O agro brasileiro é referência mundial

Documentário “Kiss the Ground” aumenta a popularidade da Agricultura Regenerativa

Sustentabilidade

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Recentemente, o documentário “Kiss the Ground” (traduzido como “Solo Fértil” em português) tem aumentado muito a popularidade e a relevância da “Agricultura Regenerativa” em diversos setores da sociedade. Embora haja maior notoriedade agora, o termo foi criado nos EUA por Robert Rodale no início da década de 1980, ao estudar os processos de regeneração dos sistemas agrícolas ao longo do tempo, baseando-se no incremento da produção aliado à recuperação dos solos.

Pode-se afirmar que a Agricultura Regenerativa possui diferentes níveis de adoção de acordo com as práticas de manejo que são implementadas ao longo do tempo. A base de tudo é o Sistema de Plantio Direto (SPD), que tem como premissas o não revolvimento do solo, manutenção da cobertura permanente, seja ela viva ou morta, e a rotação de culturas por meio da diversificação dos cultivos agrícolas.

DESDE A DÉCADA DE 1980
Isso nos leva a um fato muito interessante: o nosso país utiliza técnicas de Agricultura Regenerativa desde antes da criação do termo, na década de 1980. O desenvolvimento da produção agrícola por meio da adoção do SPD é a maior evidência disso, sendo realizado desde a década de 1970 no Brasil, resultando em um potencial de sequestro de carbono da ordem de 1,5 ton CO2eq ha-1 ano-1 (tonelada de CO2 equivalente, por hectare, por ano) quando comparado aos sistemas de preparo convencional do solo. A partir dos anos 1990, houve um crescimento exponencial da prática conservacionista e, hoje, já são mais de 33 milhões de hectares cultivados, correspondendo a mais da metade da área agrícola do país e cerca de 25% do total de áreas com Sistemas de Plantio Direto no mundo (cerca de 130M ha em 2020).

Por meio de uma conversão simples, é possível evidenciar que o carbono sequestrado anualmente pelos 33M de hectares de SPD no país é equivalente à mitigação das emissões anuais de gases de efeito estufa (GEE) de quase 10 milhões de veículos de passeio*. Esse valor corresponde a 17% da frota de veículos do Brasil. (*calculadora do EPA – Environmental Protection Agency)

*https://www.epa.gov/energy/greenhouse-gas-equivalencies-calculator 
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