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    Tecnologia para humanizar os encontros virtuais

    O Project Starline, cabine de videochamadas 3D do Google, impressiona pela resolução, profundidade e será testado no mundo real
    Rafael De Marco
    Tecnologia para humanizar os encontros virtuais
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    Enquanto a Meta está tentando convencer os consumidores a usar seus fones de ouvido VR para entrar no metaverso, o Google continua experimentando um tipo diferente de realidade virtual. Trata-se do seu projeto holográfico para conversas por vídeo conhecido como Project Starline. 

    Anunciado no ano passado, o Project Starline é uma cabine de videochamada que usa imagens 3D, câmeras de alta resolução, sensores de profundidade personalizados e uma tela de campo de luz inovadora para criar uma experiência realista dos dois lados da tela. 

    NOS ESCRITÓRIOS
    O Google afirma estar expandindo seus testes no mundo real com um programa Beta de acesso ainda neste ano. Desta forma, o Starline poderá ser usado em escritórios de vários parceiros corporativos, incluindo Salesforce, WeWork, T-Mobile e Hackensack Meridian Health.

    Com o lançamento do novo programa de acesso antecipado, esses parceiros poderão testar as cabines de chamada em seus próprios escritórios, fornecendo ao Google feedback valioso e insights sobre como essa tecnologia seria usada no mundo real e que tipo de desafios ela pode enfrentar.

    Até agora, as cabines de chamadas 3D somente eram encontradas nos escritórios do Google nos EUA, onde os funcionários podiam testá-las em reuniões, sessões de integração de funcionários, entre outras atividades.

    ENCANTANDO
    Quem testou o Project Starline descreve a experiência como incrivelmente realista, com uma tecnologia impressionante, mesmo em suas fases iniciais.

    INCERTEZAS
    Apesar da empolgação, ainda há dúvidas sobre até que ponto o Starline irá além de ser uma demonstração de tecnologia muito legal para ser inserido como parte da vida cotidiana dos escritórios. Isso sem contar os consumidores “comuns”. 

    Ainda não está claro se o Google tem um plano para realmente comercializar a tecnologia, quanto essas cabines de chamadas custariam às empresas e se há ou não demanda suficiente para a tecnologia em um mundo onde o Zoom e o Google Meet são considerados “bons o suficiente” como soluções para reuniões virtuais.

    Além disso, o status de longo prazo do Project Starline ainda é incerto no Google, pois o programa foi reorganizado há um ano. A empresa realocou várias tecnologias de AR e VR, juntamente com seu grupo interno de P&D, conhecido como Área 120, em uma nova equipe “Labs”. 

    Em setembro, o Google reduziu pela metade o número de projetos na Área 120 – uma indicação de que pode não ver esses tipos de experimentos como prioridades no atual ambiente econômico. 

    Ainda assim, a tecnologia da Starline é uma aposta interessante em um tipo diferente de realidade virtual – uma em que as pessoas não são representadas com avatares semelhantes a jogos, mas, sim, como eles mesmos. 

    PESSOA COMO ELA É
    Em vez de desenvolver tecnologia que usa câmeras para rastrear os movimentos dos olhos e do rosto para tornar os avatares mais realistas, como o Meta está fazendo, ou descobrir como adicionar pernas ao seu corpo em VR, o Google trabalha para apresentar uma pessoa como ela é.