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    Segurança alimentar alinhada a produção sustentável

    Discurso na COP28 deve ser alinhado para colocar Brasil como solução tanto para ajudar a alimentar o planeta como para a descarbonização
    Rafael De Marco
    Divulgação
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    Sustentabilidade

    Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, receberá a COP28 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas)entre 30 de novembro e 12 de dezembro. COP significa "Conferência das Partes", onde as "partes" são os países que assinaram o acordo climático original da ONU em 1992.

     

    Na 28ª edição, COP finaliza a sequência de reuniões e eventos facilitados pela ONU no decorrer do ano para permitir que os países e outras partes interessadas vejam se estão - ou não - progredindo para atingir as metas do Acordo de Paris de 2015. Esse processo multilateral de revisão do progresso dos países é chamado de Global Stocktake (em inglês).

     

    BRASIL COMO PROTAGONISTA

    O Brasil precisa chegar a COP28 com um discurso alinhado e coeso, a fim de mostrar que o país é a solução para o processo de transição para uma economia de baixo carbono. Essa foi uma das conclusões do evento Caminhos do Agro para a COP28, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), na capital paulista.

     

    A COP28 também será o foco principal do 3º Fórum Planeta Campo 2023, dia 9 de novembro, no Jockey Club de São Paulo. Entre os temas dos seis painéis estão o mercado de carbono, métricas e relações internacionais e com o consumidor, bioinsumos, certificações. A meta é encontrar soluções para posicionar o Brasil com autoridade nas discussões relacionadas a sustentabilidade no agronegócio.

     

    Segurança alimentar alinhada a produção sustentável 1

    Jacyr Costa, presidente do Conselho Superior do Agronegócio (COSAG) da FIESP, ressalta a necessidade de alinhar as expectativas com relação à importante COP28, que terá como um dos focos principais os sistemas alimentares, onde o Brasil pode mostrar sustentabilidade, sua capacidade para garantir segurança alimentar e para o acesso aos alimentos em condições competitivas.

     

    "Nosso primeiro pedido é que o Brasil leve para a COP28 uma posição unificada e coesa, com a visão de todos os setores. Que a área produtiva tenha espaço antes e durante a conferência, participando das discussões junto às demais organizações", disse Roberto Betancourt (diretor titular do Departamento de Agronegócio da FIESP - DEAGRO/FIESP).

     

    A seu ver, o agro brasileiro tem muito a mostrar, pois vem avançando fortemente na produção sustentável. "Temos um Plano ABC+ (Agricultura de Baixo Carbono) robusto e somos o maior usuário global de bioinsumos", pontuou.

     

    Na avaliação de Sérgio Bortolozzo, presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), o Brasil possui sistemas alimentares sustentáveis e legislações severas relacionadas à proteção ambiental. "Cumprimos o que o mundo está demandando, pois estamos à frente desses padrões", afirmou. Ele ainda avaliou que a mudança climática atinge o produtor rural de todo o mundo, especialmente, no Brasil.

     

    Para a Gislaine Balbinot, diretora-executiva da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), que é parceira da FIESP e da Sociedade Rural Brasileira (SRB) na realização do evento Caminhos do Agro para a COP28, o mundo está se preparando para mais uma COP, trazendo temas importantes como o financiamento climático, que está ligado às nações desenvolvidas; as revisões das NDCs (Contribuição Nacionalmente Determinada); e a implementação de um mercado de carbono global, cujo sucesso depende de decisões nacionais.

     

    "Podemos nos colocar em uma posição importante, alinhando as pautas, demonstrando taxas de desmatamento menores, consequentemente menores emissões, e tendo grande ativo que é a matriz elétrica renovável. Cabe ao Brasil liderar, a fim de destravar a agenda da COP28 e pavimentar o caminho para uma bem-sucedida COP30", explicou.

     

    Com informações da ONU e Agência Safras