Pioneirismo feminino na John Deere – Parte 1

Conheça as trajetórias de Maristela Centenaro e Cristine Ullmann e descubra como elas ajudaram a ampliar horizontes e inspirar mais mulheres a conquistar novos espaços

Diversidade

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Encontrar mulheres em todas as esferas do agronegócio é uma realidade crescente. No campo, nos prestadores de serviços ou nas indústrias do setor, a voz feminina ganha novos contornos e elas conquistam espaço de maneira irreversível. O caminho para chegar até aqui, porém, não foi fácil para muitas delas. Tiveram de romper barreiras impostas pelos colegas homens e, algumas vezes, até mesmo na esfera familiar. Muitas inspiraram – e continuam inspirando – outras mulheres a acreditarem na importância dessa luta. Uma briga que valeu a pena ter comprado.

Algumas dessas pioneiras fazem parte da história da John Deere. A empresa pretende continuar esse percurso ao estabelecer como uma das metas de Diversidade & Inclusão que 23% dos cargos de lideranças sejam ocupados por mulheres até 2022. No Centro de Distribuição de Peças para América do Sul, em Campinas (SP),  inclusive, isso já é uma realidade. Na primeira parte, vamos contar a história de Maristela Centenaro e Cristine Ullmann. Acompanhe a seguir.

ROMPENDO BARREIRAS DESDE A CONTRATAÇÃO
O ano era 1985 e a John Deere só detinha 20% da SLC. Porém, observando o desempenho dos produtores de soja do Estado do Rio Grande do Sul, não era difícil concluir que fabricar colheitadeiras era um negócio e tanto. Foi o que motivou Maristela Centenaro a deixar seu emprego no antigo Banco Nacional para trabalhar no departamento financeiro da SLC. Dizer que aquele momento foi como um novo nascimento é quase um trocadilho do destino. Antes mesmo de começar a trabalhar, Maristela fez uma descoberta que mudaria a sua vida. Ela estava grávida, esperando seu primeiro filho.
Ficou feliz com a notícia, naturalmente. Mas a alegria de em breve se tornar mãe veio junto com uma preocupação (que jamais passaria pela cabeça dela se fosse um homem): como ficaria seu novo emprego? Apreensiva, procurou o RH e explicou: “não vou poder trabalhar com vocês. Acabei de descobrir que estou grávida!” Não esperava a resposta que recebeu. “Se você for eficiente, isso não será um problema. Vai continuar sendo nossa funcionária, sim.”

Foi um alívio para Maristela – e também um compromisso: ela sentia que precisava mostrar o máximo de eficiência e ter o mínimo de ausência. Não por si, mas por outras mulheres que passassem por ali.