União internacional em prol da saúde da terra

Saiba mais sobre o programa Solos Vivos das Américas e outras iniciativas que contam com a participação ativa do Brasil

Sustentabilidade

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O programa Solos Vivos das Américas visa  transformar os sistemas agrícolas em ecossistemas que acumulem mais carbono nos solos, recuperando a qualidade desse recurso natural para garantir a capacidade de produção sustentável de alimentos. Trata-se de uma iniciativa internacional para restauração da saúde do solo na América Latina e Caribe.

O Brasil faz parte dessa ação por meio do programa Solos Vivos Brasil, cuja meta segue os mesmos padrões da iniciativa internacional: cultivar boas práticas de manejo da terra e incentivos para transformar os sistemas agrícolas em ecossistemas que acumulem mais carbono nos solos.

“Promover a conservação dos solos em nossa região é um tópico de interesse global. Temos aproximadamente 40% dos solos com algum tipo de degradação, o que impacta a produção de alimentos, crescimento econômico, segurança alimentar e bem-estar rural. Da mesma forma, sua conservação é essencial para manter os limites climáticos considerados seguros”, afirma Manuel Otero, diretor-geral do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

BRASIL É PIONEIRO
O Brasil é um dos pioneiros no desenvolvimento da agropecuária de baixa emissão de carbono, com o uso de tecnologias que serão fomentadas no programa Solos Vivos Brasil.

PLANO ABC
Uma das ações é o Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC). Em dez anos, os produtores rurais brasileiros adotaram os modelos produtivos descarbonizantes em mais de 52 milhões de hectares. A recuperação de pastagens degradadas, os sistemas integrados de produção e o plantio direto foram algumas das tecnologias que favoreceram o avanço da agricultura sustentável. 

Em outubro deste 2021, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento anunciou o ABC+, que prevê a implantação de tecnologias de baixa emissão de carbono em mais 72 milhões de hectares de terras agricultáveis até 2030.