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    Ciência, tecnologia e inovação para todas

    Comissão da ONU sobre a Situação das Mulheres aponta a educação na era digital como fator essencial para acelerar a igualdade de gênero
    Rafael De Marco
    Crédito: Arquivo
    Crédito: Arquivo

    Tags:

    Diversidade

    Mulher

    Inclusão

    A 67ª sessão da Comissão sobre a Situação das Mulheres (CSW67) – o maior encontro anual da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre igualdade de gênero, empoderamento de mulheres e meninas e seus direitos humanos – reafirmou a importância da participação e liderança plena, igualitária e significativa das mulheres e meninas na ciência, tecnologia e inovação.
    Expressou ainda preocupação com o progresso limitado na redução da lacuna de gênero no acesso e uso de tecnologias, conectividade, alfabetização digital e educação. Outro ponto de atenção é a continuidade e inter-relação entre violência offline e online, assédio e discriminação contra mulheres e meninas e condenou o aumento de tais atos.     
     
    A Comissão pediu um aumento significativo dos investimentos dos setores público e privado para superar a lacuna digital de gênero e apoiar ecossistemas de inovação mais inclusivos, além da promoção de tecnologia e inovação seguras e sensíveis a gênero.
     
    Também apelou por uma educação de qualidade inclusiva e equitativa em ciência, tecnologia, engenharia e matemática, tecnologia da informação e comunicação e alfabetização digital para garantir que todas as mulheres e meninas possam prosperar em um mundo em rápida mudança.   
     
    Ciência, tecnologia e inovação para todas 1

    5 iniciativas para promover a inovação, mudança tecnológica e educação na era digital para alcançar a igualdade de gênero:
     
    1– Desenvolvimento de ferramentas e serviços digitais para atender às necessidades de todas as mulheres e meninas, entre setores e geografias, especialmente para sua educação, saúde, capacitação econômica e engajamento na vida pública, e garantir que mulheres e meninas tenham acesso à alfabetização e habilidades digitais durante todo o seu curso de vida.
     
    2– Integração de gênero nas políticas digitais para remover barreiras ao acesso igualitário de todas as mulheres e meninas, incluindo aquelas que vivem na pobreza, em áreas rurais, marítimas ou remotas, com deficiências, mulheres e meninas indígenas, mulheres e meninas migrantes, e mulheres mais velhas.
     
    3– Promoção de uma política de tolerância zero para a violência baseada no gênero que ocorre através do uso da tecnologia ou é amplificada por ela, e garantia de que as entidades dos setores público e privado priorizem sua prevenção e eliminação.
     
    4– Integração de uma perspectiva de gênero na concepção de tecnologias emergentes e adoção de regulamentações para garantir que elas estejam sujeitas a salvaguardas adequadas para combater novos riscos, estereótipos de gênero e normas sociais negativas, violações de privacidade de dados, e melhora da transparência e da responsabilidade.
     
    5– Promoção de políticas e programas para alcançar a paridade de gênero em campos científicos e tecnológicos emergentes e criação de locais de trabalho de apoio e ambientes educacionais, inclusive através de educação que responda às questões de gênero, soluções de ensino à distância e abordagens interdisciplinares combinando o ensino de ciências sociais e campos científicos.
     
    Com informação da ONU Mulheres
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