Como aproveitar e agregar valor à carne ovina no Brasil

Estes são os principais objetivos da cartilha "Oportunidades de Agregação de Valor à Carne Ovina – Da Carcaça aos Derivados Cárneos", lançado pela Embrapa Pecuária Sul

Pecuária

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A presentar diferentes alternativas de agregação de valor à carne ovina, levando em conta as diferentes raças e categorias de animal e, com isso, incentivar o aumento do consumo dessa proteína no Brasil. Esse é o objetivo da cartilha "Oportunidades de Agregação de Valor à Carne Ovina – Da Carcaça aos Derivados Cárneos", lançado pela Embrapa Pecuária Sul.

A cartilha tem como autores a pesquisadora Elen Nalério e a analista Citieli Giongo e é um dos resultados do projeto “Aproveitamento integral e agregação de valor à carne de ovinos de diferentes categorias dos campos sul-brasileiros: da avaliação in vivo à produção de derivados cárneos (Aprovinos)”, desenvolvido pela Embrapa Pecuária Sul. 

A cartilha pode ser acessada pelo link https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/233247/1/carne-ovina-FINAL.pdf

Segundo Elen Nalério, o processamento de carnes ovinas para a elaboração de produtos industrializados ou pratos preparados é uma das formas mais adequadas de aproveitamento dos animais mais velhos ou de descarte, que atualmente tem menos valor de mercado. “A maior demanda de consumo é por cordeiros, que são os animais mais novos e o produtor muitas vezes não tem o que fazer com os ovinos mais velhos”. Nesse sentido, o Aprovinos buscou alternativas para o melhor aproveitamento desses animais a partir da agregação de valor, principalmente com o desenvolvimento de produtos cárneos processados.

PRODUTOS
Entre os produtos que foram desenvolvidos estão presuntos, copas, linguiças, hamburgueres e bacon ovino, proporcionando melhor aproveitamento desses animais e de partes da carcaça menos valorizadas, por meio da industrialização. 

Para analisar as oportunidades de mercado e a possível agregação de valor de alguns dos produtos desenvolvidos, também foram realizados estudos para verificar a aceitabilidade e intenção de compra dos consumidores frente aos novos derivados cárneos. Segundo a pesquisadora, a aceitação e o desenvolvimento dos produtos foram bem-sucedidos, tanto que a produção de dois deles, presunto cru e copa, já foi licenciada para uma empresa, via edital público, e ainda nesse ano eles devem estar no mercado.

MAIS OFERTA E CONSUMO
Elen Nalério observa que, com excelentes propriedades sensoriais e nutricionais, a carne ovina vem ganhando maior número de apreciadores no país e ampliando seu espaço em restaurantes e ambientes goumert. Contudo, a proteína ainda não está diariamente na mesa do brasileiro por diversos motivos, como a falta de regularidade de oferta e de hábitos de consumo.

“Com o desenvolvimento de novos cortes e de produtos derivados, o objetivo é contribuir para o aumento do consumo de ovinos, propiciando ganhos para toda a cadeia de produção envolvida”, ressalta a pesquisadora.

DIFERENTES RAÇAS
A publicação apresenta também características das carcaças das diferentes raças ovinas criadas na região Sul do Brasil e as possibilidades de melhor aproveitamento, tanto de cordeiros e animais mais velhos, por meio de apresentação de cortes diferentes nos supermercados.

“As pesquisas feitas no projeto e as ações recomendadas, que estão resumidas nessa cartilha, visam incentivar modificações na cadeia produtiva da carne ovina, bem como na forma com que o consumidor brasileiro compra e utiliza esta proteína. A carne ovina pode, sim, ser consumida de formas variadas e diariamente, indo além da compra de final de semana ou preparo na forma de churrasco”, finaliza Elen.

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