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    Tecnologia no combate a praga do algodão e soja

    Embrapa e Abapa desenvolveram o sistema digital Monitora Oeste - para celulares, tablets e computadores - que envia diretamente alertas de doenças na lavoura diretamente para o produtor
    Rafael De Marco
    Tecnologia no combate a praga do algodão e soja
    Tecnologia no combate a praga do algodão e soja

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    A Embrapa e a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) desenvolveram o Monitora Oeste, um sistema digital que envia diretamente para o celular e/ou computador do produtor, alertas do avanço da mancha de ramulária do algodão e da ferrugem asiática da soja sobre o Oeste da Bahia. A região destaca-se pelos números expressivos de algodão e soja colhidos para a balança agrícola brasileira e integra o Matopiba - fronteira agrícola formada por áreas de cerrado nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Se não controladas, essas pragas podem gerar perdas de 30% a 75%, no caso do algodoeiro, ou de até 90%, no caso da soja.

    O sistema pode ser acessado em duas versões. O aplicativo, para mobile, e o WebGIS, para navegação em notebooks, PCs e tablets. Para navegar pelo aplicativo, escolha o sistema operacional IOS  ou Android. Dentro do Monitora Oeste é possível realizar consultas on-line por municípios, tipos de áreas de cultivo e núcleos. As buscas geram mapas e gráficos que podem ser baixados em formato PNG. No WebGIS, as imagens podem ser baixadas em maior resolução. 

    Cadastrando-se no software, o usuário recebe em seu celular notificações das ocorrências da doença sobre os municípios da região as quais configura um risco às culturas em sua propriedade. Além disso, o usuário tem acesso às condições de favorabilidade climáticas para ocorrência da doença, da presença e  dispersão dos esporos causadores, dentre outras informações complementares.

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    Plantação de algodão em uma lavoura do oeste baiano (Foto: Julio Bogiani/Embrapa/Divulgação)

    Os riscos são qualificados em cores que facilitam a interpretação rápida do usuário. Essa organização visa auxiliar o agricultor baiano na tomada de decisão quanto às práticas de manejo de controle da doença, além de dar-lhe tempo para se preparar, caso seja necessário. 

    A ferramenta é de uso gratuito e os dados a ela acoplados estão em constante atualização. Para apresentar e explicar todas as funcionalidades da tecnologia, também é disponibilizado um tutorial. O banco de dados do Monitora Oeste é alimentado por uma rede composta por pesquisadores, extensionistas e produtores regionais que percorrem os campos baianos de plantações de soja e de algodão durante o período de safra. Ao descobrirem focos de doenças, eles lançam as informações no sistema, e, instantaneamente, os alertas chegam ao celular do produtor cadastrado. 

    Para Julio Bogiani, pesquisador da Embrapa Territorial, líder do desenvolvimento do produto, o Monitora Oeste permitirá aumentar a eficiência de controle das doenças, com a possibilidade de redução de custos e de impacto ambiental pelo menor número de aplicações de defensivos.

     “Esse sistema aproveita a mídia mais utilizada pelo produtor, o celular, para promover uma rede de colaboração para o monitoramento de duas doenças de grande repercussão para a cultura do algodão e a sojicultura. A mancha de ramulária e a ferrugem da soja são potencialmente devastadoras, quando fora de controle, e de rápida disseminação. Ter a informação precisa e atualizada permite traçar estratégias mais eficazes de controle, com sustentabilidade. O papel da Abapa passa pelo fomento de novos métodos e tecnologias para dar suporte aos seus associados”, afirma Luiz Carlos Bergamaschi, presidente da Abapa.