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    Conecta traz um resumo dos principais fatos e acontecimentos que impactam o agronegócio no Brasil e no mundo para que o produtor rural termine o dia bem informado
    Rafael De Marco
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    Agronegócio

    CANA: Finep investe R$ 180 milhões em projetos de biotecnologia e sementes

    O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) vai receber investimento de R$ 180 milhões de reais por parte da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Os recursos serão aplicados em projetos de biotecnologia (variedades transgênicas) e de sementes (novo sistema de plantio). Criado em 1969, o CTC é uma empresa de biotecnologia e inovação, líder global em ciência da cana-de-açúcar. A empresa tem um dos maiores bancos de germoplasma de cana do mundo, com mais de 5 mil variedades. Nos laboratórios em Piracicaba (SP) e Saint-Louis (Missouri-EUA), os cientistas do CTC desenvolvem trabalhos de ponta em melhoramento e engenharia genética. O portfólio da companhia reúne variedades de cana de alta produtividade e resistentes a pragas. As nossas tecnologias estão focadas no desenvolvimento de melhoramento genético, biotecnologia, solução de plantio do projeto sementes, entre outras técnicas disruptivas e sustentáveis para o setor sucroenergético, diz a diretora do CTC, diz Denise Francisco, diretora Financeira e de Relações com Investidores do CTC. Nos últimos dez anos, o CTC investiu R$ 1,3 bilhão de reais em pesquisa e desenvolvimento. Segundo Denise, ao oferecer ao mercado variedades de cana mais produtivas, eficientes e sustentáveis, o CTC contribui para a evolução do Brasil como provedor de energia limpa e renovável, como etanol e bioeletricidade, além de líder mundial de açúcar.

     

    CARNES: Última campanha de vacinação contra febre aftosa em SP começa hoje

    A Secretaria de Agricultura e Abastecimento divulga nesta terça-feira (31/10), o lançamento da última campanha de vacinação contra febre aftosa no Estado de São Paulo, na Unoeste, em Presidente Prudente, durante o III Fórum Paulista de Febre Aftosa, promovido pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária. Ao final desta etapa, São Paulo receberá o status de zona livre de febre aftosa sem vacinação, comprovação da excelência em sanidade animal no Estado. Na última campanha de vacinação, em maio de 2023, foram imunizados cerca de 11 milhões de animais, o que representa 99,99% do rebanho bovino e bubalino. Após o anúncio, o secretário Guilherme Piai participa da cerimônia de abertura do III Fórum Paulista de Febre Aftosa, que reunirá a cadeia produtiva pecuária com o objetivo de esclarecer as principais mudanças no sistema de vigilância e prevenção da doença, benefícios econômicos do novo status e importância do Fundo de Desenvolvimento da Pecuária do Estado de São Paulo (FUNDEPEC-SP). As informações são da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

     

    TRIGO: Colheita em Mafra (SC) atinge 40% da área, com rendimento ruim

    A colheita das lavouras de trigo cultivadas em Mafra, no Planalto Médio de Santa Catarina, está paralisada devido ao clima chuvoso na região. Até agora, de acordo com o departamento técnico da Cooperativa de Produção e Consumo Concórdia (Copérdia), cerca de 40% da área foi colhida e o rendimento médio está ruim, bem abaixo dos 3.600 quilos projetados inicialmente, ficando em 2.400 quilos por hectare. A fonte ressalta que as lavouras estão na fase de maturação e, devido às constantes chuvas, algumas áreas prontas para serem colhidas há duas semanas, estão apresentando brotação. Pelo menos até a próxima semana não há perspectiva de melhora do clima a ponto de permitir a retomada da colheita.

     

    GRÃOS: Dobradinha de milho e sorgo pode reduzir riscos na segunda safra

    A escassez de chuvas e precipitações irregulares no Brasil Central entre setembro e outubro foram suficientes para ligar o sinal de alerta entre os produtores brasileiros. Sem condições ideais de cultivo em sequeiro, muita gente teve de atrasar a entrada da soja (safra de verão), o que, em princípio, poderia comprometer a segunda safra caso se levasse em conta apenas o cultivo do milho. No entanto, a possibilidade de uso do sorgo granífero após a colheita da soja plantada mais tardiamente, pode reduzir sensivelmente este risco, funcionando como uma espécie de "esteio" ou "seguro" para o agricultor, abrindo a possibilidade de maior rentabilidade para todo o sistema. Como o sorgo tem um ciclo menor de cultivo (alguns necessitam de 20 dias a menos do que o milho) e menos necessidade de água no solo (até metade, dependendo da semente), ele tornou-se opção ao produtor em situações em que o milho, em plantio mais tardio, pode ser comprometido por uma escassez hídrica ou frio intenso (geadas). Isso se consolidou fundamentalmente nas últimas safras graças ao avanço tecnológico da cultura do sorgo no Brasil e aos cuidados e ajustes de manejo por parte do produtor. Willian Sawa, diretor-executivo da Latina Seeds (empresa de desenvolvimento, produção e comercialização de sementes de milho e sorgo), avalia as opções e tendências tanto para a pecuária quanto para a agricultura: "Os pecuaristas do Brasil Central estão preocupados em fazer uma boa safra de milho e sorgo para garantir volume suficiente de silagem de planta inteira (volumoso energético) tendo assim o que oferecer ao gado nos meses secos de inverno". Já para quem está focado na produção de grãos na safrinha, Sawa, que é uma das lideranças do Movimento + Sorgo, entende que a dobradinha dos cereais tem tudo para assegurar rentabilidade ao agricultor: "As áreas 'do cedo' da soja na safra de verão, darão lugar à safrinha de milho de alta performance. Já onde houve atraso considerável na semeadura da soja, o sorgo granífero ou sorgo palhada são as opções". Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o cultivo de sorgo grão está em plena expansão no Brasil. De acordo com boletim datado de setembro de 2023, a área plantada saiu de 1.130.400 hectares na safra 21/22 para 1.417.800 hectares na safra 22/23, representando um avanço de 25,4%. No mesmo comparativo, a produção teve um desempenho ainda maior (fruto de mais produtividade), saindo de 3.120.400 toneladas para 4.786.800 toneladas, um surpreendente salto de 53,4% em apenas um ano.

     

    SOJA: Preços do óleo e farelo sobem em Mato Grosso em outubro ante setembro

    Em outubro/23, as médias dos preços do farelo e do óleo de soja em MT apresentaram aumento de 3,12% e 0,38% no comparativo mensal, fechando o mês em R$ 2.120,83/t e R$ 4.403.25/t, respectivamente. Pelo lado do farelo, esse acréscimo se deve à alta nas cotações do produto na bolsa de Chicago, e do óleo pela valorização do valor do petróleo Brent. No entanto, apesar do aumento mensal, quando comparado com o mesmo período do ano passado, as cotações dos subprodutos da soja apresentaram desvalorização de 12,94% (farelo) e de 32,39% (óleo). O recuo foi pautado pela queda no preço da soja em grão, que na parcial de out/23 (média até o dia 27) exibiu redução de 12,55% ante o mesmo período de out/22. Por fim, o aumento nos preços mensais dos subprodutos influenciou na margem bruta das indústrias em out/23, que apresentou avanço de 4,49% no comparativo mensal. As informações constam no Boletim Semanal do Imea - Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola.

     

    CARNES: Brasil deve abater 48,960 milhões de suínos em 2024

    Os abates de suínos no Brasil em 2024 devem atingir 48,960 milhões de cabeças, segundo projeções de SAFRAS & Mercado, com um incremento de 1,3% frente ao volume previsto para este ano, de 48,329 milhões de animais. SAFRAS destaca que, se o volume esperado para este ano for confirmado, haverá um crescimento de 1,2% perante os 47,757 milhões de suínos abatidos em 2022.

     

    AGRONEGÓCIO: ApexBrasil leva 23 empresas à CIIE, maior feira multissetorial da China

    Entre os dias 5 e 10 de novembro, 23 empresas brasileiras de alimentos e bebidas irão expor na China International Import Expo (CIIE), a maior feira multisetorial do país asiático. Pela sexta vez consecutiva, a delegação do Brasil no evento, que acontece em Xangai, é liderada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e com o Ministério das Relações Exteriores (MRE). A expectativa é que a participação na CIIE 2023 gere US$ 120 milhões em negócios, entre acordos imediatos e contratos firmados ao longo dos 12 meses seguintes. Além de fortalecer a imagem do país na China, um dos nossos parceiros comerciais mais relevantes, a participação brasileira na CIIE busca consolidar o Brasil como um dos principais exportadores mundiais de alimentos e bebidas. As 23 produtoras e tradings estarão em estandes individuais no Pavilhão de Alimentos e Produtos Agrícolas, expondo produtos como carnes, mel e própolis, vinhos e espumantes, cafés, sucos e açaí. Entre elas, há pequenas e médias empresas que estão iniciando sua jornada exportadora.

     

    MERCADO AÇÚCAR: Preços seguem firmes com chuvas aumentando no Centro-Sul

    Os preços do açúcar cristal ficaram estáveis no mercado físico paulista nesta terça-feira. Em Ribeirão Preto, a saca de 50 quilos do açúcar cristal com até 150 Icumsa teve preço de R$ 157,00 (28,22 centavos de dólar por libra-peso). O etanol hidratado se mostrou 47,80% mais baixo que o açúcar bruto em Nova York equivalendo a US$/cents 12,59 [PVU] e 45,56% menos vantajoso que o açúcar cristal de Ribeirão Preto, equivalendo a R$ 50kg 83,90 [US$/cents 15,08]. As chuvas seguem presentes nas principais regiões produtoras de cana do Centro-Sul. Segundo dados da Consultoria SAFRAS & Mercado, as chuvas devem se avolumar em novembro, dezembro e janeiro. Com isto, a fase final da moagem de cana da temporada 2023/24 deverá ser marcada por forte atraso e antecipação de entressafra por várias usinas. Ao contrário do que se esperava, a extensão do calendário de moagem para esta temporada provavelmente não será possível, visto que as chuvas devem se prolongar até o fim de janeiro de 2024.