Ano será de desafios e de novos recordes para suinocultura

Meta é produzir 4,85 milhões de toneladas em 2022, chegando a um consumo de 17,3 quilos por habitante. No mercado externo, objetivo é comercializar 1,2 milhão de tonelada, terceiro recorde consecutivo

Pecuária

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O mercado mundial das carnes entra no terceiro ano da pandemia da Covid-19 e a suinocultura brasileira promete reviver os mesmos esforços desde 2020, mas com novas conquistas históricas. As metas já foram previstas. Produzir 4,85 milhões de toneladas em 2022, chegando a um consumo de 17,3 quilos por habitante. No front externo, a ambição também é positiva. Comercializar 1,2 milhão de tonelada, o que seria um terceiro recorde consecutivo. 

"Contamos com a força produtiva dos criadores brasileiros para chegar perto de cinco milhões de toneladas produzidas. No mercado internacional, nosso padrão sanitário privilegiado e a confiança de quase 100 países parceiros de 2021 sugerem um novo ano de boas expectativas, principalmente pelo cenário vivido por diversos países concorrentes do Brasil, que enfrentam problemas com a Peste Suína Africana (PSA) e outros fatores de produção", explica Ricardo Santin, Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Realmente, o avanço da PSA vem sendo avassalador, tanto na Europa como na Ásia. A enfermidade se espalhou ainda mais na Europa Ocidental, aumentando o risco de mais restrições às vendas do principal exportador de carne suína do mundo. A Alemanha vem lutando contra a Peste há mais de um ano, levando compradores importantes, como a China, a proibir as importações. Um caso foi detectado em um javali no noroeste da Itália no fim da semana passado, aproximando o vírus da Espanha e França, dois dos importantes fornecedores europeus ao mundo.