Colhedoras de cana duas linhas: mais produção e menos custos – Parte 1

Máquina reduz as perdas totais e a compactação dos solos em 60%, além de proporcionar ganhos em rendimento de colheita e economia de diesel

Soluções John Deere

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A colheita mecanizada de cana-de-açúcar passou por algumas evoluções ao longo dos últimos 20 anos. No entanto, a mais recente – e importante – foi o desenvolvimento da colhedora de cana de duas linhas com sistema de cortes de base independentes.

Embora ainda pouco adotada pela grande maioria do setor, a máquina, de acordo com especialistas e usuários, vem proporcionando melhoras significativas à operação, aumentando rendimento diário da colheita e reduzindo em até 60% a compactação do solo e as perdas totais – fatores apontados como gargalos das máquinas que colhem apenas uma linha.

EVOLUÇÃO
A tecnologia de colheita 100% mecanizada de cana-de-açúcar surgiu no início dos anos 1970 e deslanchou no fim da década de 1990, mas foi se consolidar mesmo a partir de 2000, quando o setor sucroenergético brasileiro saltou de menos de 20% para mais de 90% da sua área colhida mecanicamente – dado que chega hoje a mais de 98% na região Centro-Sul canavieira.

Ao longo dos anos, as máquinas passaram por muitas evoluções.  No entanto, de acordo com o especialista em manutenção automotiva e colheita de cana, Dário Sodré, da D2G Consultoria, ao analisar o período de pico da mecanização da colheita da cana picada no Brasil, observa-se que as inovações não vieram dos sistemas mecânicos ou hidráulicos principais das máquinas e, sim, da eletrônica e sistemas de georreferenciamento, além das tecnologias de dados.