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    Por um mundo com menos plástico

    Na 50ª edição, Dia Mundial do Meio Ambiente traz o alerta de que o fim da poluição desse produto é fundamental para a sustentabilidade
    Rafael De Marco
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    Tags:

    Sustentabilidade

    O ano de 2023 marca a 50ª edição do Dia Mundial do Meio Ambiente. Desta vez, o dia 5 de junho traz o alerta de que a eliminação da poluição plástica é fundamental para a manutenção da vida. Sob o lema #CombataAPoluiçãoPlástica, a data oferece uma oportunidade para ampliar o apelo aos governos, cidades e empresas, a fim de que invistam e implementem soluções para acabar com a poluição plástica.

     

    O Dia Mundial do Meio Ambiente é celebrado anualmente em 5 de junho e foi estabelecido pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1972. É um dia dedicado à conscientização e ação global em prol da proteção do meio ambiente. Cada ano, o evento é organizado em torno de um tema específico, com o objetivo de promover ações concretas e engajar governos, empresas e cidadãos na busca por um futuro mais sustentável.

     

    DESPOLUIÇÃO

    A poluição plástica pode ser reduzida em 80% até 2040 se os países e as empresas fizerem mudanças profundas nas políticas e no mercado usando as tecnologias existentes. É o que aponta um novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). O documento descreve a magnitude e a natureza das mudanças necessárias para acabar com a poluição plástica e criar uma economia circular.

     

    O Relatório “Fechando a torneira: como o mundo pode acabar com a poluição plástica e criar uma economia circular” foca em soluções e analisa práticas concretas, mudanças de mercado e políticas públicas para informar decisões governamentais e ação empresarial.

     

    MUDANÇAS

    Para reduzir a poluição plástica em 80% em todo o mundo até 2040, o Relatório sugere primeiro a eliminação de plásticos problemáticos e desnecessários para reduzir o tamanho do problema. Posteriormente, o documento pede três mudanças no mercado - reutilizar, reciclar e reorientar e diversificar os produtos. Confira:

     

    REÚSO - A promoção de opções de reúso, incluindo garrafas reabastecíveis, dispensadores a granel, esquemas de caução, esquemas de devolução de embalagens etc., pode reduzir em 30% a poluição por plástico até 2040. Para concretizar seu potencial, os governos devem ajudar a criar modelos comerciais mais sólidos para os reutilizáveis.

     

    RECICLAR - Reduzir a poluição plástica em mais 20% até 2040 pode ser possível se a reciclagem se tornar um empreendimento mais estável e lucrativo. A remoção dos subsídios aos combustíveis fósseis, a aplicação de diretrizes de design para melhorar a reciclagem e outras medidas podem aumentar a parcela de plásticos economicamente recicláveis de 21% para 50%.

     

    REORIENTAR E DIVERSIFICAR - A substituição cuidadosa de produtos, como embalagens plásticas, sachês e embalagens para viagem, por produtos feitos de materiais alternativos (como papel ou materiais compostáveis) pode proporcionar uma redução adicional de 17% na poluição plástica.

     

    NÃO É SÓ ISSO
    Mesmo com as medidas acima, 100 milhões de toneladas de plásticos vindos de produtos de vida curta e uso único ainda precisarão ser endereçadas anualmente e com segurança até 2040 - juntamente com um legado significativo da poluição plástica existente no meio ambiente. Para isso, são necessárias ações como a definição de padrões de design e segurança para o descarte de resíduos plásticos não recicláveis, bem como sua implementação, e a responsabilização dos fabricantes por produtos que liberam microplásticos, entre outros.

     

    ECONOMIA
    No geral, a mudança para uma economia circular resultaria em uma economia de 1,27 trilhão de dólares, considerando custos e receitas de reciclagem. Outros 3,25 trilhões de dólares seriam economizados com externalidades evitadas, como saúde, clima, poluição do ar, degradação do ecossistema marinho e custos relacionados a litígios. Essa mudança também poderia resultar em um aumento líquido de 700 mil empregos até 2040, principalmente em países de baixa renda, melhorando significativamente os meios de subsistência de milhões de trabalhadores e trabalhadoras em ambientes informais.

     

    RECURSOS
    Os custos de investimento para a mudança sistêmica recomendada são significativos, mas menores do que os gastos sem essa mudança sistêmica: 65 bilhões de dólares por ano versus 113 bilhões de dólares/ano. Grande parte desse valor pode ser mobilizado transferindo investimentos planejados para novas instalações de produção - que não serão mais necessárias devido à redução das necessidades de materiais – ou aplicando uma taxa sobre a produção de plástico virgem direcionada à infraestrutura necessária para a circularidade. No entanto, o tempo é essencial: um atraso de cinco anos pode levar a um aumento de 80 milhões de toneladas de poluição plástica até 2040.

     

    RESPONSABILIDADE
    Tanto em uma economia descartável quanto em uma economia circular, os custos mais altos são operacionais. Com a regulamentação para garantir que os plásticos sejam projetados para serem circulares, esquemas baseados na Responsabilidade Estendida do Produtor (REP) podem cobrir esses custos operacionais para garantir a circularidade do sistema, exigindo que os produtores financiem a coleta, a reciclagem e o descarte responsável dos produtos plásticos no fim da vida útil.

     

    Políticas públicas acordadas internacionalmente podem ajudar a superar os limites do planejamento nacional e da ação empresarial, sustentar uma pujante economia global circular de plásticos, criar oportunidades de negócios e empregos. Essas políticas podem incluir critérios acordados para produtos plásticos que podem ser banidos, uma linha de base de conhecimento transfronteiriço, regras sobre os padrões operacionais mínimos necessários dos esquemas de REP e outros padrões.

     

    Para conhecer o relatório completo, clique AQUI

     

    Com informações do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA)