofrem impacto devido ao excesso de chuvas, ventos e granizo, mas há perspectivas mais favoráveis em comparação às lavouras precoces. Os atuais estágios de desenvolvimento são: vegetativo, 35%; florescimento, 40%; e enchimento de grão, 25%. As informações são do boletim semanal da Emater/RS.

     

    MILHO: Plantio atinge 85% da área no Rio Grande do Sul

    O plantio de milho atinge 85% da área no Rio Grande do Sul. Segundo a Emater/RS, na semana passada eram 82%. Em igual momento do ano passado, os trabalhos atingiam 82%. A média para os últimos cinco anos é de 85%. O aumento de horas de sol foi altamente benéfico para as lavouras em todas as fases de desenvolvimento. De maneira geral, as noites amenas e o calor moderado durante o dia também se mostram mais propícios. Destaca-se que houve melhoria no aspecto visual das avouras e na coloração das plantas, indicando a redução do estresse, provocado pelo excesso de umidade em áreas de relevo plano. A semeadura prossegue, mas a área semeada evoluiu pouco em função da priorização da operação na cultura da soja. A área total plantada evoluiu significativamente apenas no Nordeste. Em termos fitossanitários, há preocupação com controle da cigarrinha e com o aumento na incidência de bacterioses e enfezamento do milho. Nas lavouras mais afetadas, as plantas estão morrendo antes do completo enchimento dos grãos, resultando em prejuízos na produtividade. As espigas, ainda verdes, não se mantêm eretas como o habitual e gradualmente se curvam, interrompendo a circulação de seiva entre os colmos e os grãos. A incidência de doenças e pragas enfraquece o colmo, levando à queda das plantas. As informações são do boletim semanal da Emater/RS.

     

    SOJA: Plantio atinge 50% da área no Rio Grande do Sul

    O plantio da soja atinge 50% da área no Rio Grande do Sul. Na semana passada, os trabalhos chegavam a 25%. Em igual período do ano passado, 70%. A média para os últimos cinco anos é de 75%. O período foi caracterizado por intensa atividade de semeadura. A diminuição das precipitações e o aumento do número de dias ensolarados, em comparação às semanas anteriores de novembro, possibilitaram um considerável avanço no plantio. A elevada insolação e as temperaturas mais altas contribuíram para uma rápida redução da umidade superficial do solo, ampliando o período de semeadura desde as primeiras horas até o período noturno. No entanto, a umidade mais elevada no perfil inferior resultou em maior revolvimento do solo tanto no sulco de incorporação de fertilizantes quanto no sulco de deposição de sementes. Há preocupação por parte dos produtores em relação ao atraso dos trabalhos, que pode impactar negativamente a produtividade, além de impossibilitar a implementação de um plantio escalonado, que facilitaria os manejos culturais subsequentes. Em relação ao aspecto fitossanitário, em algumas regiões, constataram-se sintomas de doenças de solo, como o damping off (tombamento e morte das plântulas por apodrecimento), em parte das lavouras semeadas no período anterior, demandando a necessidade de replantio. As informações são do boletim semanal da Emater/RS.