Pioneirismo feminino na John Deere – Parte 2

Na segunda parte do artigo sobre o ingresso das mulheres em papéis de destaque na empresa, conheça as trajetórias de Zuleica Modena, Neusa Fensterseifer e Neda Motta

Diversidade

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Mulheres ocupam cargos de liderança em diferentes áreas da John Deere, desempenhando funções impensáveis. Mas, assim como em todos os demais setores econômicos do País, ainda há espaços a serem conquistados – numéricos, inclusive. Afinal, os 51% de mulheres da sociedade ainda não estão refletidos nas posições de liderança do mercado de trabalho. Por isso, é preciso olhar para as pioneiras e se inspirar em suas histórias.

Na primeira parte deste artigo, contamos a trajetória de Maristela Centenaro e Cristine Ullmann. Agora, mais três personagens demonstram que vale a pena batalhar por seu espaço.

PRIMEIRA GERENTE NO BRASIL
Os anos 1990 davam sinais de que as mulheres estavam virando o jogo nas empresas de maneira geral. Também no setor do agronegócio. Tanto é que Zuleica Modena entrou na John Deere em 1994, após experiência em uma companhia concorrente. A SLC passava, naquele momento, por um processo de expansão. A John Deere estava aumentando sua participação na empresa e se preparava para entrar no mercado brasileiro de tratores – até então, a fábrica de Horizontina só produzia colheitadeiras e plantadeiras.

Zuleica (centro) foi a primeira mulher a assumir o cargo de gerência na John Deere contou com apoio da equipe

A ida de Zuleica à SLC não foi por acaso. Ela sabia que o futuro da mecanização agrícola passava pela John Deere e a presença da gigante norte-americana na SLC lhe pareceu algo bastante convidativo. Levou um tempo até adquirir a confiança de todos, que não compreendiam muito a presença de um profissional vindo da concorrência. Cinco anos depois, Zuleica recebeu a proposta de assumir a gerência da área de Marketing. Seria um passo e tanto na sua carreira. E uma mudança de paradigma muito grande.

Era a primeira mulher da companhia no Brasil a chegar ao cargo de gerente. Mas Zuleica, sempre tão focada e metódica em suas atividades, pediu para pensar. Solicitou ao gestor um tempo. “Eu era uma jovem mãe. Teria que assumir uma posição dessas junto com um grupo de homens que já tocavam a operação havia muito tempo. A maioria deles mais velhos que eu. Seria um desafio e tanto”, relembra.

Para ajudar na decisão, foi conversar com colegas da futura equipe para saber o que eles achavam. Eles foram unânimes: incentivaram, demonstraram confiança e apoio. “Foi um endosso para eu começar essa jornada.” No dia seguinte, procurou os gestores. Estava com a decisão tomada. Aceitou o desafio.

As mulheres da unidade se reuniram no clube da cidade para um jantar em celebração à conquista da colega. Entendiam que se tratava da conquista de cada uma delas. Zuleica foi recebida com um lindo buquê de flores e um brinde.

Depois deste desafio, tantos outros vieram. Ela trabalhou na John Deere nos Estados Unidos e, depois da gerência de Marketing, vieram Recursos Humanos e inclusive a Presidência da Fundação John Deere. Hoje, com 25 anos de empresa, está se desafiando a conhecer melhor a Agricultura de Precisão. Nunca para de aprender em uma empresa com tantas oportunidades.

BOTA SUJA ATÉ O JOELHO
Parte do trabalho de suporte ao cliente envolve a gestão do resultado. Afinal, depois que chegou a peça e que o reparo foi realizado na máquina, como é o desempenho do equipamento? Para responder essa pergunta, é preciso ir a campo, acompanhar a colheita, acompanhar de perto a performance da máquina no meio da lavoura, debaixo do sol.