ILPF melhora fertilidade e aumenta retenção de água no solo

A integração lavoura-pecuária-floresta traz benefício ambientais ao mesmo tempo que que está revolucionando a agropecuária do Brasil

Sustentabilidade

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As vantagens dos sistemas integrados lavoura-pecuária-floresta não são exatamente uma novidade no agronegócio brasileiro. Maior produtividade; possibilidade de aumento da lucratividade em função da diversificação das fontes de renda; o bem-estar animal, por conta da sombra das árvores. Com o avanço dos estudos nessa área, pesquisadores comprovam os benefícios ao meio ambiente do ILPF. A presença das árvores na produção rural é um bom negócio para o produtor e para o planeta.

 

A integração da lavoura e da pecuária com a floresta oferece melhorias diretas para o solo e para a conservação da água no mesmo. O fato de as árvores possuírem raízes ainda mais profundas possibilita redução da erosão, ciclagem de nutrientes e aumento da matéria orgânica do solo.

 

De acordo com o pesquisador Alberto Bernardi, da Embrapa Pecuária Sudeste, localizada na cidade de São Carlos, interior de São Paulo, essa integração influencia na qualidade do solo em ternos de maior infiltração e retenção de água e melhoria na fertilidade.

 

Isso significa que a rotação de culturas e a diversidade de espécies ajudam a controlar a erosão, ao mesmo tempo que aumenta a porosidade do solo. Outra consequência desses fatores é a maior infiltração de água e nível profundo e a recomposição de lençóis freáticos.

 

Os sistemas conservacionistas, desde a integração lavoura-pecuária e, principalmente, a lavoura-pecuária-floresta (ILPF), ainda proporcionam maior diversidade de organismos. Essa fauna mais diversa auxilia no controle de pragas e de doenças.

 

 

MAIS CARBONO NO SOLO

O incremento de matéria orgânica colabora no aumento de estoque de carbono no solo. Pesquisa da Embrapa Agrossilvipastoril (MT) mostra que após dois anos de lavoura de feijão-caupi e milho, e dois anos de pastagem com braquiária Piatã, os estoques de carbono foram estatisticamente semelhantes ao valor mensurado na mata nativa da Área de Preservação Permanente localizada próxima ao experimento, cujo estoque de carbono encontrado foi de 75 toneladas por hectare (t/ha).

 

*Com informações da Embrapa

 

 

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