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    Combustível do futuro é arma para a descarbonização

    O chamado Hidrogênio Verde garante energia limpa - sem emissão de CO2 na atmosfera - e passará a receber cada vez mais investimentos para sua produção em larga escala
    Rafael De Marco
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    Tags:

    Energia

    Sustentabilidade

    A queima de combustíveis fósseis aumenta as emissões de CO2 e esta é uma das causas do aquecimento global e das mudanças climáticas. A solução para esse problema tem nome: descarbonização. Trata-se do processo de redução de emissões de carbono na atmosfera, especialmente de dióxido de carbono (CO2).

    Uma das alternativas para a descarbonização é investir no chamado Hidrogênio Verde. Estamos falando de uma tecnologia baseada na geração de hidrogênio por meio de um processo químico chamado eletrólise. Utilizando corrente elétrica, esse método separa o hidrogênio do oxigênio que existe na água. Se essa eletricidade for obtida de fontes renováveis, a energia será produzida sem emitir CO2 na atmosfera.

    O hidrogênio verde é uma das grandes apostas do mundo para atingir a descarbonização. Desde 2021, já foram anunciados 131 novos projetos globais de larga escala para produzi-lo, com investimento previsto de US$ 500 bilhões até 2030. Porém, o hidrogênio verde ainda não tem viabilidade de larga escala, em função do alto custo.

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    COMBUSTÍVEL DO FUTURO
    Mesmo assim, é considerado como opção por ser um combustível limpo e eficiente, por isso é chamado de "combustível do futuro". "A transição energética, com a descarbonização da economia, abre uma grande oportunidade para o Brasil", acredita José Roberto Colnaghi, presidente do Conselho de Administração da Asperbras, que atua em diversos segmentos da indústria e do agronegócio. Para o executivo, a retomada industrial pode acontecer por meio de investimentos em atividades com baixa utilização de carbono, que é a tendência para as próximas décadas.

    PARIS 2015
    Como enfrentar as mudanças climáticas é um dos maiores desafios da atual geração, há muito tempo o tema deixou de ser uma discussão acadêmica e entrou no dia a dia de empresas e governos. O Acordo de Paris, celebrado em 2015, foi um divisor de águas, uma vez que 195 países se comprometeram a reduzir as emissões de gases de efeito estufa para limitar o aumento da temperatura global. "Para atrair mais investimentos estrangeiros, será necessário que o país tenha projetos ambientalmente responsáveis", frisa Colnaghi.

    POTENCIAL BRASILEIRO
    Em razão de sua dimensão continental e particularidades regionais, o Brasil apresenta um enorme potencial para a produção de hidrogênio verde, gerado a partir de fontes renováveis e com o aproveitamento de biomassa e a instalação de parques de energia eólica e solar, entre outras.

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    Chefe geral da Embrapa Agroenergia, o professor Alexandre Alonso Alves destaca que várias iniciativas têm surgido na Região Nordeste para a produção de hidrogênio verde. Porém, afirma que todas as regiões brasileiras possuem capacidade instalada de produção de biogás, cujos resíduos podem ser usados como um vetor para a geração do “combustível do futuro” e ainda para a produção de fertilizantes.
    “O Brasil importa mais de 85% de fertilizante para a produção agrícola. E tem quantidade fabulosa de biomassa de origem florestal que, eventualmente, pode ser utilizada para produção de combustíveis sintéticos e hidrogênio verde”, afirmou explicando que o país pode desenvolver a produção de fertilizantes a partir do resíduo do próprio setor agrícola.

    Com informações da Agência Senado, Dino e grupo Iberdrola