Com a palavra, Aretuza Negri

Conheça a influenciadora digital do Agro que tem mais de 35 mil seguidores nos dias hoje. Mais uma história inspiradora trazida pelo Conecta em parceria com a Rede UMA

Diversidade, Equidade & Inclusão

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“Nasci em Rio Brilhante (MS), em 1987. Meu pai (Jorge Negri) trabalhava em uma usina naquela cidade. Mas, com pouco mais de um mês de vida, nos braços de minha mãe (Rosangela Negri), acompanhei a família que se mudou para o interior de São Paulo, pois o pai foi trabalhar em outro grupo de usinas. Ele sempre trabalhou em uma área bem tecnológica, que é a área de colheita mecanizada. Isto trouxe muitas oportunidades e fincamos raízes em Piracicaba.”

 

“Por isso, eu tive uma infância muito ligada ao setor Agro. Não só por causa da profissão do meu pai, mas também porque meu avô (Silvio Negri) tem uma pequena propriedade em Piracicaba e nós vínhamos passar as férias aqui. Meus pais sempre nos ensinaram a valorizar o trabalho do produtor rural”.

 

NA USINA

“Quando chegou a hora do vestibular, foi óbvio que eu quisesse prestar Agronomia, mas eu queria em uma universidade específica, a ESALQ, unidade da Universidade de São Paulo voltada ao ensino, pesquisa e extensão nas áreas das ciências agrárias, sociais aplicadas e ambientais. Fica aqui em Piracicaba”.

 

“Eu não passei por quatro pontos. Em paralelo, acabei desenvolvendo um trabalho voluntário em uma usina. Esta atividade era muito ligada ao Serviço Social. E tive a oportunidade de cursar Serviço Social pelas Faculdades Integradas Maria Imaculada, também em Piracicaba”.

 

VOLTA PARA O AGRO

“Depois de passar pelo serviço público, fui trabalhar com registro de imóveis, onde tive muito contato com propriedades e produtores rurais. Nestes contatos sempre ficava aquela sementinha: ‘Volta pro Agro’ (risos). Foi então que descobri que, no mesmo prédio, havia uma empresa voltada para soluções para Agronegócio. Resolvi mandar meu currículo. Foi quando tive a oportunidade de trabalhar na área administrativa por lá, sendo que já havia concluído a minha primeira pós-graduação na Faculdade Anhanguera, voltada para gestão de pessoas”.

 

“Dentro desta empresa senti a necessidade de ampliar meu networking. Quando olhei para a rede social em que eu era mais ativa, que era voltada para a construção de contatos profissionais (Linkedin), percebi que ali eu me conectava com a galera mais antiga do Agro. Então, pensei: ‘Quem está chegando agora e qual é o público que está abraçando o Agro?’. Foi quando comecei a pesquisar e vi uma atuação muito forte de mulheres e de jovens deste setor em outra rede social. Foi quando abracei a proposta de criar um perfil no Instagram”.

 

QUASE POR ACASO

“Nunca tive a intenção de me tornar uma influenciadora digital. Mas, em três meses, o @elaedoagro chegou a 5.000 seguidores e eu achava que isso era o normal, por causa das minhas referências. Foi quando um mentor amigo meu e parceiro de várias agências chegou e disse: ‘Arê, ou você abraça isso que você está fazendo com todas as suas forças, ou você dá espaço para quem quer passar’. Tentei argumentar que eu mesma não tinha as referências e ele respondeu: ‘Você não está entendendo que você é uma destas referências’. Percebi que estava fazendo parte do start deste movimento!”

 

“Isso me encorajou muito e deu gás. Foi quando comecei a profissionalizar o perfil, monetizar as ações, registrar a marca, abrir uma empresa e, hoje, encaro o @elaedoagro como o meu principal negócio”.

 

“Como o meu conteúdo sempre foi muito informativo, mesmo depois que comecei a impulsionar as ações do perfil, não fecho exclusividade. Gosto de trazer produtos para que o produtor rural analise o que é mais viável para dentro de sua propriedade. Evito o que seja tendencioso. Obviamente que trabalho com marcas em que confio e que fazem sentido para mim”.

 

FEMININA E COMPETENTE

“Entra aqui a questão do feminino, que falo enquanto feminilidade. Comecei a trazer esta temática para o canal porque muitas meninas me procuravam para revelar que tinham vergonha de passar um batom, porque não sabiam o que iam falar delas na lavoura ou em seus ambientes de trabalho. Percebi que muitas mulheres estavam se anulando para conseguir respeito. Mas a minha feminilidade não limita a minha competência. Sou muito feminina, gosto de andar maquiada, de salto alto e isso não quer dizer que eu não desenvolva um trabalho de forma competente. Mostrar este feminino dentro do Agro ajuda a encorajar outras mulheres a se sentirem mais seguras em um ambiente predominantemente masculino”.

 

ALÉM DA PORTEIRA

“O @elaedoagro foi se desdobrando a tal ponto que começou a sair da porteira. Hoje, percebo que meu conteúdo não é só para a mulher que está para dentro da porteira. É para a mulher que está na indústria, na gestão, na cidade. É para a dona de casa que vai ao supermercado comprar um alimento que veio da produção rural”.

 

“O perfil está assumindo esta maturidade e eu fico muito feliz com isso! Até brinco com isso quando digo que fico radiante quando vejo uma influenciadora de um nicho totalmente diferente do meu falando do @elaedoagro. Isso significa que meu discurso está atingindo quem eu tenho que atingir e informar, que também é quem precisa conhecer mais sobre o Agro. Isso é muito significativo para mim”.

 

*O artigo completo pode ser lido no site da UMA: https://umaportodas.com.br/noticias/eu-sonhei-em-ser-e-me-tornei-uma-mulher-do-agro/

 

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