John Deere logo

    Conecta

    Sua fonte centralizada de notícias Agro

    Com volta das chuvas, confira 5 práticas essenciais para o período de rebrota do capim

    Na época das águas, as estratégias devem ser pensadas já visando o período das secas
    Scot Consultoria
    Com volta das chuvas, confira 5 práticas essenciais para o período de rebrota do capim
    Com volta das chuvas, confira 5 práticas essenciais para o período de rebrota do capim

    Tags:

    Capim

    Pecuária

    Agricultura

    Boi

    Clima

    Estamos entrando no período de melhor regime de chuvas nas principais regiões de pecuária bovina do Brasil. Tal momento vem atrelado a um maior fotoperíodo e a temperaturas elevadas, que permitem um desenvolvimento favorável da forrageira.

    A partir do momento de rebrota, o desenvolvimento permite, desde que bem manejado, um aumento na oferta de folhas jovens e verdes, o principal alimento dos bovinos.

    Dessa forma, algumas práticas são essenciais para o período de retomada das pastagens, como amostragem do solo, adubação, altura de entrada, altura de saída e manejo integrado de pragas e doenças.

    AMOSTRAGEM DE SOLO
    Independente da cultura, a amostragem de solo é essencial para o bom desenvolvimento, já que o proprietário, gerente ou técnico responsável tem em mãos a necessidade nutricional do solo para que a planta tenha uma boa nutrição e, por fim, produção.

    Sabendo o quanto dessa “caixa”, chamada solo, ainda precisa ser cheia, a adubação é o passo seguinte para corrigir as deficiências e garantir um bom desenvolvimento, seja da cultura recém implantada ou com a rebrota após a época de seca.

    Essa garantia nutricional auxilia o bom desenvolvimento radicular e aéreo. Em primeiro momento, com o recebimento do nutriente Nitrogênio (N), há o desenvolvimento mais vigoroso da parte aérea, que somado ao fornecimento indispensável, principalmente nos solos brasileiros, de Fósforo (P) garante o enraizamento.

    Além dos demais, os dois nutrientes garantem uma cultura ainda vigorosa na entrada das secas, através do aprofundamento da raiz que auxilia na busca e retenção de água, desde que sejam realizadas as devidas correções (aplicação de gesso agrícola e calcário, práticas também indispensáveis).

    ALTURA DE ENTRADA E SAÍDA
    A definição da entrada dos animais dentro do ambiente de forragem, principalmente após a rebrota, ou até mesmo no primeiro pastejo, é de extrema importância. Neste modelo de pastejo, é dispensável a utilização de dias fixos, já que as condições ambientais impactam diretamente no desenvolvimento da forrageira.

    O bom olhar do manejador é necessário, evitando um pasto passado, que possui colmos mais alongados e folhas senescentes, devido ao sombreamento do próprio perfilho, e para evitar condições em que a rebrota não estava em momento adequado para pastejo, prejudicando seu desenvolvimento futuro.

    Figura 1.
    Acúmulo de folhas, em kg por hectare de matéria seca (MS), em condições pré-pastejo de boa qualidade e em pasto passado.

    Com volta das chuvas, confira 5 práticas essenciais para o período de rebrota do capim 1  

    CONTROLE DE PLANTAS INVASORAS

    Este período não só favorece o crescimento da forrageira, como também de outras plantas, as chamadas plantas invasoras. Classificadas entre invasoras de folha larga e folha estreita.

    As plantas invasoras são um problema de duas formas: a competição por nutrientes, água e luminosidade com a forrageira e o consumo indesejado dos animais.

    Costumeiramente diz-se que um bom manejo é o melhor herbicida, já que as gramíneas têm um excelente poder de competição com outras culturas e podem se estabelecer vitoriosas em uma situação de competição. Mas caso não seja essa a situação, a utilização de herbicidas em consórcio com outras formas de controle (roça), além de rotação de ingredientes ativos, é sempre bem-vinda.

    CONTROLE DE PRAGAS
    As duas principais são a cigarrinha das pastagens e a lagarta. 

    Seu controle pode ser feito de diversas maneiras, sendo os principais o uso de inseticida químico com ação residual e, mais recentemente, o emprego de agentes biológicos (fungos). 

    O controle biológico necessita de uma boa prática de aplicação, uma vez que temperatura e umidade não ideais podem causar danos ao desenvolvimento do fungo.

    Dessa forma, o emprego de estratégias consorciadas de controle de pragas e doenças, os chamados Manejo Integrado de Pragas (MIP) e Manejo Integrado de Doenças (MID), são essenciais, ainda mais no período em que os principais agentes danosos para a cultura também são beneficiados (invasoras e cigarrinha).

    Por Pedro Gonçalves, engenheiro agrônomo e analista de mercado da Scot Consultoria.
    Referências Bibliográficas 

    CARVALHO, G. A.; et al., Manejo integrado de cigarrinhas em pastagens. In: CARVALHO, G. A.; POZZA, E. A. (Coord.). Manejo de pragas e de doenças em pastagens. Lavras: Ed. da Ufla, 2000. p. 37-49.
    PEREIRA, L. E. T., POLIZEL, G. H. G., Princípios e recomendações para o manejo de pastagens. Pirassununga, Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos – FZEA/USP, 2016. DOI: 10.11606/9788566404050
    TEIXEIRA, C. A. D et al., Pragas e doenças em pastagens na Amazônia. In: SALMAN, A. K. D.; PFEIFER, L. F. M. (Ed.). Pecuária leiteira na Amazônia. Brasília, DF: Embrapa, Cap. 15, p. 345-370. 2020.
    DIAS-FILHO, M.B. Formação e Manejo de Pastagens. Comunicado Técnico 235. Embrapa Amazônia Oriental, Belém, PA, 2012. 9p. Disponível em< https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/937485/1/OrientalComTec235.pdf>. Acesso em 15/10/2022.