Colhedoras de cana duas linhas: mais produção e menos custos – Parte 2

Produtores atestam a qualidade da máquina da John Deere, que tem reduzido perdas totais e a compactação dos solos em 60%, além de proporcionar ganhos em rendimento de colheita e economia de diesel

Soluções John Deere

img-news
A única máquina de duas linhas disponível no mercado é a CH950, da John Deere, lançada em 2020. Até agora, mais de 100 mil horas de colheita já foram realizadas com as CH950 vendidas entre 2020 e 2021, de acordo com a fabricante. Uma das pioneiras no uso da tecnologia foi a Usina São Manoel, do interior de São Paulo. O projeto teve início em agosto de 2020 com aquisição da primeira máquina.

De acordo com Murilo Gasparoto, gerente Operacional Agrícola da Usina São Manoel, com engajamento dos colaboradores de colheita e manutenção, em pouco tempo a empresa passou a colher bons resultados e hoje tem quatro máquinas de duas linhas.

Não existiram barreiras na implantação do projeto das colhedoras de duas linhas dentro do CTT da Usina São Manoel, que foi dividida em duas etapas. A qualitativa, no qual o foco foi buscar os mesmos índices que a colhedora de uma linha, até então utilizada pela companhia, entregava, ou seja, em perdas, impurezas minerais e vegetais, e pisoteio do vaso e linha de plantio.

Na segunda fase, a quantitativa, o foco foi no rendimento (t/máquina/dia), no consumo de combustível (litros/tonelada) e logística interna (transbordos e aceiros de colheita). A meta era atingir perdas de 1,4 toneladas por ha, 7,6 Kg por tonelada de impureza mineral e 50 kg por t de impureza vegetal. No rendimento da CH950, a Usina São Manoel relata ter alcançado 1.600 t/máquina/dia.