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    Acredite se quiser: robô muda de forma entre os estados sólido e líquido

    Parece coisa do filme “O Exterminador do Futuro”. Mas cientistas trabalham no uso de máquinas feitas de uma liga metálica capaz de se moldar por meio de campos magnéticos
    Rafael De Marco
    Crédito: Arquivo
    Crédito: Arquivo

    Tags:

    Digital

    Tecnologia

    Inovação

    Cientistas estão trabalhando no desenvolvimento de robôs que podem mudar de forma entre os estados sólido e líquido. Isso permite que realizem proezas que beiram o inacreditável, como escorrer para fora de uma gaiola, por exemplo. Diante disso, impossível não lembrar dos T-1000 da famosa franquia dos cinemas “O Exterminador do Futuro”.

    A forma e os movimentos das máquinas são controlados por campos magnéticos, uma abordagem que pode levar a novas tecnologias de engenharia – como a montagem de circuitos e criação de parafusos universais – e biomedicina – administração de medicamentos direcionados. A expectativa para o futuro é que diversos segmentos sejam impactados. Entre eles as indústrias de máquinas, como as agrícolas e da construção civil, cada vez mais tecnológicas.

    COMO É POSSÍVEL?

    Para atingir esses resultados dignos de um “Terminator”, uma equipe internacional de engenheiros desenvolveu um material feito de gálio metálico para ser incorporado a minúsculas micropartículas magnéticas.

    Esta “matéria de transição de fase magnetoativa” (MPTM) combina de forma única a alta resistência mecânica, capacidade de carga e velocidade de locomoção rápida da fase sólida com “excelente adaptabilidade morfológica (alongamento, divisão e fusão) na fase líquida”, de acordo com um estudo publicado na revista Matter.

    “Trabalha-se nesses robôs e máquinas de resposta magnética de pequena escala há um bom tempo”, disse Carmel Majidi, que dirige o Soft Machines Lab na Carnegie Mellon University e é o autor sênior do novo estudo. “Paralelamente, meu grupo foi pioneiro em muitas técnicas usando metais líquidos – metais como o gálio, que têm um ponto de fusão muito baixo”, complementa.

    As máquinas que a equipe construiu foram capazes de alterar seu estado por causa das micropartículas magnéticas em seus corpos. Ao colocar os robôs dentro de um campo magnético alternado, Majidi e seus colegas da Universidade Sun Yat-sen e da Universidade de Zhejiang, na China, fazem com que eles se movam e aqueçam para que se liquefaçam.


    “Quando você tem um metal que está na presença de um campo magnético alternado, sabemos, pelos princípios fundamentais do eletromagnetismo, que isso faz com que a corrente elétrica flua espontaneamente através desse metal”, explicou Majidi. “É aquela corrente elétrica espontânea que aquece o metal e o faz derreter.”

    RESULTADOS

    Com essa técnica, os pesquisadores conseguiram que os robôs MPTM soldassem circuitos, se moldassem em um parafuso universal, removessem objetos de um estômago falso e superassem obstáculos.

    Eles também foram capazes de fazer um homenzinho tipo Lego feito de MPTM se liquefazer e “escorrer” pelas barras de uma gaiola. Embora o robô pareça se reconstruir do outro lado, Majidi esclareceu que foi ele reformulado manualmente pela equipe e depois colocado de volta na tomada.

    “É quase como o T-1000 no sentido de que você tem aquela estatueta que se derrete em uma bolha”, disse Majidi, acrescentando que o androide assassino vilão das telonas serviu de inspiração para o robô.

    Os poderes dinâmicos de metamorfose dos robôs podem ser adaptados para servir a muitas funções. A capacidade de alternar entre os estados sólido e líquido também pode ser útil para acessar espaços confinados ou de difícil acesso.
    Fonte: vice.com