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    Entenda a descarbonização na prática

    Pesquisadores da Embrapa explicam e trazem exemplos sobre como os produtores rurais do Brasil podem atuar para reduzir a pegada de carbono
    Rafael De Marco
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    Carbono

    Produzir com sustentabilidade é um assunto recorrente na pauta dos produtores rurais do Brasil. Nesse sentido, tratar de descarbonização tem sido um tema cada vez mais importante. Pensando nisso, pesquisadores da Embrapa se reuniram para responder a seguinte pergunta: como os produtores rurais podem, na prática, aderir à pecuária de baixo carbono?

     

    O pesquisador Roberto Giolo, da Embrapa Gado de Corte, tem uma explicação simples. “É só fazer o manejo adequado e adotar boas práticas, que automaticamente estaremos fazendo a redução da emissão de carbono”.

     

    PEGADA DE CARBONO
    A analista Vanessa de Paula, da Embrapa Gado de Leite, explica outro conceito muito falado atualmente, pegada de carbono. “É a quantidade de emissões de dióxido de carbono associadas a uma atividade ou produto, além de outros gases de efeito estufa que são expressos em dióxido de carbono equivalente. Então, para simplificar, fala-se apenas em carbono”.

     

    Para calcular a pegada de carbono de uma atividade pecuária, o primeiro passo é medir as emissões, o que envolve não só as da própria fazenda, mas também as emissões da produção de fertilizantes, combustíveis, eletricidade. “Tudo é computado”, comenta a analista.

     

    Entenda a descarbonização na prática 1

    A partir dos levantamentos, podem ser adotadas medidas para promover a redução de emissões dos gases de efeito estufa (GEE), com uma produção mais eficiente.

     

    REDUZINDO ESSA PEGADA
    Vanessa dá um exemplo simples de como uma fazenda de pecuária de leite pode reduzir sua pegada de carbono com ajustes no rebanho. Se o produtor tem um alto percentual de vacas ‘secas’ (que não estão em lactação) e faz uma alteração no rebanho, com redução desse percentual (por exemplo, de 50% para 30%), já é uma mitigação. Isso porque a pegada de carbono é calculada em relação ao produto. Então, a emissão de gases na mesma área para a produção de um litro de leite será menor.

     

    O pesquisador Giolo ressalta a importância da intensificação da produção a partir da adoção de boas práticas. “É possível produzir mais na mesma área e impactando menos”. Com práticas como recuperação e intensificação de pastagens, Integração Lavoura-Pecuária (ILP) e Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), pode-se reduzir a emissão de GEE.

     

    Giolo explica que o carbono tem de ser fixado. “Ao invés de haver emissão de gases, é preciso que o carbono fique no sistema. E onde ele fica? No solo. Então, se tem mais biomassa, está feito”. O pesquisador ressalta a importância da matéria orgânica no solo e seus benefícios, dentre eles, a maior retenção de água no terreno.

     

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    “Mais carbono fixado significa mais água, mais nutrientes, biodiversidade, mais dinheiro. O carbono é um indicativo da eficiência do sistema. Emitir muito gás é indicativo de ineficiência”, afirma o pesquisador.

     

    MERCADO INTERNACIONAL
    Em relação ao mercado externo, uma produção cada vez mais sustentável já é cobrada. E quais seriam as consequências das exigências internacionais? Para o coordenador do Escritório da Embrapa na Europa, Vinícius Guimarães, o Brasil tem plenas condições de atender a essas exigências.

     

    “Contamos com tecnologias, como plantio direto, fixação biológica de nitrogênio, recuperação de pastagens degradadas, intensificação sustentável de produção com ILPF. Temos oportunidades de aumento da produção sem abertura de novas áreas, com ampliação do uso de bioinsumos e condições climáticas favoráveis”. Com todos esses fatores, Vinícius acredita na força do país como potência agrícola. “Temos plenas condições de crescimento e competitividade aliados à sustentabilidade”.

     

    Com informações da Embrapa Milho e Sorgo

     

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